quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Guiné-Bissau, Para o seu conhecimento, sua Excelência Tomas Barbosa

Por, Emílio Tavares Lima

Sua Excelência Senhor Secretário de Estado da Juventude Cultura e Desporto, Tomas Barbosa de uma forma ordeira convido-lhe a ler este "post" e todos os comentários (aqui»»).

Digne-se a fazer isso. E ficar-lhe-á eternamente grato que nos tornasse público os critérios utilizados para escolha dos homenageados! Preciso dessas respostas senhor Secretário porque represento um movimento literário que hoje aglutina mais de 40 jovens Guineenses espalhados pelo mundo "Djorson Nobu"!

 Preciso compreender a falta de dualidade de critério entre músicos e escritores?

Mais que tudo isso, sua Excelência Tomas Barbosa, como é que me explica a inesplicável escolha da Associação de Guineenses Escritores "AGE" e deixar de fora Associação de Escritores Guineenses "AEGUI" - explico - lhe senhor Secretário, a AEGUI, congrega nomes sonantes da literatura guineense como: Abdulai Sila (presidente), Toni Tcheka (Vice-Presidente), Odete Semedo, Huco Monteiro, Angelo Regala, Atchutchi, Waldir Araújo, Emílio Tavares Lima, Saliatu Sali Costa, Nelson Medina, Francisco Conduto de Pina, Edson Incopté...só para citar alguns. Poucos guineenses sabem tudo isso!

 Por último, sua Excelência, sabe-me dizer quantos livros a Edições Corubal apresentou este ano em Bissau e em Portugal?

 Quero com tudo isso dizer-lhe que há sim muita gente a trabalhar na continuidade da construção e projecção da nossa identidade literária e sócio-cultural para o mundo!

 Precisam ser respeitados.


É penoso dar um tiro ao pé logo no primeiro passo, sob pena de não ir longe."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

República da Guiné-Bissau, Não comece nada e não haverá nada

Por, Augusto Da Sila

Vim como um cidadão atento sem qualquer cunho político-partidário, aliás evito de tendências para melhor poder sempre posicionar corretamente para com o meu querido pais.

Esta Guine, Esta Guine outra vez a caminho de BARBARIDADE.

A grande expectativa deste povo ou seja a Dita Dupla Imbatível evocada pelo então candidato a presidência da Republica, afinal era uma forma de usar a outra influência para atingir o poder como atingiu. As palavras eram dos lábios para fora mas dentro do coração do que se nota, este homem guarda grandes rancores e quem sabe vingança.

Porque não deixar o Primeiro-ministro a vontade e usar as prorrogativas que as Leis e a Constituição o conferem simplesmente. Todos os cidadãos atentos aliam na praça pública hoje em dia não se fala de outra coisa senão a forma acrobática que o Presidente e os seus cúmplices desenham a todo o custo de destituir o Governo começando pelas raízes. Já se passaram muitas cenas entre o Governo e a Presidência mas aquela que mais se deu nas vistas foi a da demissão do Ministro da Administração Interna.

Para este caso não se nota nada senão as atitudes de arrogância e falta de transparência do próprio Presidente da Republica tornando-se ainda assim, mais radial a sua posição.

Porque senão vejamos o que se passa:
Segundo um conselheiro do próprio Presidente o motivo de perseguir o ministro demitido foi a forma indireta de atingir o Primeiro-Ministro e mais este prossegue que o Ministro Demitido antes da sua deslocação foi do conhecimento do Presidente da Republica e que faz-se juntar a delegação alguns agentes da sua confiança. Durante todo o percurso do Ministro Demitido na linha fronteira, este seguiu pura e simplesmente as orientações do Presidente e que o mantinha informado minuto a minuto as ocorrências do que se passava e agindo de acordo com a orientação do Presidente da Republica, o contrário do que vem veiculado depois pelos órgãos da comunicação social. Outro motivo era a falta de transparência do Presidente da república que numa das reuniões de Chefes de Estado no qual tranquilizou a sub-região sobre a situação da fronteira, negando a existência de Rebeldes no nosso território Nacional e que por sua vez foi dado alguma soma de dinheiro e que como Empresário sabe bem guardar dinheiro, guardou-o sem falar a ninguém e depois veio a descoberta destes no nosso território nacional. Pondo isto, qual seria a sua posição perante os restantes presidentes participantes nesta reunião neste caso.

