quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Falta-nos juízo

Aos que dançam com a prisão provisória de Sócrates lembro que a alegria popular seria a mesma fosse qual fosse o político preso, desde que estivesse mais rico do que quando "entrou para a política". Seriam, a bem ver, quase todos.

OPINIÃO de MIGUEL ESTEVES CARDOSO
No Publico

A prisão de José Sócrates não é uma condenação ou uma sentença: é uma maneira de apurar responsabilidades criminosas que podem trazer informações importantes que, ao mesmo tempo, provam que ele próprio, José Sócrates, não lucrou com elas. Ainda não sabemos. Só saberemos (talvez) quando (e se) for julgado.

Como um cidadão que já foi várias vezes condenado (e outras tantas ilibado) pelos juízes verdadeiramente incorrompíveis de Portugal, sei que a inocência e a culpa são relativas.

Dizem que as intenções não interessam mas, para os juízes (e para o benéfico Ministério Público), a inocência nas intenções, por muito graves que tenham sido as consequências, é tratada como uma atenuante que pesa.
Nunca fui preso, apesar de alguns disparates e de uma única patifaria. Acho que a minha liberdade se deve à minha falta de riqueza. Nunca ganhei mais do que juízo — e mesmo assim em pequena quantidade.

Aos que dançam com a prisão provisória de Sócrates lembro que a alegria popular seria a mesma fosse qual fosse o político preso, desde que estivesse mais rico do que quando "entrou para a política". Seriam, a bem ver, quase todos.
É um facto que Portugal, por muito defeituoso que seja, tem um método judicial que, não obstante os atrasos e as manigâncias, obtém resultados, graças à excelente qualidade da nossa magistratura, que tende a ser inteligente, empática e justa.

A nossa tragédia é não sabermos — e não queremos — esperar por ela.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ONU: Domingos Simões Pereira, deseja que Guiné-Bissau continue na agenda das Nações Unidas com um acompanhamento contínuo.


A propósito do pedido feito por uma comissão liderada pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira para uma força de estabilização estacionária no país aquando da reunião com representante da ONU em Nova Iorque (citando Aly Silva, 22/11/2014)

A ser verdade, nós Guineenses Republicanos, entendemos que a GB é um Pais independente após 11 anos de luta armada heroica, que ceifou as vidas de muitos Guineenses.

A propósito, ainda há feridas abertas por causa desta Injusta luta contra o regime imperialista português. Nós sendo uma República, temos naturalmente as nossas Força a Armada – FARP – que tem que ser achada e respeitada como a instituição de Estado, qualquer opinião, de qualquer Político sobre vinda de Tropas estrangeiras, tem que ter em conta a FARP por questão de respeito interinstitucional. O objectivo primordial das FARP é de garantir a integridade territorial do Pais e lutar contra qualquer tipo de invasão por forças estrangeiras.

Dito isso, o Pais neste momento não está em Guerra; pelo contrário, saiu de umas eleições reconhecidas pela dita CI (CPLP, EU,UA, etc..), com um governo, um PR, um parlamento em funcionamento sem ameaça de Conflito Armado. E mais, existe ainda uma Forca de Estabilização da CEDAO, um representante Especial da ONU que acabou de confirmar na ONU que o País está estável. Como Republicamos perguntamos:

1.    Senhor Primeiro Ministro, precisa de explicar aos guineenses qual é o objectivo principal (n.1) desta presumível ou eventual envio desta forca de estabilização no país?

2. Não estando o País em situação da Guerra, entendemos que uma força estrangeira num Pais sem conflito armado representa uma ameaça e ofensa grave ao povo e à integridade territorial, pondo em causa as responsabilidades das FARP para com o País. Como explica isso? Não acha que esta situação constituirá uma nova fonte instabilidade político-militar a semelha do que aconteceu no dia 12/04/2012?

Sr. PM, deixa-nos só relembrar-lhe em breve para situar a sua posição: o Sr., aquando do golpe de 2012, estava do outro lado da barricada como Secretario executivo da CPLP embora cidadão guineense. O Sr. apoiou inequivocamente, nessa altura a possível invasão do Pais pelas tropas Estrangeiras, que felizmente não aconteceu e mais, declarou juntamente com Portugal e Angola a tal badalada “Tolerância Zero” imposta ao País pelo Paulo Portas que chegou ao ponto de invadir com a Frota portuguesa as Águas Territoriais da GB. País onde o Sr. é hoje o PM.

