segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Dicionario da Língua Balanta



sábado, 25 de fevereiro de 2017

AINDA SOBRE O ESTADO E A NORMALIZAÇÃO DO ANORMAL

 Por, Edson Incopté

Uma das principais causas, se não a principal, da fragilidade do Estado na Guiné-Bissau é a promiscuidade nas relações institucionais. Isto é, o não respeito pela separação dos poderes e interesses públicos do privado, onde se incluem, obviamente, os partidos políticos, que juridicamente, nunca é demais lembrar, são organizações de direito privado.

A partidarização da administração pública, uma vez que é completamente utópico falar em Aparelho de Estado, é das consequências mais drásticas dessa promiscuidade, originando e fomentando uma instabilidade penosa nas instituições públicas, em funções que, a priori, seriam meramente técnicas, jamais políticas.

Por outras palavras, a politização, ou melhor, a partidarização da administração pública guineense é uma grande enfermidade que vai corroendo as bases para o fortalecimento do Estado na Guiné-Bissau.

Outrossim, o nível de relacionamento entre o público e o privado, consideremos empresas de capital privado, é ainda mais absurda e desmedida.

É normal, completamente normal, que um dirigente da administração pública seja dono ou esteja na administração de uma empresa de capitais privados, com ligações ao Estado, num perfeito conluio de interesses que favorece todos os envolvidos, menos o Estado. Isso para não falar de dirigentes partidários na administração de empresas de capital público.

É hoje normal, completamente normal, que um deputado da nação esteja na situação acima descrita, na direcção de uma empresa de capitais privados com ligações ao Estado, ou que seja até o presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, nada mais que uma associação empresarial privada; quando o próprio Estatuto dos Deputados, no seu artigo 21, referente ao impedimento, esclarece o seguinte “Aos Deputados da Assembleia Nacional Popular são vedados os direitos de:
 b) Participar no exercício de actividade de comércio ou indústria, em concursos públicos e fornecimento de bens e serviços, bem como em contratos com o Estado, e outras pessoas colectivas e de direito público;”

É até normal que um deputado da nação seja ao mesmo tempo o presidente da Federação de Futebol, a ainda assim o país ambicionar a não politização da instituição ou a sua independência. Quimérico.

Enfim, é necessário separar o público do privado; a administração pública dos partidos; o Estado dos agentes e interesses económicos. Esclarecer a mescla do que é público, mas tenha a sua autonomia administrativa a financeira, conferida pelo próprio Estado.


Questões essenciais para a criação de um ambiente político, social e económico mais saudável, fortalecendo a democracia, não só por via da consolidação do Estado, com instituições mais fortes e credíveis, mas também os próprios partidos políticos.

PAIGC e aumento de tráfico de droga na Guiné-Bissau

Por, Carpinteiro Wilrane Fernandes

Há um truque novo nas notícias que nos chegam nas redes sociais ou nas menções feitas pelos "média" através destas (em especial no Twitter), havendo mesmo uns jornais nisso " são especialistas", useiros e vezeiros nessa prática: publica-se um título com algo que garantidamente chama a atenção, criando a subliminar sensação de que as coisas se passam na Guiné-Bissau e, depois, quando se vai ler a notícia, verifica-se que é do outro lado do mundo.

Estejam atentos a coisas como "tráfico de droga aumenta na Guiné-Bissau" ou "as ilhas foram vendidas aos traficantes" ou algo assim. Clica-se a notícia e verifica-se que, afinal, o tráfico de droga foi em Espanha ou em Brasil e ou em Cabo Verde. O site ou blogue, entretanto, tendo-o nós "visitado" porque caímos no "isco", já nos inundou de "pop-up" ou de outra publicidade, colocando-nos no fundo da página outras notícias enganadoras de natureza similar. Para o que interessa ao site ou blogue, passou logo a contar com mais "clicks", para os números que vai mostrar aos anunciantes com vista a promover-se.

