sexta-feira, 27 de março de 2015

Sucesso de luta de libertação nacional na antiga colónia – província da guiné portuguesa

INTRODUÇÃO

A luta de libertação nacional foi gerida num princípio de unidade e integração total e profunda de todas as tribos, isto demonstra uma clara capacidade de inteligência sem preconceito tribal do Eng. Amilcar Cabral chefe de guerra, e com os seus companheiros de luta, para uma melhor implementação da mesma rumo a independência da Província da Guiné.

DESENVOLVIMENTO

Em pleno luta de libertação nacional, houve várias aderências que podem ser caracterizadas de seguintes aspetos: por aderência voluntária e por recrutamento. Este aspeto indica que aderência voluntária que obviamente dominou a maior composição da guerrilha da luta de libertação nacional.

Esta aderência recai sobretudo para a etnia Balanta que realmente organizou e sustentabilizou quer no plano logístico, quer na tática e bem como na ação direta de combate intensa, revelando assim uma maior competência, qualidade e valentia com grande sucesso na luta pela liberdade da Pátria guineense.

Mas este sucesso acima referenciado foi conseguido graças através de aderência e grande integração dos Balantas naquela intensa luta de libertação nacional. Isto justifica que houve grande sucesso de luta por integração incondicional dos Balantas.

Hoje, no século XXI, para que haja um desenvolvimento sustentável é imprescindível levar em conta este fator de integração sem nenhum preconceito, apostando na competência, capacidade e visão para o desenvolvimento do nosso país, e quém efetivamente beneficiará deste desenvolvimento será o povo da Guiné-Bissau.

Mas se vamos ver, depois da independência de 1973, os Balantas que foram maioritáriamente integrados na luta de libertação nacional que resultou sem dúvida uma grande vitória. Esta tribo hoje recebeu um outro prémio que se chama DESINTEGRAÇÂO OU EXCLUSÂO SOCIAL.

Logicamente é de conhecimento que: quem luta, primeiro pensa, cria as ideias e planeia a forma e a estratégia como ganhar essa luta, e quando sair vitorioso é porque os balantas são maioritários, humildes, uma etnia onde todas outras são deludias sem nenhuns complexos

Neste contexto, o autor deste artigo, considera que, o país está onde está desde a independência até hoje, porque aqueles que deveriam ser integrados obviamente não foram integrados ou incluidos no processo e no Centro de Decições Estratégicas do desenvolvimento do país. Esta é a razão fundamental do atraso global do país, devido a desintegração ou exclusão dos Balantas como maioritário (Judeus), um dos mais humildes e com contribuições maior a dar Guiné-Bissau.

O autor considera que qualquer país que quer ter um desenvolvimento estrutural sustentável é essencial basear-se num princípio de integração ou de inclusão profunda e de competência para realizar o seu sonho e permitir um crescimento próspero para todos os cidadãos.

Basear-se na competência como a fonte de criação de riqueza, o que vai ajudar não só diminuir a incerteza e risco político, bem como aumentar a esperança de vida, estabilidade e crescimento sócioeconómico. É preciso apostar no equilíbrio e competência para aperfeiçoar as nossas dificuldades e promover o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

CONCLUSÃO

Devemos refletir e reconhecer que a etnia maioritária (Balantas) na Guiné-Bissau, não constitui uma ameaça, mas sim constitui uma potencialidade que deve ser conservado como potencial recurso humano e capital intelectual que representa um benefício total para o país.

É importante eliminar o preconceito social, e o que caracteriza de positivo para o bem-estar de um país, é a gestão de conhecimento e competência que não tem fronteira e tribo.
Os meus melhores agradecimentos. 

Por Dr. Flerém Abiná


Oslo, 25 de Março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

GUINÉ-BISSAU, POLÍCIA JUDICIÁRIA DETEVE EDITOR DO BLOG “DOKA INTERNACIONALDENUNCIANTE”

Os filhos da PIDE e delinquentes incluindo PM (DSP/moço de recados/NhuPó) e Ministra da (in) justiça (Carmelita Pires), que prenderam ilegalmente o ativista de direitos humanos, Doka Internacional, terão uma surpresa desagradável e dolorosa. Se preparem.

Fonte: odemocratagb.com

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau (PJ) deteve desde ontem (18 de Março) a noite por volta das 20 horas locais, o músico e editor do blog “dokainternacionaldenunciante”, Danilson Lopes Ferreira, por crime de “injúria e calúnia. A denúncia da detenção do editor do blog foi relatada por um grupo de cidadãos através de um comunicado de imprensa distribuída aos órgãos da Comunicação Social.

A nota que a nossa redação teve acesso, acusa o chefe do Governo, Domingos Simões Pereira de ter ordenado a ministra de Justiça, Carmelita Pires no sentido de mandar deter o editor do blog “dokainternacionaldenunciante” por injúria e calúnia.

“A detenção de Doka é absolutamente ilegal e abusiva. A primeira ilegalidade da detenção de Doka consiste na violação do Código do Processo Penal, pois nenhum cidadão pode ser detido entre as 19 horas e as 07 horas da manhã, excepto em caso de flagrante delito. Não existe neste caso e não se aplica a figura de flagrante delito, pois o caso, objecto de participação, já remonta alguns meses”, lê-se no comunicado.

O grupo de cidadãos signatários que exige a libertação de Danilson Lopes Ferreira, lembra no comunicado que a ministra de Justiça, Carmelita Pires, tinha apresentado uma queixa contra o editor do blog “dokainternacionaldenunciante” junto da PJ desde Dezembro último. O grupo exige através do comunicado a “libertação imediata e incondicional de Doka” e pediu a “assunção plena de responsabilidade do Chefe do Governo e da ministra de Justiça que assumiu esta vingança e ajustes de contas”.