Se o Sr. tivesse realmente um alto sentido de responsabilidade moral e politico-ideológico dessa sua posição, não teria nem candidatado a nenhum cargo publico, muito menos ao cargo que exerce hoje. Não acha o Sr. PM?

Se o País tivesse uma Oposição Democrática construtiva ao serviço do povo, talvez o seu governo não teria pés para andar mesmo depois dessa “Coligação” com o segundo partido mais votado nas últimas eleições.

O Sr. já se perguntou como foi possível um Partido com maioria absoluta para governar, fosse precisar do segundo Partido mais voltado para formar Governo, quando este último deveria fazer uma Oposição Democrática?

Sr. PM, isto só acontece com o Líder que tem medo da Oposição, fica a saber que esta situação tem um nome: O medo da oposição é matar a Democracia e promover o conformismo; deixar tudo na mesma.

O Sr. tem um imperioso dever de falar sempre com o Povo, sobre as suas decisões de Governação, é um insulto comunicar com o Povo de fora para dentro, como foi o caso, enviando recado a partir de Nova Iorque. Se o Sr. não explicar explicitamente a sua intensão ao Povo, então o Povo vir-se-á forçado a exigir o direito a resposta.

Nós como Republicanos entendemos, relativamente a esta matéria sobre uma força de Estabilização, é totalmente incoerente e inconsequente de acordo a situação actual dos pais. Se não vejamos:

União Europeia é uma Organização não militarizada e pertence a uma região geopoliticamente fora do contexto africano; então não tem sentido estarmos a falar disso.

CPLP é uma comunidade dos Países de língua Portuguesa, também não é militarizada e portanto não conta com envio de tropas;

UA essa sim, mas em caso de um conflito armado (não atuou em Moçambique não se sabe porque, GB não seria um caso a parte), não teria argumentos para o envio de um contingente militara para GB

CEDAO, essa sim tem o dever de ajudar um país da mesma Organização em caso de conflito armado (o que não se justifica neste momento); visto bem as coisas, esta também já deveria estar a fazer as malas para deixar o país.

Como vê Sr. PM, os Guineenses estão conscientes do que é preciso neste momento, não há praticamente motivos para invocar a vinda de uma força de estabilização.

O Sr. de certeza deve ter os seus motivos… mas para isso é preciso ser direto e aberto para com o Povo. Nós sabemos que anda por aí uma Campanha de preparação do regresso forçado dos antigos Governantes do seu partido exilado em Portugal que por acaso sempre lutaram e defenderam esta sua ideia de uma força de estabilização que incluísse CPLP, UE, UA reforçando o contingente da CEDAO já existente.

Fique sabendo que nós quando votamos, votamos para uma GB livre. Por isso nunca aceitaremos invasão, porque da invasão por Parte dos Portugueses é que erguemos este País, sabemos os custos disso após 11 anos de Gerra, derramando sangue dos nossos melhores filhos para a independência total do território da GB.

O Se Sr. aceitar embarcar nessa Aventura sozinho, também conscientemente terá que arcar com todas as responsabilidades que possam advir dessa sua decisão.

Os Republicanos

segue …

Ministro guineense da Administração Interna, Botché Candé, foi expulso de Farim pelo Movimento da Frente Democrática de Casamance (MFDC) que opera naquela zona

Com este incidente, que ilustrou claramente que o governo de Domingos Simões Pereira, não tem plano no âmbito de defesa nacional. Visto que o mesmo se deslocou a pouco dias a ONU para solicitar forças estrangeiras para o país…

Uma comitiva governamental liderada pelo ministro guineense da Administração Interna, Botché Candé, de visita à zona norte do país durante este fim-de semana, 22 e 23 de Novembro, concretamente nas imediações de Farim, foi embocada e interceptada por um dos grupos rebeldes de uma das facções do MFDC, que opera naquela zona.

