sexta-feira, 16 de março de 2018

MULHERES FACILITADORAS DO DIÁLOGO PRETENDEM CRIAR CONSELHO NACIONAL PARA PAZ


As mulheres do extinto grupo de facilitadoras do diálogo pretendem criar para breve o Conselho Nacional das Mulheres para Paz na Guiné-Bissau a semelhança de outros países da sub-região.

A intenção é manifestada esta sexta-feira (16 de Março) pela Fatumata Djau Baldé do grupo que afirma que apesar de todos os trabalhos feitos até aqui ainda há necessidade de continuar para que a Guiné-Bissau conheça dias melhores.

«Pretendemos a criação de um Conselho Nacional das Mulheres para Paz na Guiné-Bissau porque depois da criação do grupo de diálogo (…) constatamos que apesar de todos os trabalhos feitos até aqui e abertura do canal de comunicação entre diferentes instituições que não existia antes da nossa intervenção nesse processo, vimos que ainda não ultrapassamos a crise. Então não ultrapassado a crise, há toda uma necessidade de se continuar a trabalhar para que a Guiné-Bissau conheça dias melhores», reconhece Djau Baldé. 

Por outro lado, sublinhou que as mulheres devem ser envolvidas num quadro mais concertado em que haverá mais participação das mulheres. “ Felizmente a GB não conhece ainda nenhuma crise durante o processo eleitoral. O problema que temos, é a gestão do processo eleitoral. Portanto, estando próximo do processo eleitoral, há toda uma necessidade de se gerir o processo para não voltarmos na situação em que o país se encontra actualmente. Para tudo isso há uma necessidade das mulheres serem envolvidas num quadro legal e mais concertado em que haverá mais mulheres”, sublinha. 

De referir que o conselho nacional das mulheres para paz será lançada no Iº fórum nacional das mulheres para paz e coesão social a ter lugar no próximo dia 25 de Maio.

O designado “Coletivo dos Partidos democráticos” anunciam o fim no diálogo com Presidente da República, José Mário Vaz


O ‘‘Coletivo dos Partidos Democráticos’’ da Guiné-Bissau que congrega 18 formações políticas do país, declinou-se a uma convocatória do Presidente da República, José Mário Vaz (JOMAV), agendada para manhã desta quarta-feira, 14 de Março de 2018. Ainda a partir de hoje, o Coletivo anunciou também que ‘nunca mais’ participará nos encontros promovidos pelo Chefe do Estado.

A posição do Coletivo dos Partidos Democráticos foi tornada pública hoje, numa conferência de imprensa promovida pelas 18 formações políticas, tendo como palco central o salão nobre ‘Amílcar Cabral’, na sede nacional do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que estava composto pelos militantes e simpatizantes dos partidos afetos ao coletivo.

De acordo com a convocatória presidencial, consultada pela redação do jornal ‘O Democrata’, a reunião com o Chefe de Estado, tinha como objetivo principal, encontrar uma solução para o impasse, relativamente à formação do Governo liderado por Artur Silva.

Como alternativa Semedo convidou, JOMAV a devolver a voz ao povo, através da realização das eleições legislativas.

Presidente do Partido da Unidade Nacional (PUN), Idrissa Djaló sublinha que o país está a entrar na fase final desta luta, alertando, também que a luta chega a parte mais perigosa.

Djaló assegura que os partidos democráticos não querem ser cúmplices do Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, na destruição do país. Acusou ainda o Presidente da República de querer apenas concentrar em si, todos os poderes.

Considera ainda que José Mário Vaz constitui um perigo individual e coletivo para todos os cidadãos guineenses.

Idrissa Djaló adverte que a dissolução da ANP, como sendo uma fuga em frente e, não uma solução à crise. Convidou todos os guineenses a pensarem sobre as suas responsabilidades perante uma situação desta.

“Nós que estamos aqui, nunca vamos aceitar que José Mário Vaz estrague esta terra, mesmo que isso custasse as nossas vidas. Vamos elaborar as nossas estratégias e vamos derrotar o JOMAV”, avisa Idrissa Djaló.

PR José Mário Vaz diz que é o “momento adequado” para investir no país


O Presidente guineense, José Mário Vaz, disse hoje que este é o “momento” para investir no país, que descreveu como “aberto” e “seguro”, sublinhando que está na hora de mudar a Guiné-Bissau.


“A Guiné-Bissau é hoje um país aberto, seguro e determinado para receber investimentos. Para quem ainda não se deu conta, estamos precisamente no ponto exato em que o momento é adequado para a opção de investir na Guiné-Bissau”, afirmou José Mário Vaz.

O Presidente falava no Complexo Agro Industrial de Cumeré, 40 quilómetros a norte de Bissau, que visitou acompanhado de investidores e de diretores-gerais dos bancos comerciais da Guiné-Bissau.

Segundo o chefe de Estado, a opção de investimento é uma escolha racional devido às “oportunidades bem reais e diversificadas”.

Vítor Pereira do PRS afirma que sanções da CEDEAO foram “encomendadas” pelo PAIGC


O porta-voz do Partido de Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau, Vítor Pereira, disse quinta-feira que as sanções impostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a 19 guineenses foram “encomendadas” pelo PAIGC.

“As sanções foram encomendadas daqui nós soubemos isso, e uma leitura, ainda que ligeira, do comunicado da ANP (Assembleia Nacional Popular) de quarta-feira é mais uma prova de que a lista nominal foi feita cá”, afirmou Vítor Pereira.

