sábado, 29 de setembro de 2018

PRIMEIRO-MINISTRO E SEU PARTIDO PAIGC, GOVERNAR É NÃO DIVERTIR PESSOAS, É ASSUMIR RESPONSABILIDADE!

...avançam com o cadáver de esperança às costas. Que perigo!

Todos os indicadores apontam, sem sombra de dúvida, a impossibilidade de realização de eleições legislativas na data prevista dia 18 de Novembro. O principal responsável deste falhanço é o próprio Primeiro-Ministro, Aristides Gomes, que, ao longo de cinco meses de exercício não foi capaz de dar um impulso ao processo de preparação às eleições, sua missão principal.

Ao invés de dinamismo e pragmatismo, o Primeiro-Ministro tem sido demasiado evasivo para com o processo ao ponto de deixar pairar a sombra de suspeições quanto à sua agenda pessoal a meio caminho. Começa-se o recenseamento “oficialmente” no dia 23 de Agosto sem recensear nenhum eleitor, coloca-se um kit em cada círculo eleitoral e acredita-se que a esse ritmo se vai realizar eleições na data! Brincadeira tem limites!

Hoje, a incerteza generalizada associada à acumulada desconfiança entre diferentes actores políticos, até no seio da população, ansiosa de ver concluído o fatídico cíclico de ingovernabilidade há várias décadas, é o resultado de liderança leviana do chefe do executivo!

As acções deste governo e a liderança do seu líder, deixam muito a desejar. A patente descoordenação no seio da equipa governamental na gestão do processo eleitoral é inquietante. É urgente corrigir “o tiro” antes que seja tarde. O incompreensível é a tentativa de desvirtuar a tradição de organização de eleições na Guiné-Bissau desde 1994. Cumpre-se lembrar que a Lei Eleitoral incumbe à Comissão Nacional de Eleições (CNE) a responsabilidade primária de condução do processo eleitoral.

O Gabinete de Apoio Técnico ao Processo Eleitoral (GTAPE) é um mero instrumento de assistência técnica do processo cujas acções devem ser monitoradas pela CNE. Infelizmente, esse princípio é hoje posto ao “chão de amadorismo” por este governo em nome de calculismos e agendas inconfessas susceptíveis de conduzir o país à periferia do “desconhecido”. O protagonismo atribuído ao GTAPE, embora sem resultados palpáveis, mina de que maneira o clima de confiança na gestão num processo eleitoral.

Ao longo do processo, o GTAPE fez perceber a opinião pública nacional e internacional sobre a inoperacionalidade dos “kits” utilizados nos escrutínios de 2014. Essa realidade não corresponde minimamente a verdade, pois o chefe da missão da assistência eleitoral confirmou na semana passada a operacionalidade de uma boa parte dos materiais. Autêntica brincadeira que traduz mal a irresponsabilidade do homem guineense perante coisas sérias. O guineense há muito que deixou de ter a vergonha na cara, de defender a honra e a dignidade mesmo que seja a custa da própria vida.

Pior de tudo, é que perante o impasse reinante, o Primeiro-Ministro tem pautado por discursos de “meio gaz”, declarações vazias que deixam os cidadãos desorientados e perplexos.

A tendência perigosa deve ser invertida e é urgente que o chefe do governo pare com esquemas de diversão e assuma plenamente a sua responsabilidade perante à Nação antes que seja tarde. Certo, os problemas da Guiné-Bissau não se resolverão com as eleições, mas elas podem constituir uma oportunidade para provocar a mudança, na condição que haja uma real vontade. // Odemocrata

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Braima Camará e Nuno Nabian pedem a PR guineense demissão do primeiro-ministro


Os dirigentes partidários guineenses Braima Camará e Nuno Nabian exigiram hoje ao Presidente do país que demita o primeiro-ministro, Aristides Gomes, a quem acusam de incapacidade para organizar eleições legislativas "com transparência".

S e ele não sair, vamos organizar marchas até que o Presidente o demita", declarou Nuno Nabian, presidente da APU-PDGB (Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau), durante uma conferência de imprensa, que decorreu ao final da tarde em Bissau.

Braima Camará, líder do Madem (Movimento da Alternância Democrática, partido recém-criado por dirigentes e militantes saídos do PAIGC), disse que o primeiro-ministro está a "forjar a realizações de eleições da forma como o tem feito" para "tirar dividendos políticos".