O incidente confirma relatos de há muitos anos, em como o território da Guiné-Bissau, pela sua fragilidade em termos de segurança, tem sido usado pelas diferentes facções do Movimento da Frente Democrática de Casamance (MFDC) como base das suas operações militares contra a República do Senegal.

O grupo armado opera dentro do território da Guiné-Bissau, justamente na secção de Djumbébe, entre as tabancas de Sintchã Aladje e Sintchã Béle, duas povoações próximas da fronteira norte com a vizinha República do Senegal, mas situadas dentro do espaço territorial guineense.

A comitiva do ministro da Administração Interna, composta por oficiais paramilitares e da Guarda Nacional, seu corpo de segurança, foi surpreendida por homens armados que se identificaram como rebeldes de Casamance, mas com base em operações na Guiné-Bissau, enquanto o governante visitava a zona.

O local é considerado de difícil acesso e com patrulhamento por parte das tropas guineenses, considerando a sua complexa localização geográfica.

Dominada por comércio inter-fronteiriço, Farim, que actualmente detêm uma mina de fosfato em fase adiantada de exploração, tem constituído ao longo de várias décadas baluarte das forças do MFDC, tanto que em 2002 a área tinha sido alvo de muitas investidas militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau contra tais bases rebeldes.

Sabe-se que, recentemente, depois de informações da inteligência guineense em como a zona estava a ser ocupada pelos rebeldes, uma equipa do PAIGC disfarçada da contrainteligência militar, E agora, com estes novos dados registados logo após esta missão do PAIGC, resta esperar pelos novos desenvolvimentos.

Contudo, últimas informações indicam que o Chefe rebelde que opera a partir de Farim, cujas forças emboscaram este Domingo a comitiva governamental guineense, avistou-se esta manhã com o ministro da Administração Interna, na cidade de Farim, a quem apresentou desculpas pelo incidente. E a resposta de Botche Candé é para que abandonem a área imediatamente.


Uma imposição política, segundo fontes governamentais, poderá não acontecer tão rápido, já que irá implicar desdobramentos operacionais perigosos por parte das forças rebeldes de Casamance.

sábado, 22 de novembro de 2014

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU, PEDE MERCENÁRIOS NA ONU

Se alguém tinha dúvidas de que Domingos Simões Pereira era o “presente envenenado” do bando que, a todo custo, pretende apoderar-se dos nossos recursos, essa dúvida dissipou-se com o pedido que apresentou nas Nações Unidas sobre a integração de mercenários para proteger as instituições ou figuras públicas no nosso país.

E podemos afirmar que acaba, assim, de ser dado “tiro de partida” para a Parte II da colonização da nossa terra. Ficou mais uma vez comprovado que ele (Domingos S. Pereira) não passa de um lacaio ao serviço do bando internacional disfarçado de amigos da Guiné-Bissau! Se o atual chefe do executivo guineense assumisse publicamente, em campanha eleitoral passada, que iria recrutar mercenários para proteger membros do Governo em detrimento das forças nacionais, de certeza, não ganharia com maioria na Assembleia Nacional Popular. Sendo um povo soberano, todos sabemos que matérias com esta envergadura se debatem, antes de mais, em fóruns nacionais, de preferência, com os deputados eleitos. Ora, como é que se deslocam o Primeiro-ministro e o Presidente da Assembleia Nacional Popular para Nova Iorque, na ONU, nas costas do povo, no dia 21 de Novembro, com um pedido desses às Nações Unidas e aos “parceiros internacionais” do Governo, defendendo a manutenção da força de estabilização da ECOMIB e a “integração de outras como as da CPLP, UA e EU”?  Não é por acaso que a Ministra das Forças Armadas, Cadi Seidi vangloriava dizendo "Tenho fé que as Forças Armadas da Guiné-Bissau, daqui para frente, não se deixarão envolver por políticos para trair o juramento que fizeram em servir a Pátria com a própria vida se for necessário. Nunca mais serão envolvidos na instabilidade". A conclusão que se tira, hoje, é de que o significado do termo “reforma” pressupõe o “desmantelamento” das nossas forças armadas.