A ANP emitiu na quarta-feira um comunicado no qual apela ao cumprimento do Acordo de Conakry para o parlamento se reuniu e eleger a direcção da Comissão Nacional de Eleições, fundamental para organizar as legislativas previstas para este.

Questionado pelos jornalistas sobre quem encomendou as sanções, o porta-voz do PRS respondeu: “O PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde)”.

“Neste aspecto, a CEDEAO foi manipulada. Quando lá fomos falar com a CEDEAO nem sabiam quem eram as pessoas. E eram 20 nomes, não eram seis, eram 20 nomes do PRS. Não sabiam quem era quem. As pessoas até hoje não foram notificadas sobre as sanções”, salientou.

Artur Silva anuncia novas orientações para missões ao estrangeiro


O primeiro-ministro Artur Silva, anunciou quarta-feira em comunicado as condições em que membros do governo cessante poderão efectuar missões de serviço ao estrangeiro.

Segundo o comunicado enviado a ANG, a representação da Guiné-Bissau em eventos internacionais no exterior vai passar a ser feita pelos embaixadores, sempre que houver representação diplomática local.

“Quando e sempre que o evento internacional decorra num país fora do quadro mencionado, a deslocação do membro do governo cessante poderá ser autorizada pelo primeiro-ministro com a emissão de um mandato com plenos poderes a seu favor”, acrescenta o comunicado.

O primeiro-ministro guineense tomou posse a 31 de Janeiro, mas ainda não formou o seu governo. Os atuais membros do governo guineense estão demissionários e apenas com funções de gestão corrente dos assuntos do Estado.

“PRS só integra governo onde haja consenso sobre determinado nome”, diz porta-voz do partido


O Partido de Renovação Social da Guiné-Bissau só vai integrar um Governo onde haja um consenso sobre determinado nome, afirmou hoje o porta-voz do partido, Vítor Pereira.

O porta-voz falava aos jornalistas no final da primeira sessão da comissão política nacional do partido, que decorreu numa unidade hoteleira em Bissau.

«A Comissão Política quer que o PRS integre um Governo apenas onde haja um consenso sobre determinado nome», disse Vítor Pereira aos jornalistas no final do encontro.

Questionado sobre se o nome era Artur Silva, Vítor Pereira repetiu «sobre um determinado nome».

Artur Silva foi nomeado no final de janeiro primeiro-ministro da Guiné-Bissau, mas mais de 40 dias depois da sua nomeação ainda não foi anunciado o novo Governo.

Na quarta-feira, o Presidente guineense, José Mário Vaz, esteve reunido com a comunidade internacional, mulheres facilitadoras, sociedade civil, entidades religiosas, PRS e grupo dos deputados dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), mas o encontro foi inconclusivo.

«Ontem [quarta-feira] tivemos uma reunião com o senhor Presidente da República (...) e voltou a pôr-se a questão de um primeiro-ministro de consenso. As pessoas recuaram todas para procurarmos os consensos possíveis para terça-feira», disse, referindo-se a novo encontro de auscultação convocado pelo Presidente José Mário Vaz.

Sobre a possibilidade de o PRS apresentar o nome, Vítor Pereira disse que o partido «alinhará num nome consensual».

«O PRS neste processo foi muito mal compreendido, mas não baixará os braços. Para não criar vazios de poder, o PRS neste processo funciona como facilitador, para que o poder não vá à rua», salientou.

Em relação a uma possível aliança com o grupo dos deputados dissidentes do PAIGC, denominado grupo dos 15, o porta-voz do partido disse que «estará eventualmente em cima da mesa e que não deixaria de ser natural».

«É natural que hoje às portas das eleições estejamos mutuamente interessados em procurar consensos», disse//Lusa

Lançada em Bissau a Fundação Koumba Yalá

“FUNKOIA” é o nome dado a fundação “Koumba Yala que foi quinta-feira lançada e que visa apoiar as camadas sociais mais vulneráveis da Guiné-Bissau.

A Presidente da comissão organizadora do anúncio público, Joana Cobdé Nhanca disse que o falecido Koumba Yalá tinha sempre a ambição de apoiar as camadas mais vulneráveis da sociedade guineense.

“Devido a ambição que Koumba Yala tinha, familiares e seguidores acharam por bem honrar a sua memória”, explicou Joana Cobdé que considera o momento de um dia de reflexão sobre a vida e obra de Koumba Yalá.

Por sua vez, o padrinho da fundação, Fodé Mané disse que a vida e obra de Koumba Yala foi caracterizada pela humildade e simplicidade.

Mané disse que a fundação vai acrescentar o que aquele político teria feito para a Guiné-Bissau se estivesse de vida, tendo sublinhado que o Koumba foi um homem que deu a sua contribuição para o beneficio da sociedade guineense.

“Contudo, devido várias ilicitudes políticas não foi possível a realização de alguns dos seus sonhos, mas com essa fundação muitos dos seus desejos vão se concretizar”, afirmou a madrinha da fundação, Anabela Cabral.

Koumba Yalá faleceu em Abril de 2014 e foi o líder fundador do Partido da Renovação Social (PRS), Presidente da República da Guiné-Bissau de 1999 à 2003. Em 2014 decidiu sair do PRS para apoiar o candidato independente Nuno Gomes Nabiam, tendo morrido me plena campanha eleitoral.