Assim, caros amigos, quando lerem "mulher foi ao banco nua" podem ter a certeza de que não foi em Cête ou em Tercena. Mas se acharem mesmo picante (e tiverem tempo para) ler essa historieta passada em Ulan Bator ou em Baku, não hesitem...


Na Guiné-Bissau, quando a realidade não provoca escândalos ou situações anómalas, importamo-los. Faz parte do nosso défice... É assim que a coisas funcionam neste país de inocentes úteis e chicos espertos.

ler mais nos seguintes links:
http://7ze.blogspot.pt/2014/04/recados-para-portugal.html
http://7ze.blogspot.pt/2015/04/deam-nos-orgias.html
http://www.latabla.com/narcopiloto-de-la-cia-capturado/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O congresso di Guintis di PAIGC

Por, Saliatu Sali Costa

Bom, apesar de estar sob medidas de coação, encontrando-me fortemente vigiada (afinal sou importante e não sabia 😀), venho partilhar convosco o meu pensamento deste dia 10 de Outubro, data que nos lembra o congresso de Cacheu, congresso di Guintis di PAIGC! Lembrem-se?

O Facebook me lembrou deste dia, como se eu tivesse lhe pedido, porém encontrei pertinência no facto! Lembrei-me do discurso do "nosso" DSP, homi ku tá papia sabi, e é nosso sim; nós o apoiamos, também; e lembrei-me do discurso emotivo do Nhu Manel Saturnino, que pedia reconciliação e união no partido.

Eu em Portugal, segui a cada minuto todo o desenvolvimento do congresso; té otcha nô kontadu kuma: Engenheiro Domingos Simões Pereira nganha liderança di partido e no seu discurso, apontou o bandido do Manuel Saturnino como Presidente de honra do PAIGC, pelo papel desempenhado!

Senti-me animada e confiante com a vitória, ciente de que ganhou o mais bem preparado, ou, de maneira mais clara: kim ku kunsidu internacionalmente.

No mesmo dia, ao falar com o meu pai, perguntei-lhe: Papá, kuma gora ku bu sinti? E ele:
-Fidju femia, n'sta kontenti; kil ku nô ka pudi Fassi, êssis na fassil ! Do outro lado da linha, senti a alegria do velho e me alegrei!

Chegou a vez de escolherem o candidato do PAIGC para a Presidência, Foi o Jomav e também aplaudi bastante, senhor que eu conheço muito bem e que deu provas da sua capacidade e seriedade enquanto Ministro de várias pastas! Vitória soma Vitória e por fim o Tonton Cipriano Cassama, nha tio ku nô ta djumbai suma colegas!

Nha ermons, PAIGC no seu melhor, ê nganha tudu kussa!
Nô na repeti kê ku nô fala badja:
Engenher Domingos, suma kim ku nganha; i fika na ki discurso bonitu, i ka djunda ki utru ala pa ê pertu n'ghutru, pa tenta um profundo reconciliação interna; muito pelo contrário, ê dicidi: mostra kada kim si lugar, cada Santchu na si pó! E a ala vencida, porém de peso, e que um estratega jamais daria ao luxo de desprezar, que não tinha digerido bem a derrota, viu uma grande oportunidade de fazer finca pé por tudo e por nada.

Nô pera gubernu, nô ansia um governo sim nada ku na sussal, um governo cheio di guintis ku dá dja prova di sê qualidade! Nundé ki governo gora? Pa kada kim julga, ku si consciência! Ami mé, nfala logo pa nô dá nô apoio, pa ka ninguim despreza Botche Candé!

Guintis na n'ghuni-n'ghuni kuma kussas ka sta diritu: Cipriano na ramata té na Angola, DSP ku si mininu bonitu tudu dia na dá entrevistas, Jomav kila nô ká sintil ba; guerra kumssa entre Cipriano ku DSP, bô lembra?

Nô guintis garandis, kumsadu pa nhu Manel, ê sinti tcheru di kussa ku ka sta diritu, ma ê lestu ku disisti di sinta kombersa pa uni ki tris pedra di fugom! Ma tambi, si mininu rissu garganti, garandi tá dixa mundu krial!