Este espetáculo já havia sido ensaiado, em Maio, em Malabo, na cara impávida e serena do Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, Luís Campos Ferreira, sem que nada acontecesse ao diplomata estrangeiro. O mesmo cenário volta repetir-se pela boca de um “mal-tomado” guineense. O que os tugas não conseguiram alcançar no terreno durante longos anos da guerra colonial agora julgam ter chegado o momento para atingir os seus intentos na secretaria de Ban Ki-moon.

Todos sabemos as consequências da “má governação” em África e no nosso país. A história política recente na Guiné-Bissau descreve essa situação. Portanto, um dos objetivos desse bando visa inverter o sentido dessa mesma história para, efetivamente, se poder implementar a tão almejada “má governação”. E, para eles, para que o plano se concretize, não basta a força da ECOMIB, mas sim a inclusão das forças de todo o mundo. Daí a afirmação de que os apoios dos parceiros internacionais do Governo guineense não é direcionado às forças armadas do país, que no fundo deverão ser até acantonados ou transformados em milícias campesinas. 

A Guiné-Bissau não é um país instável! Mas, a estratégia do banco com Domingos Simões Pereira à cabeça pretende transformá-la numa Somália na costa ocidental de África. A conta disso, são forjados inúmeros argumentos tais como as que foram apresentados pelo Representante do Secretário-geral da ONU em Bissau, Miguel Trovoada, numa reunião do Conselho de Segurança, onde defendia que o nosso país estaria "numa fase crítica, em que não se pode conformar com o "status quo", sob pena de perder todos os ganhos conquistados para a democracia." E que "O clima de desconfiança entre civis e militares persiste", o que implica a necessidade absoluta da “reforma no sector da defesa e da segurança”.


O mundo precisa de saber da boca deste quadrilha liderada pelo chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, Presidente da ANP, Cipriano Cassamá e do Representante do Secretário-geral da ONU, Miguel Trovoada, se a Guiné-Bissau já sofre de ameaça dos Jiadistas do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad? Existe luta de fações na nossa terra como acontece entre os Seleka e anti-Balaka da República Centro-Africana? Na nossa terra temos rebeldes de Casamansa, de Uganda e de Ruanda que atacam na República Democrática do Congo? Há Renamo na Guiné-Bissau? Ou será que o pedido da “força mercenária de estabilização” dirigido ao Conselho de Segurança é fundamentado pela presença, no nosso território, de bandos pertencentes a Boko Haram da Nigéria que atacam nos países vizinhos, raptando crianças e estrangeiros? Meus senhores, qual é a vossa noção de paz e de estabilidade, na Guiné-Bissau?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Guiné-Bissau, a propósito dos vencimentos exuberante na ANP Guiné-Bissau

Por, JAME WILBONH FLORA

Agora toda gente quer reformar Força de Segurança ou seja os Militares, dizem que é um mal que vem de trás, embora o Partido actual no poder seja o que mais tempo esteve nos Governos anteriores, e nunca quis mudar uma palha, por conveniência entre Militares e PAIGC na fabricação do resultados eleitorais. Quando o PRS começou a disturbar esta simbiose entre PAIGC E MILITARES (que no fundo são a mesma coisa), também querendo usar a mesma estratégia, aí sim toda gente lembrou-se das Reformas Militar, do Tribalismo, da maioria étnica por aí, fora.

Dizer ao PAIGC do Dr DSP, se vier de facto para desmarcar desta estratégia que sempre prejudicou o Povo em benefício dos Poucos, terá um todo nosso apoio, porque ninguém está aqui disponível alimentar as instabilidades de que natureza seja. Queremos é a Justiça, transparências a luz no fundo do túnel na gestão dos assuntos Públicos, pois por isso vocês comprometeram nas eleições. Nós só estamos aqui para lembrar-vos, compromissos assumidos com o Povo, não faltam motivos para o fazer.

Dito isso ao Primeiro-ministro DSP a Sua Excelência Sr. Presidente da Republica todos do PAIGC, pedir o favor, de perentoriamente solicitar a quem do direito, para rever este Escândalo dos Vencimentos de Deputados, Ministros e Diretores Gerais, de modo a tornar-lhes dignos, consensuais, proporcionais ao trabalho e as Hierarquias respectivas dos órgãos do Estado.