Entretanto, uma fonte da Polícia Judiciária, confirmou a’O Democrata a detenção do editor do blog “dokainternacionaldenunciante”. A fonte avança ainda que o músico se encontra detido nas instalações da PJ, frente ao mercado de Bandim.

Contou por um lado que a operação de detenção do músico e editor de blog foi dirigida por agentes do serviço de Piquete da PJ. De acordo com a fonte, processo do editor está em curso e prosseguir-se-á na justiça guineense.

O vice presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Mário Augusto da Silva disse a’O Democrata numa entrevista por via telefónica que a sua organização desconheceu a detenção de Danilson Lopes Ferreira pela Polícia Judiciária guineense.

“Não temos o conhecimento da detenção de Doka. Nenhum familiar ou pessoa próxima do editor entrou em contacto com a nossa organização sobre o assunto. Acabamos de saber através do vosso telefonema”, explicou o dirigente da organização de defesa dos direitos humanos na Guiné-Bissau.


O Democrata tentou entrar em contacto com o advogado do editor, mas sem sucesso.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Artigo do Financial Times diz que Angola é uma cleptocracia

O Jornal britânico Financial Times classifica hoje Angola como uma cleptocracia e os seus dirigentes como uma elite indiferente ao resto da população, num artigo sobre o novo livro do investigador Ricardo Soares de Oliveira.

O texto, com o título 'Porque o Ocidente adora um cleptocrata', publicado hoje na secção de Fim de Semana do jornal britânico, aborda o lançamento do livro 'Magnificent and Beggar Land: Angola Since the Civil War', de Soares de Oliveira.

O texto começa por dizer que "mesmo pelos padrões dos Estados petrolíferos, Angola é quase risivelmente injusta", e descreve que "os oligarcas deixam gorjetas de 500 euros nos restaurantes da moda em Lisboa, enquanto cerca de uma em cada seis crianças angolanas morrem antes de terem cinco anos".

No artigo, que estava no sábado ao final da manhã na primeira página do site do Financial Times, refere-se que "esta pequena cleptocracia é aceite como uma parte integrante do sistema ocidental" e explica-se que são os expatriados que fazem a economia angolana mexer, desde as consultoras que ajudam a definir a política económica até aos bancos que financiam os negócios.

"Os oligarcas angolanos habitam a economia do luxo global das escolas públicas britânicas, dos gestores de activos suíços, das lojas Hermès, etc", lê-se no jornal, que classifica o livro sobre Angola como "maravilhoso".

O livro, de resto, foi lançado no final da semana passada em Londres e é o segundo da autoria de Ricardo Soares de Oliveira, um professor de Política Africana em Oxford e faz parte do Instituto de Políticas Públicas Globais, em Berlim.

No texto que serve de lançamento para o livro, é feito um retrato de fortes contrastes entre a elite e o resto da população angolana, por exemplo quando se lê que "a clique dirigente consiste largamente numas poucas famílias de raça mista da capital, Luanda, que considera que os cerca de 21 milhões de angolanos negros no mato ou musseques são imperfeitamente civilizados, e com pouco desejo para os educar".

A relação entre Portugal e Angola faz também parte da análise do jornalista que assina o texto, que cita o autor do livro dizendo que "por trás de cada magnata angolano há uma equipa de gestão maioritariamente portuguesa", que não se preocupa com as consequências da sua gestão, "por isso os estrangeiros bombam petróleo, fazem luxuosos vestidos e constroem aeroportos sem sentido no meio do nada".

Criticando de forma directa as luxuosas viagens à Europa, os passeios entre capitais europeias recorrendo a aviões a jacto, o artigo prossegue argumentando que a crise económica fez com que os governos ocidentais procurassem novos negócios sem olhar ao contexto político desses países, contando com o exemplo da conhecida política de não interferência da China, um dos novos grandes investidores em África na exploração de recursos naturais.

Depois de criticar os governos ocidentais por não fazerem a distinção entre o dinheiro dos governantes e o dinheiro dos Estados, porque afinal "eles empilham-no nos nossos bancos e gastam-no nos nossos quadros, em cirurgias plásticas e em casas de praia, para além de ações das nossas empresas, especialmente em Portugal", o artigo termina abordando a descida do preço do petróleo.


"A elite fez a festa durante o crescimento do petróleo. O provável impacto no regime do colapso nos preços é pouco, porque se só se está a alimentar uma pequena percentagem do povo, 50 dólares por barril chega e sobra".

sexta-feira, 6 de março de 2015

Embaixador dos EUA em Seul esfaqueado em evento público

Mark Lippert sofreu um corte profundo na face mas encontra-se em estado considerado estável. Coreia do Norte diz que foi "um castigo merecido".

O embaixador dos Estados Unidos em Seul foi atacado nesta quinta-feira durante um pequeno-almoço de trabalho por um sul-coreano que gritou palavras de ordem contra a presença militar norte-americana no país e a favor da reunificação com a Coreia do Norte.

O homem, identificado como Kim Ki-jong, de 55 anos, atacou o embaixador Mark Lippert com uma faca, provocando-lhe cortes profundos na face, no braço esquerdo e nas mãos.

Apesar de um corte na face com 11 centímetros de comprimento e três centímetros de profundidade, Lippert, de 42 anos, não sofreu ferimentos que possam provocar-lhe danos permanentes e está em situação considerada estável.

Mark Lippert foi nomeado embaixador em Seul há menos de cinco meses, e tinha dito várias vezes que iria procurar ter uma relação de maior proximidade com os cidadãos — tanto os norte-americanos como os sul-coreanos.