"Aristides Gomes quer ser o candidato do PAIGC nas eleições presidenciais", que devem ter lugar no próximo ano, defendeu Braima Camará.

O líder da APU-PDGB, partido que até recentemente estava alinhado com o PAIGC (vencedor das legislativas de 2014), observou que Aristides Gomes quer realizar eleições "à pressa no dia 18 de novembro, mesmo sabendo que tal não será possível".

"Organizar eleições no dia 18 de novembro é favorecer os partidos grandes, sobretudo o PAIGC", sublinhou Nuno Nabian, que fez questão de frisar estar do lado dos partidos que "reclamam pela verdade eleitoral e o cumprimento das leis" da Guiné-Bissau.

O dirigente da APU-PDGB exortou a comunidade internacional "a não se imiscuir nos assuntos internos" do país, observando que a Guiné-Bissau "tem leis que devem ser respeitadas".

A conferência de imprensa, realizada num espaço de diversão juvenil de Bissau, contou com as presenças de vários dirigentes partidários, nomeadamente os antigos ministros Botche Candé e Victor Mandinga.

O recenseamento eleitoral para as eleições legislativas, que a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental) quer que sejam realizadas "sem falta no dia 18 de novembro", começou hoje.

Os primeiros guineenses a fazer o recenseamento foram o Presidente do país, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Acordo de Lomé e os seus impossíveis: quem dará mão à palmatória?

Uma aliança pode ser realizada em diversos âmbitos: militar, comercial, político, dentre outros. Normalmente, uma aliança combina elementos de diversos destes âmbitos, podendo haver preponderância de um deles.


Alguns passos são costumeiramente seguidos em alianças. Em primeiro lugar, uma aliança tem uma fase prévia de estudos e negociações, em que cada parte procura obter as melhores condições. Chegando-se a um denominador comum, realiza-se uma formalização do acordo atingido. - WIKIPEDIA

Por, Ussumane Grifom Camará

Hoje infelizmente, ao abrigo do número 2 do artigo 130 da Lei Eleitoral 03/98, cai por terra o último resquício "vivo" do insustentável Acordo de Lomé, a realização das eleições legislativas à 18 de Novembro; uma adenda morta do (des)acordo de Conacri que despreza a nossa conjuntura sociopolítica e nos forja, talvez cegamente, a uma investida inviável tanto pela cronologia da sua aplicação como pela exequibilidade na resolução definitiva das cíclicas crise que a Guiné-Bissau tem vivida consequências da incapacidade política dos nossos dirigentes e agentes políticos e partidários. A lei prevê claramente que o timing limite para a entrega, no STJ, das candidaturas aos cargos de deputados é de 60 dias antes das eleições.

Entretanto, devo lembrar que entre outros assuntos o Acordo de Lomé prévia a revisão Constitucional, as reformas administrativas e nos setores da defesa e segurança e a reintegração do G15 e partindo do princípio de que só a formação de um governo inclusivo (um dos pontos) foi observada pode-se concluir, em termos genéricos, a nulidade do Acordo.

Porém essa falha coletiva motivada pela falta de vontade das entidades responsáveis pela execução desse ponto - a realização das eleições - e do desconhecimento total da nossa realidade da parte da comunidade internacional só pode nos convidar uma reflexão: eleições à feita pressa, que soluções? Na verdade, não é nova essa questão, há quase três anos - desde que se vem pronunciar na necessidade duma eleição antecipada - é que vim fazendo esse exercício partindo da lógica de que já foram oito ciclos eleitorais em vinte anos (1994 - 2014) e nenhuma dessas eleições serviram de ponte para a estabilização nacional e quiçá do arranque ao progresso. Ainda não nos passa pela cabeça que enquanto teimamos a adiar os trabalhos de casa nenhuma investida às urnas serão soluções para o nosso problema! Nenhuma.

Outrossim, sendo o cumprimento da data 18 de novembro a missão principal deste governo e agora que pela legalidade fracassou, o que esperamos dele? Quais saída vão nos apresentar? Voltaremos de novo à Lomé? Ou nos faremos de surdos tocando a bola para frente numa afronta às leis abrindo mais outros precedentes aos atropelos constantes das leis? Nô utani. Essa Guiné-Bissau é na verdade um djongagu pesado para as nossas cabeças! Só pode. E agora, quem dará mão à palmatória?


