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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Uma chamada de atenção ao presidente da Assembleia Nacional popular da Guiné-Bissau

Por, James Wilbonh Flora

Sobre a decisão apenas tomada, para alteração/ Modernização da Lei Magna do País, queria antes de tudo, enaltecer uma enorme coragem por parte dos Deputados e do Próprio Presidente de ANP. Para mim é a decisão mais acertada do Hemiciclo desde Independência. Por isso deixo aqui no entanto o meu Louvor para Presidente da ANP.

Dito isso, permita-me vossa excelência Presidente da ANP, descordar consigo sobre o convite de algumas entidades, para participar na comissão.

Na minha opinião, convidar só os Régulos, e Chefes Religiosos, deixando para fora e sem opinião outras Sensibilidades etnosociais estruturalmente sem Religião e Régulos (que não são poucos!), não seria os termos mais corretos.

Para evitar esses desacertos, que podem resultar num sentimento da discriminação relativamente aos estruturalmente excluídos, sugeria por bem que os Régulos e chefes religiosos fossem excluídos desta lista, mantendo sim a Sociedade Civil, na qual podem diluir-se e encetando nela uma representação mais inclusiva.

Se reparamos, desde Tempo Colonial, que se tem vindo a agir deste modo, era só Régulos e Padres Religiosos dum lado, e a outra fatia não contava. Isto era até muito bem feito por Portugueses para seus interesses de dividir para reinar. Deste modo controlavam facilmente a parte dos Régulos e Chefes Religiosos no seu lado, pondo doutro lado a estrutura menos hierarquizada e difícil ou quase impenetrável que vinha a ser logo conotado como os TURRAS durante a Guerra. O Povo era assim obrigado a uma clivagem que passou a ser crónica com o tempo, mas em benefício de Cólon.

Cabral já tinha chamado atenção várias vezes sobre este ponto de vista. Para os mais atentos, uma das causas de convulsões Político-Militares que temos vivido assistir até agora provêm desta Crónica Clivagem.

Por estarmos num momento onde os Portugueses Brancos já não controlam o nosso Território e momento no qual urge consolidar o nosso País num único substrato sólido, homogéneo, representante de todas sensibilidades Nacionais transversalmente, na minha modesta opinião, era preciso então não seguir os erros de passado. Temos que enveredar outro caminho, com muita coragem, para ultrapassar os complexos.

Chegou a hora de olhar para as nossas diferenças como uma riqueza cultural única. Para projetar uma Guiné-Bissau Genuína, refutando definitivamente a sensação de um País “clone” como tem sido até agora.

Por isso é um imperativo sim, integrar na Lei Magna os valores (princípios de honra, honestidade, de trabalho e justiça) que sempre foram característicos e de certo modo representando a essência do Povo Guineenses.

Então para enuclear da “cápsula adormecida” estes valores, e expressa em termos simples de modo a reforçar a nossa lei, nada melhor como os Próprios Deputados e a Sociedades Civil incumbir-se desta tarefa de servirem como intermediário entre Governo e o Poder Tradicional, recorrendo as secções de Conversações com todas as sensibilidades etno-culturais em busca de recuperar aspectos positivos e genuínos das nossas tradições que possam enriquecer a nova Lei do País, o que não deveria ser limitado em falar só com os Régulos.

Por falar de Modernizar a lei Magna, penso que temos que ser também seletivo no bom sentido, assim retirar o nosso melhor, expressa nesta Carta Magna para todos Guineenses, que será a lei da Constituição da República da Guiné-Bissau, nunca será a Lei do Presidente de ANP e nem do Presidente da República. Insisto dizer que para este propósito, é importante todos sentirem representados em máximos consensos possíveis.


Um obrigado fraterno

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O mundo está a mudar

África não tem alternativas

O poder tem que ser realmente de consensos popular (vontade do povo)

Dirigentes do meu país e de africa em geral, tomem o exemplo do Heróico povo burkinabé como uma tendência inevitável.

Hoje a rede social, não estando controlado por partido do No poder, com crescente grau de alfabetização, e de classe Média do povo africano, tv e a mídia cada vez mais aproximam Realidades dos diferentes povos, conceitos de iberdades e Direitos humanos, democracia, cidadania, tornam-se cada vez Mais acessível a população comum.

Hoje um dia, nem precisamos de ser alfabetizados Para percer que as coisas o não estão como deviam, graças ás novas tecnologias.

O ditador, blaisse, nunca Tinha pensado que tivesse saído do poder, por culpa de digitar Umas letras no teclado de um banal mobile phone para Conseguir uma mega mobilização, como aquela que deitou abaixo O seu reinado. Fala-se de 1 milhão na rua. Com toda esta gente na Rua, não haverá força de segurança capaz de contem esta onda Dos indignados.

E nem haverá nenhuma comunidade internacional, Que possa intervir contra a vontade popular, porque esta mega Manifestação invalida qualquer que seja anterior vontade Popular expresso na urna.

Meus dirigentes, vamos pensar bem nisso e por mão no Trabalho para servir o povo que nos elegeu de propósito…

Bom fim-de-semana!