Numa dessas iniciativas, Lippert esteve presente nesta quinta-feira num pequeno-almoço organizado pelo Conselho Coreano de Reconciliação e Cooperação, num edifício localizado na mesma área da embaixada, num evento em que também iria discursar.

Não se sabe ao certo como é que o atacante iludiu a segurança, mas o correspondente da BBC em Seul, Stephen Evans, admite que tenha havido uma certa descontracção pelo facto de o evento se realizar muito perto da embaixada — em declarações à agência sul-coreana Yonhap, um dos organizadores disse que os serviços da embaixada dos EUA não pediram o reforço da segurança.

Lippert foi levado para o Hospital Severance, na zona ocidental de Seul, onde foi operado — para além do golpe mais profundo na face, foi também ferido no braço esquerdo e nas mãos. Para tratar o corte na face foram precisos 80 pontos, e Lippert terá de ficar no hospital durante três ou quatro dias.

De acordo com o relato da agência Yonhap, o embaixador norte-americano manteve-se calmo após o ataque. "Estou bem, estou bem. Não se preocupem", disse aos jornalistas quando estava a ser levado para o hospital.

Horas mais tarde, Mark Lippert escreveu uma mensagem no Twitter para agradecer o apoio que tem recebido, em nome da sua mulher, do filho e até do seu cão, Grigsby. "Estou a recuperar bem e estou muito bem-disposto. A Robyn, o Sejun, o Grigsby e eu estamos profundamente comovidos com o apoio! Voltarei assim que possível para reforçar a aliança EUA-República da Coreia!", escreveu o embaixador, terminando com um incentivo em coreano: "Vamos em frente juntos!"

Numa primeira reacção oficial, a agência de notícias norte-coreana referiu-se ao ataque como "um castigo merecido" – o embaixador dos EUA foi atacado com "a faca da justiça", lê-se num comunicado da KCNA.

Gritos contra exercícios militares
O atacante foi detido e a polícia sul-coreana admite formular uma acusação por tentativa de homicídio. Kim Ki-jong também recebeu tratamento no hospital, depois de ter partido um tornozelo durante a investida da polícia e dos seguranças para o deter, disse à Yonhap o chefe da polícia da esquadra de Jongno, em Seul, Yun Myeong-seong.

Esta foi a primeira vez que um embaixador norte-americano foi atacado em Seul, mas não foi o primeiro ataque de Kim contra um embaixador — em 2010, o homem foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, por atirar pedras contra o então embaixador japonês, Toshinori Shigei.

Se há cinco anos a sua luta era contra as reivindicações de soberania do Japão em relação às ilhas Dokdo (ou Takeshima, como são chamadas no Japão), o ataque desta quinta-feira foi justificado com os exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul, que começaram na segunda-feira, e o desejo de ver as duas Coreias novamente unidas.

Kim Ki-jong tem um longo histórico de activismo e de acções violentas. Antes do ataque contra o embaixador japonês, em 2010, Kim tentou imolar-se pelo fogo em frente ao edifício da Presidência da Coreia do Sul, em 2007, exigindo que as autoridades investigassem uma alegada violação que teria acontecido no seu local de trabalho em 1988.

Em 2011, tentou homenagear o ex-líder da Coreia do Norte Kim Jong-il com um monumento no centro de Seul — os serviços secretos sul-coreanos dizem que Kim Ki-jong visitou a Coreia do Norte em seis ocasiões, entre 2006 e 2007.


Quando estava a ser levado pela polícia, o homem disse aos jornalistas que planeou o ataque contra o embaixador norte-americano durante dez dias. "Ataquei [o embaixador] porque não quero que um imbecil acabado de entrar nos 40 anos de idade vá interferir nas relações inter-coreanas", disse Kim Ki-jong.
//Publico

quarta-feira, 4 de março de 2015

Presidente da república pede a conclusão do processo de assassinato de Nino Vieira e Tagme na Waie

O Presidente da República, José Mário Vaz pediu esta terça-feira, 3 de Março, a conclusão de todos os processos envolvendo crime de sangue, sobretudo do Presidente João Bernardo Vieira “Nino” e do General Tagme Na Waie, que segundo o Chefe de Estado, são crimes que mais chocaram o sentimento colectivo do povo guineense, por se tratar de atentados contra instituições de Estado.

José Mário Vaz falava na cerimónia de abertura do ano judicial, realizada numa das unidades hoteleiras da cidade de Bissau na qual estiveram presentes responsáveis do poder judicial e o chefe de Governo, Domingos Simões Pereira.

O Chefe de Estado, José Mário Vaz disse na sua intervenção que práticas que mancham a imagem da justiça estão perfeitamente identificadas, nomeadamente “enriquecimento ilícito, corrupção, peculato, nepotismo, tráfico de influência, morosidade processual, decisões tardias e inúteis”. Sustentou ainda que estas más práticas lesam os direitos dos cidadãos, como também põem em causa o equilíbrio e a paz social.

“É ingénuo pensar-se que todos esses adjectivos são exclusivos do Poder Judicial. O sector judicial não é mais do que espelho que reflecte as nossas qualidades e virtudes, como também os nossos vícios e deficiências enquanto comunidade organizada em torno de instituições” afirmou.

O Presidente da República assinalou que as “denúncias e críticas bem fundamentadas com base em provas concretas são bem-vindas, porque queremos que com a nossa Presidência, o medo seja parte do passado”.

“Quem não quer críticas ou ser denunciado deve ficar em sua casa, porque quem aceita o exercício de cargo público tem de ser descortinado pela sociedade, dentro dos limites previstos na lei, desde que não sejam motivadas por inveja, vingança, ódio, calúnia ou difamação”, advertiu.