Continuando a citar as palavras deste seu conselheiro próximo, este lamentou profundamente a posição do Presidente de ser o M.A.I. o visado pois este para alem de ser um homem batalhador, honesto e digno das suas funções o próprio P.R. o deve muito o seu esforço e dedicação na campanha razão pela qual não o devia ter pago desta moeda. Por outro lado fala-se que o próprio P.R. envia emissários a casa do ministro demitido com intenção de falarem com este, mas ninguém ate agora sabe da posição deste, mantendo-se num silêncio absoluto. Mas segundo este conselheiro do P.R. os emissários são enviados com a intenção de convence-lo de o aproximar afastando-o do P.M. porque o presidente segundo ele tem dito que já tem Presidente da Assembleia nas mãos garantindo-lhe todo o apoio caso venha a derrubar o governo, continuando este conselheiro, falou também da preparação para afastar o Ministro da Economia e Finanças por este não pertencer ao PAIGC e que este dificultara o sustento do partido, também existência de alguns conselheiros só para instigar e planear vinganças ao P.M. por este não lhes convidar no governo ora formado e que o Presidente da Republica argumenta sempre com um tom de raiva dizendo I KA PUI NHA DJINTES.

Para não roubar mais tempo pois voltarei em breve com mais informações vindas mesmo perto da Presidência da Republica, mas antes faço as seguintes questões

Porque e que JOMAV tem só o núcleo dos derrotados e sedentos de vingança pertencentes a BA KEKUTO na presidência, Porque Sempre usar a palavra I KA PUI NHA DJINTES
Pergunto se estamos num regime Semipresidencialista ou Presidencialista. Digo isto porque o P.R. esta a usar um regime Presidencialista sem se dar em conta.

Para o Domingos Simão Pereira quero alertar-lhe que se prepare bem em como viver com o Partido depois de ser afastado do governo pois isto já quase e um caso consumado

Compatriotas na próxima edição que não tardara eu falarei de novos preparativos de ataque da Presidência a Prematura porque na presidência foi criado um Gabinete a trabalhar arduamente só para como interromper a boa caminhada do Governo e consequentemente derruba-lo.

Também prometo trazer-vos os nomes dos elementos que fazem parte do governo de sombra já formado a espera. Não fi-lo agora porque há la uma guerra entre eles de quem será o futuro PM. Se será o Baciro Dja ou BA-KEKUTO.

Um aviso ao Presidente da Republica que se lembre muito bem que esta terra –A GUINE-BISSAU não tolera a prepotência, arrogância  e armar-se em Todo-Poderoso a ninguém.

ABO BU KA TARDA NA PAIGC.

BU KA KUNCI PAIGC

NCUDA BU ODJA KI MACUCUS CALA E NA DJUBIU, punta bu Conselheiro Especial i na kontau ke ki RAÇA BANANA portanto

NÃO COMECE NADA E NÃO HAVERA NADA


Obrigado e ate Próxima se Deus Quiser.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Falta-nos juízo

Aos que dançam com a prisão provisória de Sócrates lembro que a alegria popular seria a mesma fosse qual fosse o político preso, desde que estivesse mais rico do que quando "entrou para a política". Seriam, a bem ver, quase todos.