Engenheru pa si vez, i na sustenta ki guintis ku kria blog di Koba mal, logo na campanha, i kumssi poder di mídia, i djiru mal; ma na Guiné, som pa bata findji tulu kkkkkk! DSP Fassi pacto ku Deus i ku diabu tudu djuntu, i diskici kuma kada kim tá bim kobra di sêl, hum-hum...

Kombersa na kombersadu, mininus di Domingos Simões Pereira na Koba guintis mal tudu dia... Ê kumsa na Cipriano; kaba ê ka medi nada; tudu guinti ê tá ratcha mal kkkkkkk, ma é tá pagadu pa kila... No meio de tanta palhaçada, Jomav bati vap, nó sunhus tudu Kai... Ma Jomav, bu iara mal, ki governo si bu ka batil ba, Borgonha na dita; Pabia kil ku ê na Fassi ba ka na tchiu, nô kumssi badja manga dêlis! Ou nô pensa mesa redonda i partido, tchiga bu Fassi kuma ku bu misti? FMI mé dá badja sê parecer sobre governo.

Jomav mé bu iara, bu batil má bu ka danu solução mindjor... Mbom ala opressão kumssa; frustração, guintis ku ka kustuma Trabadju di kansera; Nô engenheiro fala kuma: mbom; ami nkana manda, ma nim abô tambi bu ka na manda, povo pa é kumé sê merda; nka mporta si escola ka tem, si hospital ka tene condição, nka mporta nada; ma nim Jomav tambi ka mporta!
Na meio di guerra di homis, anôs koitadi, nô Bida nô ka ossa nim turssi!
Nka pudi fala i djusta, nka pudi fala nada, ameaças na tchubi pa tudu ladu kkk... Djubi ami mmedi bô, mpanta Tô ku nna tirmi kkkkkkkk... Nha Facebook sta vigiado, ma nô na fala êlis kuma: pa é kontinua pantanu, pa ê kontinua sugundi!

Nô tem ku idolatra bô ídolo anôs tudu, antis di bô kobanu na blog! Nó tem ku fala: sim senhora, DSP i Santu, i Fassi tudu certo. I Fassi, ma i rianta bôs di Portugal pa Bissau sim paga bilhete kkkkkkk!
Cada kim ku dá si opinion, i bandidu, i tchamidur, i ladrom, i burru, credi! Nim bô ka lembra aonti, nim bô ka tene consciência!

Mbom, suma kim ku mas kumssi bôs i DSP, nô na ngodal, pa i pidi bôs: pa bô danu permissão pa nô pensa, pa nô papia baixinho, pa nô falal tambi kuma, pa i livra di bôs, bô sussal tudu ku ê bô comportamento! Abôs i mininus formadus, recém-formadus, nô precisa di bô expressão pa leba terra dianti, i ka pa desinforma, pa inventa, pa konta mintida, pa Dana nomi di terra na tudu lado, pa sustenta ê clima di ódio té dentro di família di guintis! Suma abôs i justos, bô perfeito, bô sibi tudu, nta bô admiti kuma: Democracia i assim, kada kim tene si manera di odja kussas, i ka tchiga bô vigianu!
Mbom; aôs i djusta, mmedi dja, mpanta mal!

No meio disso tudu, ntene pena di guineenses, di anôs ku acredita na bôs, ntene pena di nha papé, Kombatenti ku luta pa sintanda bôs nundê ku bô na ronka malcradessa nel sim, kuma bô na pantam, pa mmedi papia! Boka iam! Kkkkkkkkk

Façam melhor, mas cuidado, i na bim tchiga pa kada kim toma si kinhom!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Falar do Acordo de Conacri ignorando a Constituição da República da Guiné-Bissau, é como promover uma ruptura constitucional.

Por, Fernando Casimiro

O alegado consenso político que culminou num fracasso designado (Des) Acordo de Conacri, não tinha razões de ser e por isso não se sustentou.