SETEMBRO - DE VITORIOSO A CRIMINOSO


Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos

Por, Dr. Jorge Herbert

“O intelectual colonizado que quer fazer uma obra autêntica deve saber que a verdade nacional é, primeiramente, a realidade nacional.” Frantz Fanon

Em 1956, Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Elisée Turpin, Rafael Barbosa e outros companheiros, despidos de qualquer protagonismo, ou melhor, imbuídos do espírito altruísta e revolucionário, construído por uma elevada consciência cívica e nacionalista, fundaram aquilo que viria ser de denominado de Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde PAIGC, um movimento que pretendia chamar atenção ao mundo para a repressão colonial nos territórios da Guiné e Cabo-Verde e, dessa forma, pressionar o estado português a negociar a independência desses países.

O próprio Estado colonial português não deu relevância a esse movimento que tinha como património, apenas a consciência nacionalista dos seus membros fundadores. O massacre de Pindjiguiti, três anos após a formação do PAIGC, veio dar razões à população para se aglutinarem em torno desse movimento e da sua causa, o que fez chegar os primeiros apoios externos do mundo revolucionário comunista e declarou-se a guerra contra o colonialismo português em 1963.

Com os devidos apoios, o PAIGC conduziu a luta de libertação nacional nem sempre de forma coesa e consistente, porque, em qualquer aglomerado de homens com motivações e interesses próprios, as opções da chefia, algumas até repressivas e de exclusão, começaram a ser questionadas e começaram a surgir resistências e conflitos no seio do partido, por parte dos mais descontentes. Esses conflitos e desconfortos dentro do partido foram crescendo de frequência e gravidade e difundindo-se progressivamente pelas várias frentes da luta, através de calúnias, difamações e traições, também aproveitados pelo inimigo colonial, até ao seu ponto mais alto, que foi a decapitação do próprio partido, com a eliminação física do seu líder Amílcar Cabral e detenção da segunda figura (Aristides Pereira) e outros altos dirigentes do partido, estes tendo sido libertados horas depois.

Essa decapitação veio agravar a divisão no seio do partido, intensificando a luta pela sobrevivência dentro do partido, com alianças de ocasião com várias motivações, acentuando mais as intrigas e calúnias que foi enfraquecendo o partido, que mesmo assim, pelo sentimento de revolta da maioria dos militantes do partido pelo assassinato de Cabral, conseguiu concretizar o objetivo principal, que foi conduzir a luta armada até a independência da Guiné e Cabo-Verde. Na sua tentativa de reestruturação, o PAIGC beneficiou da queda do Estado Novo em Portugal e o novo poder português viu-se forçado a negociar com o PAIGC a independência da Guiné e Cabo-Verde.

Cabral dizia que o exército do PAIGC não era composto por militares, mas sim por militantes armados que, após conseguir a independência, voltariam para as suas profissões, ou seja lavrar os campos, já que a maioria que aderiram à força militarizada do PAIGC eram camponeses. Cabral, na preparação de consciências, sempre insistiu num plano com dois programas, o mínimo e o maior. Consciente da complexidade do dirigismo de um país e do respetivo Estado, denominou como programa maior a reestruturação do Estado e o assegurar do desenvolvimento socioeconómico do país e, apesar de ter provocado maior sacrifício físico e dor da perda de combatentes tombados, demonstrou sempre que a luta armada era o programa mínimo.

Cabral sempre receou que as novas elites nacionais se transformassem em novos colonizadores, aproveitando-se da parca formação do povo, para o oprimir e explorar. Por isso, sempre fez a ênfase de que os dois programas (mínimo e maior) só faziam sentido se fossem do povo e para o povo. Defendeu a ideia da condução da luta do campo para a cidade, para que o “encontro de Ensalma” fosse um verdadeiro encontro entre classes, que poderia elevar o sentimento de africanidade dos novos líderes e fazê-los perder o sentimento de superioridade ou de poder e por outro lado, fazer sentir a classe camponesa, trabalhadora e participante ativa na luta de libertação, a sua importância na libertação do país.

Cabral questionado sobre para quê a independência, respondeu que a independência seria para nós, em primeiro lugar, para sermos nós próprios. Para sermos homens africanos, com tudo o que nos caracteriza, mas caminhando para uma vida melhor, e que nos identifique, cada vez mais com os outros homens no mundo.