OPINIÃO de MIGUEL ESTEVES CARDOSO
No Publico

A prisão de José Sócrates não é uma condenação ou uma sentença: é uma maneira de apurar responsabilidades criminosas que podem trazer informações importantes que, ao mesmo tempo, provam que ele próprio, José Sócrates, não lucrou com elas. Ainda não sabemos. Só saberemos (talvez) quando (e se) for julgado.

Como um cidadão que já foi várias vezes condenado (e outras tantas ilibado) pelos juízes verdadeiramente incorrompíveis de Portugal, sei que a inocência e a culpa são relativas.

Dizem que as intenções não interessam mas, para os juízes (e para o benéfico Ministério Público), a inocência nas intenções, por muito graves que tenham sido as consequências, é tratada como uma atenuante que pesa.
Nunca fui preso, apesar de alguns disparates e de uma única patifaria. Acho que a minha liberdade se deve à minha falta de riqueza. Nunca ganhei mais do que juízo — e mesmo assim em pequena quantidade.

Aos que dançam com a prisão provisória de Sócrates lembro que a alegria popular seria a mesma fosse qual fosse o político preso, desde que estivesse mais rico do que quando "entrou para a política". Seriam, a bem ver, quase todos.
É um facto que Portugal, por muito defeituoso que seja, tem um método judicial que, não obstante os atrasos e as manigâncias, obtém resultados, graças à excelente qualidade da nossa magistratura, que tende a ser inteligente, empática e justa.

A nossa tragédia é não sabermos — e não queremos — esperar por ela.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ONU: Domingos Simões Pereira, deseja que Guiné-Bissau continue na agenda das Nações Unidas com um acompanhamento contínuo.


A propósito do pedido feito por uma comissão liderada pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira para uma força de estabilização estacionária no país aquando da reunião com representante da ONU em Nova Iorque (citando Aly Silva, 22/11/2014)

A ser verdade, nós Guineenses Republicanos, entendemos que a GB é um Pais independente após 11 anos de luta armada heroica, que ceifou as vidas de muitos Guineenses.

A propósito, ainda há feridas abertas por causa desta Injusta luta contra o regime imperialista português. Nós sendo uma República, temos naturalmente as nossas Força a Armada – FARP – que tem que ser achada e respeitada como a instituição de Estado, qualquer opinião, de qualquer Político sobre vinda de Tropas estrangeiras, tem que ter em conta a FARP por questão de respeito interinstitucional. O objectivo primordial das FARP é de garantir a integridade territorial do Pais e lutar contra qualquer tipo de invasão por forças estrangeiras.

Dito isso, o Pais neste momento não está em Guerra; pelo contrário, saiu de umas eleições reconhecidas pela dita CI (CPLP, EU,UA, etc..), com um governo, um PR, um parlamento em funcionamento sem ameaça de Conflito Armado. E mais, existe ainda uma Forca de Estabilização da CEDAO, um representante Especial da ONU que acabou de confirmar na ONU que o País está estável. Como Republicamos perguntamos:

1.    Senhor Primeiro Ministro, precisa de explicar aos guineenses qual é o objectivo principal (n.1) desta presumível ou eventual envio desta forca de estabilização no país?

2. Não estando o País em situação da Guerra, entendemos que uma força estrangeira num Pais sem conflito armado representa uma ameaça e ofensa grave ao povo e à integridade territorial, pondo em causa as responsabilidades das FARP para com o País. Como explica isso? Não acha que esta situação constituirá uma nova fonte instabilidade político-militar a semelha do que aconteceu no dia 12/04/2012?

Sr. PM, deixa-nos só relembrar-lhe em breve para situar a sua posição: o Sr., aquando do golpe de 2012, estava do outro lado da barricada como Secretario executivo da CPLP embora cidadão guineense. O Sr. apoiou inequivocamente, nessa altura a possível invasão do Pais pelas tropas Estrangeiras, que felizmente não aconteceu e mais, declarou juntamente com Portugal e Angola a tal badalada “Tolerância Zero” imposta ao País pelo Paulo Portas que chegou ao ponto de invadir com a Frota portuguesa as Águas Territoriais da GB. País onde o Sr. é hoje o PM.