Na opinião do Chefe de Estado, o poder judicial deve denunciar e combater sem medo todas as formas e tentativas de instrumentalização, condicionamento ou enfraquecimento, tendo assegurado que o “poder judicial não pode auto-excluir-se ou contribuir para a sua própria marginalização nos grandes debates nacionais sobre a temática da justiça”.

O presidente do Supremo Tribunal da Justiça (STJ), Paulo Sanhá afirmou na sua intervenção que o poder judicial apolítico e apartidário é que encarna os tribunais, através dos seus magistrados. Acrescentou ainda que a independência do poder judicial e os recursos para o seu fortalecimento não constituem um privilégio, mas sim “uma garantia fundamental da democracia e da vitalidade do nosso Estado de Direito”.

“A crise social e de valores em que estamos mergulhados é que faz com que sejam mais diversos os sentimentos de justiça nas várias camadas da população, seja em função da sua cultura étnica, sem em razão da sua idade ou sexo, seja ainda em consequência dos meios económico-sociais e até geográficos em que se inserem”, disse.

Assegurou que o desconhecimento da quantidade de dificuldades do trabalho com que os magistrados deparam actualmente bem como as insuficiências de meios humanos, técnicos e materiais ao seu dispor, faz com que sistematicamente a morosidade da justiça lhes seja imputada e não só, como também provoca um certo mal-estar dos guineenses em relação aos seus tribunais.

Para o Procurador-Geral da República, Hermenegildo Pereira o balanço obrigatório a que seriam obrigados não pode ser feito com objectividade e imparcialidade, de forma a poderem perspectivar com toda a coerência o ano judicial que se inicia. Acrescentou que os “itens” que compõem o sector judiciário não oferecem dados fiáveis e fidedignas, nomeadamente no domínio da concepção de políticas, de acompanhamento do quadro normativo internacional, de criação e seguimento das instituições internas, entre outros.

Afirmou que a dinâmica do sector judiciário deve envolver todas as suas componentes, pois no seu entender, a justiça tem que ser pensada de topo a base, dado que é “um processo de intervenção necessária de vários actores, basta falhar um para que todo o processo desmorone”.

Aproveitou a ocasião para denunciar a situação crónica de falta de meios financeiros para as investigações, sobretudo quando se trata de crimes complexos ou de sangue, porque não existiu até ao momento nenhum fundo de investigação.


“Uma vez que a investigação envolve meios, e estes são traduzidos em dinheiro. Aliás, nenhuma estratégia de investigação criminal funciona sem suporte financeiro. E não se pode pensar que os fundos de maneio, praticamente inexistentes, devem servir para investigar grandes assuntos nacionais”, esclareceu. Com Odemocrata

domingo, 1 de março de 2015

Guiné-Bissau, RESPOSTA DOS IBD’s À CRITICA DE Dr.ª CARMELITA PIRES

Li aqui (aqui no IBD»»)

Cara Compatriota,
Srª Drª Carmelita Pires,

O Grupo de Intelectuais Balantas na Diáspora vem agradecer a sua intervenção, no nosso Blog, através do seu artigo de 09.03.2013, no qual expressa livremente a sua crítica e opinião, que, também, lhe agradecemos.

É para isso que existimos! Simplesmente para comunicar, no verdadeiro sentido da palavra, com verdade e transparência.

Da discussão nasce a Luz (reza um velho provérbio Português)! Ninguém é dono da Verdade! Só o Criador! Por isso, todos estamos sujeitos à crítica e ao direito de resposta.

E como estamos - nós os Guineenses - tão precisados da Luz! Luz da Verdade! Luz do Conhecimento! Luz da Fraternidade! Luz da Solidariedade e da Cooperação Edificante, que alumie os Espíritos com uma intensidade tal que nos traga a verdadeira Sabedoria, que tenha o poder de ofuscar e afastar de nós a Escuridão da Intolerância e do Preconceito.

Estando, ainda, em fase de pesquisa, quer da forma, quer do conteúdo, o nosso objectivo é constituirmo-nos como uma plataforma de diálogo para todos os Guineenses e seus Amigos, no País e na Diáspora, para troca de informações úteis, não de banalidades e grosserias, como se lê em certas publicações online (em boa verdade, nada edificantes, pela forma envenenada, como passam algumas informações, mas que têm os seus adeptos).

Por outro lado, queremos aparecer como uma ferramenta de oportunidades para produzir pensamento reflexivo, individual ou de grupo, que deverá nortear-se pelo sentido de utilidade para todos, seja na forma de expressão e debate de ideias, seja como partilha de conhecimentos multidisciplinares ou, simplesmente, veículo para a reposição da verdade sobre assuntos de interesse comum, sobre os mais diversos temas de interesse, ou, ainda, para desbravar terrenos inóspitos, em busca de um futuro melhor para todos os que se identificam como Guineenses, quer pelo nascimento, quer pela vivência cultural e as diversas afinidades em que se enquadram no Mundo contemporâneo (CPLP, CEDEAO, etc).

Por isso, a sua intervenção mereceu, da nossa parte, o maior apreço.

Porque interveio como uma Guineense, que se preza, e que preza a sua Terra, com a qual notoriamente se preocupa!

Se nós, os Guineenses, não nos preocuparmos connosco mesmos, quem se há-de preocupar?

Por isso, nos honramos em responder ao seu artigo!

Consideramos valioso o seu contributo, não só como expressão de sentimento pessoal, mas, também, como um alerta sobre aspectos da nossa realidade, enquanto Povo.

Por isso, queremos partilhar, consigo e com os nossos Leitores, a nossa resposta àquilo que nos pareceu serem questões relevantes da sua crítica a nós dirigida.