Um ANP como o nosso, a funcionar há meia dúzia de anos, com mais de 20% de Analfabetos (incapazes de produzir leis) dentro de Parlamento, num País que vive de Esmola da CI, não se pode permitir que o Presidente de ANP aufere 10.000 Euros mensais, o que nem o Presidente de Parlamento Britânico aufere. Isto é Simplesmente um escândalo, ainda bem que veio para fora. Assim sendo, não temos moral nenhum em continuar pedir ajudas Externas. Claro que isso não é, a política para o Povo, isto tem um nome meus amigos, isso chama-se uma "ROBALHEIRA" ao estilo do Paulo Bento.

Nós nunca vamos conformar com esta situação, ate que alguém do direito ponha mão na massa. Temos que exigir também a instituição de pagamento dos Impostos da Reconstrução Nacional desde aldeias Remotas ate ao Presidente da Republica. Porque se fosse assim nós já estávamos na rua neste momento a Pedir a vossa demissão. Como o Povo ressente que não contribui, então fica legalmente e moralmente amputado na acção. Entregando a faca e queijo está entregue aos dirigentes, aproveitando assim das infraestruturas do Estado em nome de Povo, para Vender e saquear o País e seus Recursos em troca de ajudas Externas, acabando por beneficiar só um Grupinhos nos aparelhos partidários no Poder. Este ciclo vicioso tem que acabar, ACORDEM, O MONSTRO POVO HERÓICO DE TERRA DE CABRAL:ACORDEM! É um "embrolho", dizem que não tem estruturas para cobrança dos impostos a população, não é verdade, que o criem claro, é por isso que são eleitos. Mas para cobrar os roubos de Gados/vacas na fundos das aldeias já há estruturas....!

Portanto meus caros dirigentes, não vale a pena falar de Reformas, se não Começar Reformar estes Vencimentos, Organizar o Povo e Militares para suas tarefas na Reconstrução do País, erguendo-se primeiro com as nossas mãos trabalhando duro, para depois ser ajudada numa posição condigna. O Nosso País neste momento é um "Copy/Paste sem rumo", isso não dignifica ninguém. Passamos a ter uma extensão do Nosso Parlamento (ANP), na ONU (NY), CPLP, CEDEAO, e no Grupo de Contacto? Uma autêntica internacionalização de pedido de ESMOLA: Porque em cada mês os nossos Representantes estão lá, nas Conferencias com o Pretexto de angariar fundos para Reformas Militares. Enquanto todos sabemos que a Primeira reforma a fazer é Reforma do Estado, Função Publica, agora esta de Vencimentos Escandalosamente astronómicas.

Meus Conterrâneos do Facebook e Povo em geral, vamos lutar, sem armas, contra estes vencimentos, Porquê? Desde logo sabendo que o este elevados vencimentos, constituem motivos de Guerras intestinais intrapartidária para ocupação dos cargos, situação aliciente que alimenta silenciosamente uma data de interesses, e intrigas que nunca irão a favor do Povo que merece ser bem Governado.

Um bem-haja!

VAMOS CONTINUA A LUTAR (Didinho)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Guiné-Bissau, “Enfiar a carapuça?”

Ninguém me encomendou o sermão, mas não resisto de dar a minha opinião a propósito do quinquagéssimo aniversário das nossas gloriosas forças armadas, fundadas a 16 de Novembro de 1964 em Cassacá. Reti uma anotação no discurso do General Biague Nan Tan que diz: "Somos uma instituição heroica do passado glorioso, mas hoje transformámo-nos nuns inúteis ao ponto de a população fugir de nós. Temos que acabar com essa situação".

Para mim, as nossas forças armadas continuam a ser uma instituição heroica com o passado glorioso. De fato, o que não se pode tolerar é ter um passado glorioso e não ser capaz de erguer um único“castelo”na paz alcançada. Ganhar a guerra e não ganhar o desenvolvimento é sinónimo de derrota! Isso sim, não podemos aceitar! As nossas gloriosas forças armadas não podem aceitar o “barrete” da expiação da culpa ou do pecado perante o “Santo Ofício”. Porque, de um modo geral, nenhum governo (ou político), desde a independência, geriu o país com elevação necessária. Do consulado de Luís Cabral ao de Carlos Gomes Júnior, passando pelos longos anos do despotismo ninista, quem governou melhor? Ninguém! Era tudo “all the same thing”, ou seja, “gira o disco e toca o mesmo”.