Se o Sr. tivesse realmente um alto sentido de responsabilidade moral e politico-ideológico dessa sua posição, não teria nem candidatado a nenhum cargo publico, muito menos ao cargo que exerce hoje. Não acha o Sr. PM?

Se o País tivesse uma Oposição Democrática construtiva ao serviço do povo, talvez o seu governo não teria pés para andar mesmo depois dessa “Coligação” com o segundo partido mais votado nas últimas eleições.

O Sr. já se perguntou como foi possível um Partido com maioria absoluta para governar, fosse precisar do segundo Partido mais voltado para formar Governo, quando este último deveria fazer uma Oposição Democrática?

Sr. PM, isto só acontece com o Líder que tem medo da Oposição, fica a saber que esta situação tem um nome: O medo da oposição é matar a Democracia e promover o conformismo; deixar tudo na mesma.

O Sr. tem um imperioso dever de falar sempre com o Povo, sobre as suas decisões de Governação, é um insulto comunicar com o Povo de fora para dentro, como foi o caso, enviando recado a partir de Nova Iorque. Se o Sr. não explicar explicitamente a sua intensão ao Povo, então o Povo vir-se-á forçado a exigir o direito a resposta.

Nós como Republicanos entendemos, relativamente a esta matéria sobre uma força de Estabilização, é totalmente incoerente e inconsequente de acordo a situação actual dos pais. Se não vejamos:

União Europeia é uma Organização não militarizada e pertence a uma região geopoliticamente fora do contexto africano; então não tem sentido estarmos a falar disso.

CPLP é uma comunidade dos Países de língua Portuguesa, também não é militarizada e portanto não conta com envio de tropas;

UA essa sim, mas em caso de um conflito armado (não atuou em Moçambique não se sabe porque, GB não seria um caso a parte), não teria argumentos para o envio de um contingente militara para GB

CEDAO, essa sim tem o dever de ajudar um país da mesma Organização em caso de conflito armado (o que não se justifica neste momento); visto bem as coisas, esta também já deveria estar a fazer as malas para deixar o país.

Como vê Sr. PM, os Guineenses estão conscientes do que é preciso neste momento, não há praticamente motivos para invocar a vinda de uma força de estabilização.

O Sr. de certeza deve ter os seus motivos… mas para isso é preciso ser direto e aberto para com o Povo. Nós sabemos que anda por aí uma Campanha de preparação do regresso forçado dos antigos Governantes do seu partido exilado em Portugal que por acaso sempre lutaram e defenderam esta sua ideia de uma força de estabilização que incluísse CPLP, UE, UA reforçando o contingente da CEDAO já existente.

Fique sabendo que nós quando votamos, votamos para uma GB livre. Por isso nunca aceitaremos invasão, porque da invasão por Parte dos Portugueses é que erguemos este País, sabemos os custos disso após 11 anos de Gerra, derramando sangue dos nossos melhores filhos para a independência total do território da GB.

O Se Sr. aceitar embarcar nessa Aventura sozinho, também conscientemente terá que arcar com todas as responsabilidades que possam advir dessa sua decisão.

Os Republicanos

segue …

Ministro guineense da Administração Interna, Botché Candé, foi expulso de Farim pelo Movimento da Frente Democrática de Casamance (MFDC) que opera naquela zona

Com este incidente, que ilustrou claramente que o governo de Domingos Simões Pereira, não tem plano no âmbito de defesa nacional. Visto que o mesmo se deslocou a pouco dias a ONU para solicitar forças estrangeiras para o país…

Uma comitiva governamental liderada pelo ministro guineense da Administração Interna, Botché Candé, de visita à zona norte do país durante este fim-de semana, 22 e 23 de Novembro, concretamente nas imediações de Farim, foi embocada e interceptada por um dos grupos rebeldes de uma das facções do MFDC, que opera naquela zona.