Análise do Artigo A Designação Escolhida

No seu artigo, começa a senhora por se insurgir contra a designação pela qual nos identificamos, dizendo que a designação escolhida “…desprestigia os conteúdos do Blog”.

Mas não diz porquê. Nem a quem desprestigia. Não explica nem explicita o seu pensamento (ou a intenção subentendida).

Mas é evidente que não se explica para não cair no ridículo, no embaraço de expor o que parece ser um recalcado preconceito, que, claramente, transparece daquela sua afirmação, aliás, infeliz e descortês!

Fazemos o reparo, não por nos sentirmos ofendidos. Nada disso!

Fazemo-lo pela manifesta fragilidade do seu julgamento! E pensar que a senhora foi Ministra da Justiça de um País, que não conhece!... nem reconhece!

Porque sabemos que não faria idêntica censura à uma Associação Cultural de Naturais de qualquer outra Região do País. Por exemplo, de Geba, Cacheu ou Bolama. Porque será?

No seu artigo, começa por se insurgir contra a designação pela qual nos identificamos.

Diz a senhora que a designação escolhida “…desprestigia os conteúdos do Blog IBD”.

Mas não diz porquê. Nem a quem desprestigia. Não explica nem explicita o seu pensamento (ou a intenção subentendida).

Parece, contudo, evidente que não se explica para não se expor ao ridículo pelo que poderia ser considerado um recalcado preconceito, que, claramente, assoma à essa sua declaração (quanto a nós, infeliz e descortês)!

Fazemos o reparo, não por nos sentirmos ofendidos. Nada disso!

Fazemo-lo pela manifesta fragilidade do seu julgamento! E pensar que a senhora foi Ministra da Justiça de um País, que não conhece!...nem reconhece!

Porque sabemos que não faria idêntica censura à uma Associação Cultural de Naturais de qualquer outra Região do País! Por exemplo, de Geba, Cacheu ou Bolama. Porque será?

Quanto aos conteúdos, esses serão definidos pelo perfil dos nossos leitores, com inteira liberdade. Não seremos nós a determiná-los! Não temos pretensões a ditadores de qualquer consenso!...

Quantas Associações existem, por essa Diáspora Guineense, com a designação de “Filhos” desta e daquela Localidade ou Região do nosso País? Serão todas elas mais prestigiosas do que a nossa, para só dirigir contra nós a sua desabrida censura?

Por isso, caberia perguntar-lhe: que conteúdos é que são desprestigiados pela designação adoptada pelo Grupo?

Quanto aos conteúdos, estes serão definidos pelo perfil dos nossos leitores, com inteira liberdade. Não seremos nós a determiná-los! Não temos pretensões a ditadores de qualquer consenso!...

Só não entende quem não quer, ou alberga no espírito intenções menos limpas, talvez obscurecidas pelo preconceito. Mas…preconceitos?!… Cada um fica com o que tem!

Para bom entendedor (e a senhora certamente que o é), a designação adoptada é a adequada à identificação do Grupo. Ela é clara e compreensível!

Só não entende quem não quer ou alberga, no seu íntimo, intenções menos claras, talvez obscurecidas pelo preconceito. Mas…preconceitos?!… Cada um fica com o que tem!

Não é esse o nosso caminho! Nunca foi! Nunca será!

Não será o terreno em que queiramos competir, seja com quem for! Porque sabemos quanto sofreu o nosso Povo (os melhores Filhos da Terra) por causa disso!...

Preconceito Cultural ?

Preconceitos culturais só desmerecem quem os tem, pois nascem da fragilidade mental e intelectual, por desconhecimento do outro, no que tem de melhor: a sua Alma, o seu Espírito, impregnados pela Sabedoria herdada dos Antepassados.

Assim sendo, cada Cultura é uma singularidade, uma criação insusceptível de imitação, porque traz sempre a marca de uma espiritualidade mística, partilhada por um certo grupo humano, tornando-se o seu distintivo!

Por isso é que não há Culturas superiores, nem inferiores, no verdadeiro sentido da palavra! Isso foi uma pretensão da ignorância antiga, no passado da Humanidade, derivado justamente da sua ignorância mútua!

Nós somos pela Cultura do nosso Povo, qualquer que seja a sua fonte ou origem: da Cidade ou da Tabanca, do Sul ou do Norte, do Leste ou do Oeste, qualquer que seja o Grupo Étnico.

Se não gostarmos de nós, tal como somos, quem gostará?

O nosso objectivo é pensar sobre o que somos e como somos. Não por nós, nem para nós, mas pelas futuras Gerações de Guineenses (e pela nossa)! É uma responsabilidade partilhada!

Conhecendo-nos melhor, estaremos mais bem preparados para trabalharmos em conjunto, para mudar o que deve ser mudado e para melhorar o que já é bom.
Ignorar ou desprezar não é solução! Em nenhuma parte do Mundo! Só aumenta a ignorância mútua e com ela os problemas.
Não é essa a causa das dificuldades que o nosso País vem enfrentando, há 40 anos?

Identidade Cultural como algo Nobre

Quanto a nós, a designação não ofende nem desprestigia ninguém.

Antes, pelo contrário, identifica um Grupo de Intelectuais Guineenses, que se orgulham da sua identidade Cultural! Há coisa mais nobre que isso?

A senhora, certamente, também se reconhece na sua e sente nisso orgulho justificado!

Porque a identidade Cultural (ao contrário da alienação Cultural) é um bem inalienável e não um factor de desprestígio.

Desprestigiante, sim, é a alienação Cultural, quando não se reconhece Valor à Cultura de origem, fazendo-se o tipo de figura que o Povo facilmente identifica como alguém que “já não sabe de que Terra é!”, porque não se conhece a si mesmo, culturalmente falando!