Consensos políticos não devem sobrepor -se à legalidade.

Se a Guiné-Bissau estivesse numa situação atípica face a uma ruptura constitucional, o diálogo político seria a melhor forma de se promover um consenso político para se viabilizar o retorno à legalidade democrática.

Não é o caso, por isso, ainda que haja uma grave e persistente crise política, institucional e social na Guiné-Bissau, o Estado continua a ser dirigido tendo em conta os poderes e as competências atribuídas aos órgãos de soberania pela Constituição da República.

Que consenso se sustenta do Acordo de Conacri, quando não houve e continua a não haver Boa-Fé das partes em disputa?

Que consenso político com base numa perspectiva democrática, definiu os mecanismos jurídicos, constitucionais e legais, reguladores do Acordo de Conacri ao ponto de, em caso da sua violação, haver uma Entidade jurídica que possa pronunciar-se face a uma solicitação nesse sentido, pelas partes, tal como acontece com a Constituição da República e o pedido de fiscalização da constitucionalidade junto do Supremo Tribunal de Justiça nas vestes de Tribunal Constitucional?

Que salvaguarda legal assiste ao Acordo de Conacri?

O Acordo de Conacri foi perda de tempo; é uma afronta à legalidade democrática e uma clara humilhação para a Guiné-Bissau e para os Guineenses.

Sim ao diálogo e aos consensos, sem contudo, pôr em causa a sustentabilidade da legalidade democrática.

Ao permitir que a Constituição da República da Guiné-Bissau fosse violada de forma flagrante, com a possibilidade de nomeação de um Primeiro-ministro dito de consenso, merecedor da confiança do Presidente da República, os Deputados Guineenses demonstraram não estar ao serviço do Povo e da legalidade; ao propor 3 nomes da sua confiança aos Partidos políticos para o cargo de Primeiro-ministro, o Presidente da República demonstrou não ser o Garante da Constituição da República da Guiné-Bissau.

Foram todos a Conacri, ignorando o órgão de Soberania Supremo Tribunal de Justiça.

Quem pediu parecer jurídico sobre a legalidade de um documento designado Acordo de Conacri?

Quem analisou e debateu os pontos propostos no tal Acordo de Conacri?

Esqueçam o Acordo de Conacri. Falem e exijam, sim, o respeito e o cumprimento da Constituição e das Leis da República da Guiné-Bissau!


Positiva e construtivamente.

A reinserção política na Guiné-Bissau?

Por, Dr. Kabi Na Debé

Durante todo este período de tempo em que o país se encontra paralisado por causa das guerrilhas internas no PAIGC, foram capazes de interiorizar os erros cometidos, as consequências dos actos perpetrados em detrimento dos interesses próprios? Julgo que o partido libertador é único culpado neste jogo. Tivemos um passado infeliz (jovens),carecemos de ter um futuro diferente e a possibilidade e ou oportunidade para proporcionar uma nova vida ao povo da Guiné-Bissau, que bem mereçam. Tal como ocorre nos outros países da sub-região.

De realçar que impedem sobre a nossa geração responsabilidade, necessidade e dever de dar toda a nossa energia positiva para o bem-estar da sociedade., aproveitando todas as oportunidades com vista a reconstruir uma nova e consolidada democracia.

Atendendo a gravidade subjacente destes fatos devemos alertar, sensibilizar e estimular uma política de excelência para a nossa juventude. Isto porque apoiar esta política de terra queimada é contribuir de igual modo para o aumento ou edificação de "BANDIDAGEM ECONÓMICO-POLÍTICA"


É certo que estes "ABUTRES" não aprendem com recorrentes erros, atitudes essas que deveriam ser censuradas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O PAIGC, que vergonha!

Memória curta do povo votante

As últimas eleições demonstraram como é curta a memória do povo. Verdade seja que, desta vez, não terá sido apenas a curta memória, mas também, o desnorte dos que detiveram o poder, e colocaram o eleitor num beco sem saída. Seja como for, não podemos entender que uma crise, cuja génese foi o PAIGC, procure a mesma origem para a sua debelação.