O incidente confirma relatos de há muitos anos, em como o território da Guiné-Bissau, pela sua fragilidade em termos de segurança, tem sido usado pelas diferentes facções do Movimento da Frente Democrática de Casamance (MFDC) como base das suas operações militares contra a República do Senegal.

O grupo armado opera dentro do território da Guiné-Bissau, justamente na secção de Djumbébe, entre as tabancas de Sintchã Aladje e Sintchã Béle, duas povoações próximas da fronteira norte com a vizinha República do Senegal, mas situadas dentro do espaço territorial guineense.

A comitiva do ministro da Administração Interna, composta por oficiais paramilitares e da Guarda Nacional, seu corpo de segurança, foi surpreendida por homens armados que se identificaram como rebeldes de Casamance, mas com base em operações na Guiné-Bissau, enquanto o governante visitava a zona.

O local é considerado de difícil acesso e com patrulhamento por parte das tropas guineenses, considerando a sua complexa localização geográfica.

Dominada por comércio inter-fronteiriço, Farim, que actualmente detêm uma mina de fosfato em fase adiantada de exploração, tem constituído ao longo de várias décadas baluarte das forças do MFDC, tanto que em 2002 a área tinha sido alvo de muitas investidas militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau contra tais bases rebeldes.

Sabe-se que, recentemente, depois de informações da inteligência guineense em como a zona estava a ser ocupada pelos rebeldes, uma equipa do PAIGC disfarçada da contrainteligência militar, E agora, com estes novos dados registados logo após esta missão do PAIGC, resta esperar pelos novos desenvolvimentos.

Contudo, últimas informações indicam que o Chefe rebelde que opera a partir de Farim, cujas forças emboscaram este Domingo a comitiva governamental guineense, avistou-se esta manhã com o ministro da Administração Interna, na cidade de Farim, a quem apresentou desculpas pelo incidente. E a resposta de Botche Candé é para que abandonem a área imediatamente.


Uma imposição política, segundo fontes governamentais, poderá não acontecer tão rápido, já que irá implicar desdobramentos operacionais perigosos por parte das forças rebeldes de Casamance.

sábado, 22 de novembro de 2014

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU, PEDE MERCENÁRIOS NA ONU

Se alguém tinha dúvidas de que Domingos Simões Pereira era o “presente envenenado” do bando que, a todo custo, pretende apoderar-se dos nossos recursos, essa dúvida dissipou-se com o pedido que apresentou nas Nações Unidas sobre a integração de mercenários para proteger as instituições ou figuras públicas no nosso país.

E podemos afirmar que acaba, assim, de ser dado “tiro de partida” para a Parte II da colonização da nossa terra. Ficou mais uma vez comprovado que ele (Domingos S. Pereira) não passa de um lacaio ao serviço do bando internacional disfarçado de amigos da Guiné-Bissau! Se o atual chefe do executivo guineense assumisse publicamente, em campanha eleitoral passada, que iria recrutar mercenários para proteger membros do Governo em detrimento das forças nacionais, de certeza, não ganharia com maioria na Assembleia Nacional Popular. Sendo um povo soberano, todos sabemos que matérias com esta envergadura se debatem, antes de mais, em fóruns nacionais, de preferência, com os deputados eleitos. Ora, como é que se deslocam o Primeiro-ministro e o Presidente da Assembleia Nacional Popular para Nova Iorque, na ONU, nas costas do povo, no dia 21 de Novembro, com um pedido desses às Nações Unidas e aos “parceiros internacionais” do Governo, defendendo a manutenção da força de estabilização da ECOMIB e a “integração de outras como as da CPLP, UA e EU”?  Não é por acaso que a Ministra das Forças Armadas, Cadi Seidi vangloriava dizendo "Tenho fé que as Forças Armadas da Guiné-Bissau, daqui para frente, não se deixarão envolver por políticos para trair o juramento que fizeram em servir a Pátria com a própria vida se for necessário. Nunca mais serão envolvidos na instabilidade". A conclusão que se tira, hoje, é de que o significado do termo “reforma” pressupõe o “desmantelamento” das nossas forças armadas.