Agora a campanha de diabolização das nossas forças armadas para além de visar o seu desmantelamento, tem sido fomentada por políticos trapaceiros e corruptos da nossa praça. Ainda me recordo que - com o advento do multipartidarismo - tornou-se mais nítido o fato das forças armadas não passasse de “ovelha ronhosa “do sistema político de então. A prioridade dos agentes políticos era orientada, exclusivamente, para o enriquecimento pessoal, fácil e rápido. 

Quem se esqueceu do célebre caso 17 de Outubro e outras atrocidades do regime político da época? 

Entretanto, até ao assassinato de Nino Vieira e Tagme Na Waie, a hostilização das forças armadas nao tinha ainda atingido o seu auge. Assim no ponto que o General Nam Tan, referia. As nossas gloriosas forças armadas viraram bode expiatório de políticos trapaceiros e falhados - e alvo de ataques hostis vindo de país, inclusive, ditos amigo - a partir do levantamento de 1 de Abril de 2011, que destituiu Zamora Induta, capanga de Carlos Gomes Júnior. Portanto, são deveras conhecidas as franjas da sociedade interessadas no seu “desmantelamento”adornado com a designação satírica de “reforma” das forças da defesa e segurança. São os de sempre, os tugas e os seus lacaios que chamavam a nossa guerrilha de “terrorristas”.

A SITUAÇÃO DOS GUINEENSES EM ANGOLA É REPUDIANTE!

Por, Umaro Djau

Hoje, não vou falar dos guineenses que já perderam a vida em Angola (imigrantes comuns), e outros desaparecidos (entre eles jornalistas), mas concentrar-me-ei no presente e no futuro. Quanto ao futuro, até poderia ser diferente, mas, o presente é deveras preocupante.

E falando do presente, hoje recebi esta mensagem triste de um concidadão residente em Luanda (Angola) e não podia deixar de partilhar convosco, cito: “…há muitos cidadãos guineenses (em Angola) que estão presos, estes não são libertados e nem repatriados, até parece que não há nenhum representante diplomático que pode resolver esta situação…”.

Na minha opinião, as autoridades da Guiné-Bissau devem proceder de imediato para ajudar a colmatar a precariedade, os abusos, as torturas, as prisões, os roubos e todas outras formas de violações dos direitos dos nossos concidadãos em Angola.

Reconheço o facto de muitos deles estarem a viver numa situação de ilegalidade, mas ser ilegal em termos de imigração não justifica as mortes, as prisões, as pilhagens e tantos outros relatos que diariamente nos chegam de Luanda.

Perante à ineficiência da nossa representação diplomática naquele país lusófono, desafio o Secretário de Estado das Comunidades, Idelfrides Gomes Fernandes, para se deslocar à Luanda (como fez recentemente a Portugal) para se inteirar da situação da nossa representação diplomática, tal como da situação dos nossos imigrantes.

Ao fazê-lo, estaria o Sr. Secretário de Estado a prestar um nobre serviço público e humanitário não só em prol das nossas comunidades na diáspora, mas, também, em benefício da Nação guineense e em defesa dos nossos superiores interesses.

Chegou a hora de partilharmos a dor e o sofrimento deles, mas, também, ajudar-lhes sobretudo a encontrar melhores soluções para as suas situações que, directa ou indirectamente, não são alheias à Guiné-Bissau.

Para as autoridades da Guiné-Bissau diria o seguinte: A LIDERANÇA, UMA BOA LIDERANÇA, É SABER TOMAR MEDIDAS IMPORTANTES E DECISIVAS EM MOMENTOS DIFÍCEIS. E assim exige a situação dos nossos imigrantes em Angola.

E para as autoridades de Angola diria o seguinte: se a lusofonia e os laços históricos e de irmandade não bastassem, peço então que cumprem com as suas obrigações, tratando como seres humanos os imigrantes que se encontrem em Angola como gostaria que os seus filhos fossem tratados noutros países, tendo em conta as relações políticas, económicas e comerciais entre os dois países.


Bem hajam,