Um País não existe só nas Cidades ou Vilas! Esse é um erro, que se paga caro, durante gerações e gerações, e tem como resultado o subdesenvolvimento crónico!

A Cultura de que Falamos

A Cultura, de que falamos, não é uma questão menor!

Cultura significa a Alma de um Povo, na qual se impregna o seu passado e o presente.

Ela contém, em cada momento, as vivências de uma dada Comunidade Humana, que nela vai buscar a Força necessária para edificar o Presente e construir o Futuro, dentro da sua própria idiossincrasia.

Dessa Cultura, que a senhora parece desdenhar, falará a nossa História futura, ansiosa por descobrir todas as suas facetas e influências. Da herança colonial falar-se-á, com comiseração e desdém, para só destacar os seus principais defeitos e implicações (positiva ou negativa) na nossa Cultura e no seu angustiante processo de Desenvolvimento: abusos do colonialismo e dos seus herdeiros culturais, como causa do desenraizamento cultural de parte da nossa população, como factor de divisão e causa da instabilidade política e social, assim como da debilidade económica, que caracterizam o momento que estamos, a atravessar, actualmente.

Está no seu direito de discordar, mas é uma constante da História da Humanidade!

Assim foi entre a Cultura Lusa (mais próxima de nós) e a ocupação Árabe (sem dúvida, a Cultura mais brilhante e influente, na época), cujas mesquitas foram modificadas e convertidas em Igrejas Cristãs, para se apagar o passado. Assim sucedeu com os Bretões e a Cultura Romana, com os Francos e os Romanos, com os Russos e a Cultura greco-romana e a influência muçulmana (através dos Turcos), patenteada no Kremlin.

Ninguém quererá nessa altura estar associado ao lado errado da História! Os grandes Heróis de que se falará serão os Libertadores Culturais e Políticos, os Resistentes da hora presente, que se opõem (pela palavra e pelas armas) ao regresso da Guine ao estado de uma Colónia sob protectorado. Então, não é assim?

Porque será que o nosso País, à beira de completar 40 Anos de Independência, ainda continua a marcar passos, no atoleiro do Subdesenvolvimento?

Não é por falta de Cultura, pelo facto de ser sistematicamente governado por gente que não conhece a sua própria Cultura, o seu próprio País, sendo vítima da mal digerida Cultura herdada do Colonialismo?

O Valor da Cultura versus Colonialismo de Substituição

Quanto melhor nos conhecermos, a nós mesmos, do ponto de vista Cultural, melhor preparados estaremos para agir sobre o País, de uma forma mais esclarecida, mais sensata e patriótica, mais isenta, e, sobretudo, mais inclusiva!

Não é verdade que o modo de governação, instalado no País, desde a Independência, não se distingue, em quase nada, comparativamente ao regime Colonial, no que concerne à busca desenfreada de riqueza fácil, em tempo record, à ganância predatória, a não ser no facto de ter mudado de actores?

Colonialismo de substituição? Não! Obrigado! Para pior, já basta o que foi!

Repare que a expressão não é muito exagerada, como retracto de certas práticas, que estão na origem das crises cíclicas que apoquentam o País e perturbam o Mundo!

E é precisamente aí que reside a causa do “desnorte”, de que a senhora fala, no seu artigo, embora invertendo a realidade para o lado que mais lhe convém.

Enquanto assim for, a verdade sairá sempre prejudicada!

É a falta de uma Política de Verdade (que deveria emergir de uma Sociedade, também, de Verdade) que gera a desconfiança sistemática, que está na origem das nossas crises! Ou não é assim?

Um Governante, culturalmente, bem informado sobre o seu Povo não cai tão facilmente nos erros que a corrupção desenfreada e o sentimento de impunidade proporcionam, na Guiné-Bissau, por ausência de lei, quase sempre substituída pelo Poder Pessoal, que premeia os apaniguados subservientes.

O nome escolhido tem muito que se lhe diga…

Prosseguindo a sua crítica, faz-nos o seguinte reparo: “o nome escolhido tem muito que se lhe diga…e nem tudo se poderá dizer”.

Infelizmente, manda as suas atoardas, mas não se explica, nem explicita o seu pensamento ou a sua intenção.

Achamos que a sua intervenção seria mais assertiva, se fosse mais explícita, mais clara, a dizer o que pensa realmente. Sabendo o que pensa, melhor poderíamos, também, esclarecer-lhe, a si e aos nossos Leitores.

Ficando-se pelas “meias palavras”, no contexto em que escreve, as mesmas não bastam para se fazer entender, ao contrário do ditado “para bom entendedor…!”

E era, absolutamente, necessário que tivesse sido capaz de se fazer entender, com a clareza que se impõe, numa reacção como a sua.

Só, só assim, a sua mensagem se tornaria verdadeiramente útil e permitir-nos-ia responder-lhe na forma justa e adequada.

Perante o vácuo da sua afirmação, o mínimo que se pode dizer, como esclarecimento, é que o Grupo não existe em função de quaisquer “conteúdos” abstractos.

A sua existência é muito anterior a quaisquer “conteúdos”, sejam eles quais forem, próprios ou alheios!

Por isso, quando muito, são os conteúdos que existem (ou devem existir) em função do Grupo (para servir os seus objectivos) e não o contrário.

Partindo do princípio de que a Verdade liberta e o Medo escraviza, talvez fosse melhor esclarecer o que pensou e pretendeu dizer. Só, assim, poderemos esclarecer o que for preciso, se for necessário.

Reacção às Incursões do “Pasmalu” e “outras histórias”?

Logo, em seguida, interroga-se sobre a nossa designação, se não seria a mesma uma reacção contra o que designa de “incursões” de “Pasmalu” e “outras histórias”, e conclui dizendo que, mesmo assim, “não deixa de ser censurável”.