Este espetáculo já havia sido ensaiado, em Maio, em Malabo, na cara impávida e serena do Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, Luís Campos Ferreira, sem que nada acontecesse ao diplomata estrangeiro. O mesmo cenário volta repetir-se pela boca de um “mal-tomado” guineense. O que os tugas não conseguiram alcançar no terreno durante longos anos da guerra colonial agora julgam ter chegado o momento para atingir os seus intentos na secretaria de Ban Ki-moon.

Todos sabemos as consequências da “má governação” em África e no nosso país. A história política recente na Guiné-Bissau descreve essa situação. Portanto, um dos objetivos desse bando visa inverter o sentido dessa mesma história para, efetivamente, se poder implementar a tão almejada “má governação”. E, para eles, para que o plano se concretize, não basta a força da ECOMIB, mas sim a inclusão das forças de todo o mundo. Daí a afirmação de que os apoios dos parceiros internacionais do Governo guineense não é direcionado às forças armadas do país, que no fundo deverão ser até acantonados ou transformados em milícias campesinas. 

A Guiné-Bissau não é um país instável! Mas, a estratégia do banco com Domingos Simões Pereira à cabeça pretende transformá-la numa Somália na costa ocidental de África. A conta disso, são forjados inúmeros argumentos tais como as que foram apresentados pelo Representante do Secretário-geral da ONU em Bissau, Miguel Trovoada, numa reunião do Conselho de Segurança, onde defendia que o nosso país estaria "numa fase crítica, em que não se pode conformar com o "status quo", sob pena de perder todos os ganhos conquistados para a democracia." E que "O clima de desconfiança entre civis e militares persiste", o que implica a necessidade absoluta da “reforma no sector da defesa e da segurança”.


O mundo precisa de saber da boca deste quadrilha liderada pelo chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, Presidente da ANP, Cipriano Cassamá e do Representante do Secretário-geral da ONU, Miguel Trovoada, se a Guiné-Bissau já sofre de ameaça dos Jiadistas do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad? Existe luta de fações na nossa terra como acontece entre os Seleka e anti-Balaka da República Centro-Africana? Na nossa terra temos rebeldes de Casamansa, de Uganda e de Ruanda que atacam na República Democrática do Congo? Há Renamo na Guiné-Bissau? Ou será que o pedido da “força mercenária de estabilização” dirigido ao Conselho de Segurança é fundamentado pela presença, no nosso território, de bandos pertencentes a Boko Haram da Nigéria que atacam nos países vizinhos, raptando crianças e estrangeiros? Meus senhores, qual é a vossa noção de paz e de estabilidade, na Guiné-Bissau?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Guiné-Bissau, a propósito dos vencimentos exuberante na ANP Guiné-Bissau

Por, JAME WILBONH FLORA

Agora toda gente quer reformar Força de Segurança ou seja os Militares, dizem que é um mal que vem de trás, embora o Partido actual no poder seja o que mais tempo esteve nos Governos anteriores, e nunca quis mudar uma palha, por conveniência entre Militares e PAIGC na fabricação do resultados eleitorais. Quando o PRS começou a disturbar esta simbiose entre PAIGC E MILITARES (que no fundo são a mesma coisa), também querendo usar a mesma estratégia, aí sim toda gente lembrou-se das Reformas Militar, do Tribalismo, da maioria étnica por aí, fora.