A guinendadi seja promovida sem complexos

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

OMISSÃO DAS FUNÇÕES DE ESTADO E GOVERNO

Omissão das Funções de estado e Governo é a Primordial e principal causa das instabilidades desde de Independência

Para definições das funções de Estado e Governo, deixo ao encargo de cada leitor.

Quero debruçar aqui em como Omissão ou ausência Total da autoridade do Estado e Governo, contribuiu para chegarmos a este ponto.

Essa ausência, foi evidente sobretudo após 14 de Novembro de 1980- Primeiro Golpe de Estado na República da Guiné-Bissau.

O golpe de Estado de 1980, ao invés de Reforçar/ modernizar a Autoridade que existia no tempo do Presidente Luís Cabral, e promover uma abertura política espontânea Multipartidária com consolidação dos Direitos Cívicos e a Justiça para Todos, enveredou para caminhos diferentes, que acabaram por consolidar em cíclicas e permanentes Instabilidades Político-militares que temos assistido.

Dos caminhos escolhidos, o pior de tudo, é aquela de prosseguir e instaurar as Intrigas, e ciclo de medo, culto da personalidade, como mão de ferro para o Estado controlar o poder e dominar investidas dos adversários políticos.

Os concursos Públicos, Meritocracia, aproveitamentos dos quadros técnicos como motor para modernização de Estado e Governo, passaram a ser visto como ameaças do próprio Estado.

Porque a Cúpula do estado, era dominada pelas classes Combatentes da Luta e militantes do partido no poder, que em maioria, sem formação académica, desde logo alérgico aos quadros técnicos capacitados para administração do país.

Por conseguintes as Intrigas, formação de Grupinhos com bases em algumas fictícias afinidades (Local, étnicas, familiares e de conveniências), despoletou afundamento do conceito do Estado, com inversão dos valores nele assente, e daí a sua gradual decadência até hoje.

Um País sem Estado, mas cujos dirigentes usam a “Máscara do Estado” para manter-se a frente do Poder (Características comum a todos Países que conquistaram independência pela via Armada), só pode ter o fim que o nosso país tem hoje.

Sem o Estado, não há autoridade, mas há amiguismo, nepotismo, ditadura, e Corrupção.

Sem a autoridade, não há a Justiça, mas haverá impunidades, ajuste de contas entre poderes, haverá leis dos mais fortes, abuso do poder, condições propícias para Golpes de Estado e insubordinação pelos Militares.

Quando chegamos a este ponto, não podemos pensar que venha alguém com vara mágica...

Só há uma solução Interna para resolução dos Problemas Crónicas deste tipo (de Injustiças, impunidades, corrupção, amiguismo e nepotismo). As eleições por mais justas e livres que sejam, por si só nunca vão resolver estes problemas.

Promoção, e Produção dos CONSENSOS SÉRIOS, através da recuperação dos valores em que o Estado era assente, e na base da Justiça, Transparência da gestão dos bens públicos, separação do bem comum do estado de um lado e interesses de Grupinhos (partidários, étnicos religiosos) doutro lado, e a promoção do dialogo com vista a reconciliação Nacional, que só será possível, com a presença da figura do Culpado- arrependido e as vitimas doutra parte, são vias viáveis para obter sucesso.

Dito isso, queria então chamar atenção sobre Reformas.

Qualquer que seja reforma empreendida num estado falhado ou ausente, nunca será para o benefício do Povo comum, e assim sendo, ao invés de contribuir para modernizar o próprio Estado, será de certeza o factor de enfraquecimento do estado.

Esta realidade desenha o ciclo vicioso que o nosso País se encontra hoje, ou seja nenhuma reforma vai ter efeito duradoura, num Estado ausente.

Para romper o tal ciclo vicioso, temos que Reformular/reforçar/reformar ou modernizar o Estado e seus agentes.

Como se vai fazer?

Com humildade de assumir que falhamos, e nós todos sem desconfianças, ter uma grande vontade política, cívica e com patriotismo baseado na cidadania, para Modernizar o Estado em rigor da nossa própria identidade, aceitando as sugestões exterior, mas nunca ceder ás chantagens.

Estou em crer afirmar que a Juventude e a Sociedade Civil, podiam ter um papel Primordial (START) nesta iniciativa, de modo levar aos políticos sentir-se envolvidos no projeto, fazendo-os esquecer as cores Partidárias.

Bloguistas, Rádios online, Associações de filhos da Guiné seja qual for e onde estiver, vamos todos Juntos, ultrapassar as nossas diferenças (as nossas riquezas) olhar para prespectivas de uma Guiné-Bissau Positiva em prol da GUINENDADI, caminharmos juntos para uma conferencia Nacional da reconciliação.

Desde modo mesmo de longe contribuir para Reerguer os Sonhos de Amílcar Cabral, edificar uma Guiné-Bissau onde todos Homens e Mulheres possam viver tolerantes e em paz nas nossas virtuais diferenças.

Bem-haja