Ora, garantidamente, a designação não tem, absolutamente, nada a ver com uma reacção contra quaisquer “incursões” do “Pasmalu”, nem com quaisquer “outras histórias” do género. Pela simples razão de que não sabemos mesmo a que se refere!

Ignorância nossa, certamente, de que nos penitenciamos!

A verdade é que o Grupo não existe como reacção a coisa alguma! Por isso, a sua observação não faz o mínimo sentido, com o devido respeito!

É uma iniciativa própria, absolutamente independente, livre e isenta de quaisquer intenções menos próprias. Por isso, estranhamos que semelhante ideia tenha sequer ocorrido à senhora!...

O que é o “Pasmalu”, a que a srª se refere? E o que são as “outras histórias”, a que alude?

Com a interrogação, não estamos a fazer uma pergunta de retórica, mas um pedido de esclarecimento, que se funda no desconhecimento daquelas duas referências, que aparecem, no seu artigo.

Contudo, acreditamos que, se o diz, lá saberá em que se fundamenta!

Presumimos que seja alguma grosseria, em forma de publicação, mas não nos afecta!

Se for, naturalmente, aquela ficará com quem a pratica ou nela se reconheça!

Mas o Grupo não existe para reagir contra coisa alguma!

Por isso, uma tal associação de ideias, como a que a senhora faz, no seu artigo, só pode ser fruto de qualquer outra coisa que nos escusamos de qualificar (os psicólogos chamar-lhe-iam “paranóia”).

Não há nada de censurável na designação adoptada pelo Grupo. Pelo contrário!

Trata-se, efectivamente, de um Grupo de Intelectuais, que se reconhecem numa certa identidade paradigmática, como muitos outros, no País e na Diáspora, e que existe para servir o País e não para coisa diferente disso!

Mas percebemos bem onde quis chegar!

Sendo este um Grupo de Intelectuais, não desconhece que, na nossa Sociedade, existem, ainda, alguns pruridos lamentáveis, a esse nível, decorrentes do nosso passado Colonial, que contribuiu (e contribui) para uma alienação Cultural, na qual muitos de nossos compatriotas se reconhecem, com total legitimidade. Pudera!

Mas uma alienação, é uma alienação de algo, que, tanto pode ser racial (quando o indivíduo, consciente ou inconscientemente, adopta uma identidade social que a diferencia dos seus antepassados) como Cultural (significando, neste contexto, o descolamento de uma Cultura de base para assentar arraiais numa outra, de procedência estranha, mas com a qual o indivíduo ou um grupo se identifica e acomoda, como efeito da História, não da mera Sociologia Humana).

Mas, isso, levar-nos-ia a outras considerações, que não vêm ao caso!

Algo “Forte Demais”

O mesmo se diga quanto à sua afirmação seguinte: “…Na minha perspectiva, é algo “forte demais” e que caracteriza o “forte demais” da nossa sociedade e das vindictas”.

Uma vez mais, levanta suspeições (pelo menos assim parece), mas não esclarece onde quer chegar. Fica-se pelas meias tintas!

O que deve entender-se por algo “forte demais” da nossa sociedade e das vindictas?

Por enigmática e ininteligível, abstemo-nos de responder. Simplesmente, porque não se alcança onde quer chegar. Os nossos Leitores tirarão as suas conclusões.

Mas, claramente, não partilhamos do seu ponto de vista, seja o que pretenda insinuar com aquela afirmação tão arrevesada! Somos pela verdade e transparência!

Grupo Adulterado:

Mais adiante, a srª Drª afirma: “Como Povo, somos um Grupo Adulterado, sobrevivente a quase 40 anos de desnorte”.

A partir dessa afirmação, expõe a seguinte conclusão: “Desse desnorte – diz – ainda temos fôlego para repudiar categorizações, ainda que nos surjam em jeito de desforras, mais nos podem desnortear e nos afastar do vilipendiado propósito nacional: um só Estado, uma só Nação!”

Respeitamos a sua opinião (expressa, aliás, com insofismável convicção), mas não nos revemos nela, pelo seu negativismo original.

Aquilo a que chama de “Grupo Adulterado”, chamamos nós a Maior Riqueza do nosso Povo: a sua diversidade Cultural!

É a partir dela que devemos crescer, politica, social e economicamente, conhecendo-nos e respeitando-nos mutuamente!

O discurso do nosso Povo não é esse, para onde aponta a sua afirmação! É mais eloquente do que pensa!

A senhora tem o palco da escrita, para se manifestar!

O nosso Povo não! Mas está atento, à escuta do momento da Verdade, para se fazer ouvir! O nosso Povo é muito inteligente! Não se pode subestimá-lo! Não se deve!

O Desnorte

Tanto a senhora, como nós, conhecemos essa realidade, que compõe o nosso mosaico étnico, a nossa sociedade! Essa não está em discussão! E ainda bem!

O mal está, quando se faz mau uso dessa realidade, como, muitas vezes, ocorreu, na nossa História recente.

Não por casualidade ou mero acidente, mas, por acção humana, devidamente motivada no mesquinho interesse de grupo, sendo essa a principal causa do “desnorte”, de que a senhora fala, no seu artigo, mas com outro sentido, menos conforme à verdadeira realidade.

Porque é, nesse “desnorte”, herdado do período colonial, que reside a principal causa da instabilidade política e social, de que o nosso País dá sinais, de vez em quando.

Essa instabilidade, que é uma causa de bloqueio ao Desenvolvimento do País, tem a sua origem no esforço titânico de uma parte da nossa População (minoritária), culturalmente desenraizada, que se empenha em manter, no Pais, situações de privilégios intocáveis, em beneficio exclusivo da sua reduzida e improdutiva subclasse social.