Dizer ao PAIGC do Dr DSP, se vier de facto para desmarcar desta estratégia que sempre prejudicou o Povo em benefício dos Poucos, terá um todo nosso apoio, porque ninguém está aqui disponível alimentar as instabilidades de que natureza seja. Queremos é a Justiça, transparências a luz no fundo do túnel na gestão dos assuntos Públicos, pois por isso vocês comprometeram nas eleições. Nós só estamos aqui para lembrar-vos, compromissos assumidos com o Povo, não faltam motivos para o fazer.

Dito isso ao Primeiro-ministro DSP a Sua Excelência Sr. Presidente da Republica todos do PAIGC, pedir o favor, de perentoriamente solicitar a quem do direito, para rever este Escândalo dos Vencimentos de Deputados, Ministros e Diretores Gerais, de modo a tornar-lhes dignos, consensuais, proporcionais ao trabalho e as Hierarquias respectivas dos órgãos do Estado.

Um ANP como o nosso, a funcionar há meia dúzia de anos, com mais de 20% de Analfabetos (incapazes de produzir leis) dentro de Parlamento, num País que vive de Esmola da CI, não se pode permitir que o Presidente de ANP aufere 10.000 Euros mensais, o que nem o Presidente de Parlamento Britânico aufere. Isto é Simplesmente um escândalo, ainda bem que veio para fora. Assim sendo, não temos moral nenhum em continuar pedir ajudas Externas. Claro que isso não é, a política para o Povo, isto tem um nome meus amigos, isso chama-se uma "ROBALHEIRA" ao estilo do Paulo Bento.

Nós nunca vamos conformar com esta situação, ate que alguém do direito ponha mão na massa. Temos que exigir também a instituição de pagamento dos Impostos da Reconstrução Nacional desde aldeias Remotas ate ao Presidente da Republica. Porque se fosse assim nós já estávamos na rua neste momento a Pedir a vossa demissão. Como o Povo ressente que não contribui, então fica legalmente e moralmente amputado na acção. Entregando a faca e queijo está entregue aos dirigentes, aproveitando assim das infraestruturas do Estado em nome de Povo, para Vender e saquear o País e seus Recursos em troca de ajudas Externas, acabando por beneficiar só um Grupinhos nos aparelhos partidários no Poder. Este ciclo vicioso tem que acabar, ACORDEM, O MONSTRO POVO HERÓICO DE TERRA DE CABRAL:ACORDEM! É um "embrolho", dizem que não tem estruturas para cobrança dos impostos a população, não é verdade, que o criem claro, é por isso que são eleitos. Mas para cobrar os roubos de Gados/vacas na fundos das aldeias já há estruturas....!

Portanto meus caros dirigentes, não vale a pena falar de Reformas, se não Começar Reformar estes Vencimentos, Organizar o Povo e Militares para suas tarefas na Reconstrução do País, erguendo-se primeiro com as nossas mãos trabalhando duro, para depois ser ajudada numa posição condigna. O Nosso País neste momento é um "Copy/Paste sem rumo", isso não dignifica ninguém. Passamos a ter uma extensão do Nosso Parlamento (ANP), na ONU (NY), CPLP, CEDEAO, e no Grupo de Contacto? Uma autêntica internacionalização de pedido de ESMOLA: Porque em cada mês os nossos Representantes estão lá, nas Conferencias com o Pretexto de angariar fundos para Reformas Militares. Enquanto todos sabemos que a Primeira reforma a fazer é Reforma do Estado, Função Publica, agora esta de Vencimentos Escandalosamente astronómicas.

Meus Conterrâneos do Facebook e Povo em geral, vamos lutar, sem armas, contra estes vencimentos, Porquê? Desde logo sabendo que o este elevados vencimentos, constituem motivos de Guerras intestinais intrapartidária para ocupação dos cargos, situação aliciente que alimenta silenciosamente uma data de interesses, e intrigas que nunca irão a favor do Povo que merece ser bem Governado.

Um bem-haja!

VAMOS CONTINUA A LUTAR (Didinho)