Ou será que o “ clube politico do PAIGC” esta de tal forma organizado e enraizado que apenas quis mudar de directriz em rotação convencional?
“- Para fazer face aos grandes desafios do momento o PAIGC deverá retirar os ensinamentos e as lições que então permitiram uma nova reorientação para a gloriosa Luta Armada de Libertação Nacional, indo buscar novas fontes de energia política, intelectual e militante à Cassacá mas próximas comemorações do 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais;

- Doravante cada responsável de uma estrutura a cada nível da sua responsabilidade deverá ter a capacidade de resolver os problemas locais tendo por base os Estatutos e a militância e quem não tiver ou demonstrar capacidade de liderança deve deixar o lugar para os que demonstram no dia-a-dia da sua activa militância estarem a altura de levar por diante s defesa dos superiores interesses do PAIGC;

- Aguarda enquanto líder do PAIGC uma nova postura da UDEMU após o seu próximo Congresso enquanto organização de massas do partido cujo papel e participação nesta fase de luta que o nosso Partido enfrenta deve-se situar à altura dos pergaminhos e exemplos das mulheres combatentes.

- Em relação à JAAC o exemplo personificado pelo jovem Daniel da Mata deve ser o modelo de participação e dedicação que a organização reserva segura e combativa do PAIGC deve seguir;” - Domingos Simões Pereira
Realmente o que tem acontecido no panorama política guineense leva-nos muitas vezes a pensar se os políticos não estão a imitar os muitos advogados que se irritam com os colegas na barra dos tribunais para sensibilizar o cliente e que, depois, em privado, combinarem a melhor maneira de, como diz o povo, “ fola Baka, na mindjor maneira”.

Só assim se podem entender certos actos para os quais à luz de um recto raciocínio não arranja entendimento! Todavia, e mesmo assim, espanta que o povo guineense, depois dos sucessivos insucessos dos governos do PAIGC em toda a parte e até na sua própria casa, lhe tenha conferido novo mandato, ora falhada.

Se isso não é Algofilia…
 Caminha com mais segurança…. Aquele que preservar o passado com cortina de vidro para ler sem ter de voltar a página. Não será sensato comer à mesa com a permanente lembrança do passado, mas já o será se nele meditarmos de quando em vez, para alicerçar o futuro… e o alicerce é sempre indispensável para o equilíbrio de qualquer construção!

O PAIGC servirá para distribuir (porque isso normalmente não faz suar), mas este pobre povo guineense já distribuiu o que tinha e não tinha, e agora vive a pedir.

Será então que o eleitor quis PAIGC a pedincha?

O pior é que os credores, normalmente, não emprestam ao pedinte que não dê garantias de pagar “ o tal misterioso resgate do Geraldo Martins”, e nos não vamos pagar com poder político falidos, com absentismo e com anarquia do Cipriano cassama na Assembleia Nacional Popular e o comodismo administrativo que isto tudo permitem ao José Mário Vaz. Por isso não acreditamos que possamos continuar a viver de empréstimo ou da generosidade dos outros.

É mister reconquistar a dignidade do povo guineense e regressar ao trabalho com honestidade, e não vemos como quem ajudou e continua ajudar à anarquia tenha capacidade para fazer o contrário.

O povo Guineense, que é pacato e na sua maioria animista, certamente acreditou nas “ mandjiduras”; E nós bem desejávamos que acreditasse a desilusão do PAIGC e seus dirigentes… Só que estas “ mandjiduras” só virão pelo trabalho aceite como obrigação colectiva, e pela capacidade de gestão dos que governam, e nunca fará a sua “ mandjidura” na janela da demagogia do PAIGC.

Para terminar, faça lembrar os dirigentes do PAIGC e os seus satélites partidos, que o futuro se constrói principalmente meditando e eliminando os erros do passado.