A senhora tem a coragem de se situar, o que tem a sua vantagem.

Precisamos modificar isso, através do pensamento positivo e inclusivo, para construirmos uma Nação sólida, virada para o Progresso e Desenvolvimento e menos propensa a guerrilhas de agiotagem, em busca do ganho fácil, muitas vezes, através da conspiração internacional.

É preciso exemplificar? Certamente que não!

Claro que é preciso discutir o País, com coragem e elevação, antes que seja tarde demais!

Os leões rugem de todos os cantos!... sob a capa da falsidade, fazendo-se passar por amigos!...

Não deve ser o egoísmo de grupo que impedirá esse diálogo tardio, cuja falta já fez muita mossa, prejudicando apenas quem não tem culpa no cartório!...


A nossa Maior Riqueza!

Concluindo o seu artigo, apresenta o seguinte pensamento:

“No desnorte, as ideias que despontam têm que obrigatoriamente ter um nome. Para assim e depois, podermos falar de valores sociais, do nosso mosaico étnico e nossa principal riqueza, de povo e de existência nacional.“
Nisso estamos de acordo: a nossa maior riqueza é o nosso Mosaico Étnico (para usar a sua expressão)!

Nós somos isso mesmo, pela positiva, no sentido mais construtivo dessa riqueza de Povo e da Nação que somos!

Só falta uma coisa: assumi-lo como tal…como uma Riqueza do nosso Povo!

Da mesma forma que a Riqueza Natural de um País (do Solo ou Subsolo) não existe para o Homem, enquanto não for conhecida e trabalhada, assim, também, a Riqueza Cultural de um Povo só se torna um Valor (social, cultural e económico) quando se conhece e se torne útil à Sociedade de que emerge, podendo transformar-se num património da Humanidade!

A diversidade bem gerida é factor de Progresso e Desenvolvimento e não o seu contrário! Não conhecemos Guineense nenhum que ponha em causa tal Riqueza!

Na Economia, a diversidade é a essência da competitividade, que, por sua vez, gera a Riqueza. Assim, também, na Sociologia Humana e na Politica!

Mas ouve-se muitas vezes dizer que essa Riqueza é manipulada por gente menos recomendável, que só pensa no seu próprio interesse, no ganho imediato.

O problema não está, pois, no Mosaico, nem na Riqueza Cultural do nosso Povo, mas na sua manipulação por gente impreparada para gerir o nosso interesse comum: o interesse da Paz, da Estabilidade e do Desenvolvimento partilhado, com sentido social.

Mas, parece-nos que a senhora tem medo dessa Cultura, porque fala em “desnorte”, em “reacção” àquilo e aqueloutro. Porque será?

CONCLUSÃO

A criação de uma plataforma de comunicação, como a nossa, não aparece motivada em qualquer tipo de “desnorte” (para usar a sua expressão), nem visa provocar “desnorte” de qualquer natureza, do mesmo modo que não entendemos que seja essa a intenção de certas publicações online, geridas por Guineenses (por ex., a Ditadura do Consenso, etc.).

Por isso, repudiamos, energicamente, a propensão para a suspeição sistemática, que emerge das suas afirmações, quando fala em “recusar categorizações”, em “desforras”, “desnortear e afastar do vilipendiado propósito nacional: um só Estado, uma só Nação!” Porque nada disso está em causa!

A dialéctica comunicativa é um valor social, não uma ameaça, seja do que a senhora possa pretender dar a entender!

Quanto a nós, a srª Drª entendeu bem o alcance do nosso Blog, pela forma positiva como concluiu a sua mensagem, conforme destacámos anteriormente.

Nós somos portadores dessa diversidade cultural, que impregna a Humanidade inteira, hoje em dia, mas, duma maneira especial, da nossa sociedade, que é, em parte, produto da Cultura Colonial, na qual (diga-se) a maioria das nossas Etnias não se reconhece, mas aprecia e respeita os Valores da Civilização de que emerge.

São coisas totalmente diferentes! O Mundo Moderno é composto dessa diversidade, do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul!

O mal está em que muita gente não sabe estabelecer a diferença e cometem-se muitos erros, á conta disso!...

Erro contra a Humanidade, contra o nosso Povo, muitas vezes, achincalhado, apenas para satisfação de interesses egoístas de algumas (poucas) pessoas, de grupos sociais ou de potências económicas, de olho posto nos recursos do País! Por isso, hão-de conspirar, todos os dias, para nos dividir…para poderem reinar!

É por esse motivo nobre que nos impomos o dever de pensar e de reflectir sobre a nossa realidade, enquanto Comunidade Nacional, composto pelo seu maravilhoso Mosaico Étnico!

Não para dividir, mas para unir e fortificar, de forma consciente e operante, o contrário da forma oportunista, como se fez, no passado, e se continua a fazer, no presente, pela via da corrupção e da conspiração.

Um Povo que não pensa, degenera! Um Povo que pensa, pode sofrer contrariedades, mas acaba prosperando! Vamos prosperar? Seguramente!

É evidente que tal não acontece do dia para a noite!

Da Sabedoria Antiga, ouvimos dizer que “Roma e Pavia não se fizeram num dia!”

Do mesmo modo, o nosso País, a Guiné-Bissau, não se fará num dia, nem nos Quarenta Anos de Independência, que está prestes a celebrar, mergulhado em graves incertezas!...

Muita tinta e suor terão que ser despendidos, até que, um dia, o País se transforme num lugar digno para se viver, para todos os seus Filhos, como já se vive, actualmente, nos Países mais desenvolvidos do Mundo!

Cara Compatriota, contamos consigo, em futuras intervenções!