A propósito do
pedido feito por uma comissão liderada pelo primeiro-ministro Domingos Simões
Pereira para uma força de estabilização estacionária no país aquando da reunião
com representante da ONU em Nova Iorque (citando Aly Silva, 22/11/2014)
A ser verdade, nós
Guineenses Republicanos, entendemos que a GB é um Pais independente após 11
anos de luta armada heroica, que ceifou as vidas de muitos Guineenses.
A propósito, ainda
há feridas abertas por causa desta Injusta luta contra o regime imperialista
português. Nós sendo uma República, temos naturalmente as nossas Força a Armada
– FARP – que tem que ser achada e respeitada como a instituição de Estado,
qualquer opinião, de qualquer Político sobre vinda de Tropas estrangeiras, tem
que ter em conta a FARP por questão de respeito interinstitucional. O objectivo
primordial das FARP é de garantir a integridade territorial do Pais e lutar
contra qualquer tipo de invasão por forças estrangeiras.
Dito isso, o Pais
neste momento não está em Guerra; pelo contrário, saiu de umas eleições reconhecidas
pela dita CI (CPLP, EU,UA, etc..), com um governo, um PR, um parlamento em
funcionamento sem ameaça de Conflito Armado. E mais, existe ainda uma Forca de
Estabilização da CEDAO, um representante Especial da ONU que acabou de
confirmar na ONU que o País está estável. Como Republicamos perguntamos:
1. Senhor Primeiro Ministro, precisa de
explicar aos guineenses qual é o objectivo principal (n.1) desta presumível ou
eventual envio desta forca de estabilização no país?
2. Não estando o
País em situação da Guerra, entendemos que uma força estrangeira num Pais sem
conflito armado representa uma ameaça e ofensa grave ao povo e à integridade
territorial, pondo em causa as responsabilidades das FARP para com o País. Como
explica isso? Não acha que esta situação constituirá uma nova fonte
instabilidade político-militar a semelha do que aconteceu no dia 12/04/2012?
Sr. PM, deixa-nos
só relembrar-lhe em breve para situar a sua posição: o Sr., aquando do golpe de
2012, estava do outro lado da barricada como Secretario executivo da CPLP
embora cidadão guineense. O Sr. apoiou inequivocamente, nessa altura a possível
invasão do Pais pelas tropas Estrangeiras, que felizmente não aconteceu e mais,
declarou juntamente com Portugal e Angola a tal badalada “Tolerância Zero”
imposta ao País pelo Paulo Portas que chegou ao ponto de invadir com a Frota
portuguesa as Águas Territoriais da GB. País onde o Sr. é hoje o PM.
Se o Sr. tivesse
realmente um alto sentido de responsabilidade moral e politico-ideológico dessa
sua posição, não teria nem candidatado a nenhum cargo publico, muito menos ao
cargo que exerce hoje. Não acha o Sr. PM?
Se o País tivesse
uma Oposição Democrática construtiva ao serviço do povo, talvez o seu governo
não teria pés para andar mesmo depois dessa “Coligação” com o segundo partido
mais votado nas últimas eleições.
O Sr. já se
perguntou como foi possível um Partido com maioria absoluta para governar,
fosse precisar do segundo Partido mais voltado para formar Governo, quando este
último deveria fazer uma Oposição Democrática?
Sr. PM, isto só
acontece com o Líder que tem medo da Oposição, fica a saber que esta situação
tem um nome: O medo da oposição é matar a Democracia e promover o conformismo;
deixar tudo na mesma.
O Sr. tem um
imperioso dever de falar sempre com o Povo, sobre as suas decisões de
Governação, é um insulto comunicar com o Povo de fora para dentro, como foi o
caso, enviando recado a partir de Nova Iorque. Se o Sr. não explicar
explicitamente a sua intensão ao Povo, então o Povo vir-se-á forçado a exigir o
direito a resposta.
Nós como
Republicanos entendemos, relativamente a esta matéria sobre uma força de
Estabilização, é totalmente incoerente e inconsequente de acordo a situação
actual dos pais. Se não vejamos:
União Europeia é
uma Organização não militarizada e pertence a uma região geopoliticamente fora
do contexto africano; então não tem sentido estarmos a falar disso.
CPLP é uma
comunidade dos Países de língua Portuguesa, também não é militarizada e
portanto não conta com envio de tropas;
UA essa sim, mas em
caso de um conflito armado (não atuou em Moçambique não se sabe porque, GB não
seria um caso a parte), não teria argumentos para o envio de um contingente
militara para GB
CEDAO, essa sim
tem o dever de ajudar um país da mesma Organização em caso de conflito armado
(o que não se justifica neste momento); visto bem as coisas, esta também já
deveria estar a fazer as malas para deixar o país.
Como vê Sr. PM, os
Guineenses estão conscientes do que é preciso neste momento, não há
praticamente motivos para invocar a vinda de uma força de estabilização.
O Sr. de certeza
deve ter os seus motivos… mas para isso é preciso ser direto e aberto para com
o Povo. Nós sabemos que anda por aí uma Campanha de preparação do regresso
forçado dos antigos Governantes do seu partido exilado em Portugal que por
acaso sempre lutaram e defenderam esta sua ideia de uma força de estabilização
que incluísse CPLP, UE, UA reforçando o contingente da CEDAO já existente.
Fique sabendo que
nós quando votamos, votamos para uma GB livre. Por isso nunca aceitaremos
invasão, porque da invasão por Parte dos Portugueses é que erguemos este País,
sabemos os custos disso após 11 anos de Gerra, derramando sangue dos nossos
melhores filhos para a independência total do território da GB.
O Se Sr. aceitar
embarcar nessa Aventura sozinho, também conscientemente terá que arcar com
todas as responsabilidades que possam advir dessa sua decisão.
Os Republicanos
segue …