Declarada a independência nacional, os “N’bai luta” esqueceram todas as orientações de Cabral, passaram por cima do encontro de Ensalma e resolveram cobrar ao país e o seu povo um preço muito alto pelos seus empenhos na luta armada. Chamaram a eles, aos seus familiares e amigos, todos os direitos e mais algum. Para conseguirem manter essas regalias oprimiram o povo, provocaram a degradação social e do Estado, mantendo o povo desinformado e no obscurantismo. O povo, mergulhado no obscurantismo a que foi remetido, foi assistindo as disputas internas dentro do partido, ora aplaudindo uns, ora odiando e insultando outros. E, tornando-se cada vez mais uma prática comum no partido, com alguma extensão à sociedade, o PAIGC foi aperfeiçoando a cultura do amiguismo, do compadrio, da calúnia, da difamação e da eliminação física dos adversários políticos, militares e civis. Cada vez mais despido da moral pública e da sua responsabilidade histórica, o PAIGC acostumado ao poder e ao bem-estar que este proporciona a todo seu clã, foi se distanciando cada vez mais dos valores que Cabral transmitiu nos seus ensinamentos, distanciando-se também do sofrido povo, foi transformando-se na organização mais criminosa que a Guiné-Bissau alguma vez conheceu, em que a perícia em apoderar-se dos bens públicos, viver folgadamente do que é do Estado, assassinar ou orquestrar o assassinato dos adversários, com base em intrigas e calúnias, tornou-se no “modus operandi” constante nas primeiras páginas do manual de sobrevivência no topo da hierarquia dessa organização criminosa.

Com o país a ser dirigido por mais de quatro décadas, por um punhado de criminosos, foi inevitável que a epidemia da pobreza agrassasse a população, que as infraestruturas do país se degradassem, que se assistisse a degradação social com aumento do fosso entre aqueles que têm acesso à riqueza controlada pelos criminosos que vão ciclicamente alternando na representação do Estado e aqueles que fazem parte do povo que tem que fazer ginásticas para sobreviver de forma condigna.

Viver de forma condigna, com famílias estruturadas, foi um dos pilares de uma sociedade estruturada que o PAIGC destruiu, sem qualquer pingo de moralidade, com o aumento do fosso entre os ladrões do Estado e aqueles que querem viver de forma condigna, ou aqueles que não conseguiram aceder ao circuito do desvio dos fundos.

O PAIGC que sempre se confundiu (e insiste em continuar a confundir-se) com o Estado guineense, transformou o salário de um funcionário público, por conseguinte chefe de família, numa miragem, ao ponto de alguns dos seus líderes acharem que pagar os salários da função pública a tempo e horas é um grande feito político e uma grande obra, como se os direitos dos trabalhadores fosse uma lenda referente às outras sociedades e outros povos, que não o povo trabalhador guineense!

Com a ausência ou presença muito intermitente do salário do trabalhador e chefe de família, o PAIGC provocou a perda da autoridade marital e paternal do chefe da família, estimulando os filhos rapazes a procurarem esquemas de sobrevivência nas ruas de uma cidade cada vez mais empobrecida e degradada. As filhas raparigas fizeram a opção forçada (passe a contradição) de se prostituírem desde muito novas, com pomposas denominações, inicialmente de “subdezassetes” e hoje de “Catorzinhas”, que só a ignorância e um requinte de malvadez consegue fazer homens maduros deliciarem-se no abuso dessas coitadas que entregam as suas intimidades aos prazeres dos malvados tarados, para conseguirem uma refeição, um vestido, um relógio, uma extensão no cabelo ou apenas e só colares ou pulseiras! As mães de família, com a intermitência cada vez mais prolongada do salário dos chefes de família, começaram a ter de “pular a cerca” para conseguirem manter alguma segurança e conforto pessoal, dos seus filhos e das suas famílias, “empurradas”, por uns criminosos que se dizem representantes do Estado, para a degradação do matrimónio e à descarada falta de respeito ao chefe de família, que sem recursos financeiros não tem como competir, muito menos defender-se. Foi a intermitência do salário transformado na “intermitência da morte” que Saramago retratou numa das suas obras, mas neste caso dos chefes de família guineenses!

Essa destruturação social, por consequência, levou à degradação de todos outros pilares da sociedade, para além da família. No ensino, o professor que não recebe salário a tempo e horas, não pode estar motivado para ensinar, nem tão pouco para se atualizar na sua área profissional. Na justiça, o Juiz que não recebe salário para além de não estar motivado para o exercício imparcial da sua profissão, vendendo as suas sentenças para sobreviver com alguma dignidade. O médico que não recebe o seu salário, a carência financeira fez-lhe esquecer quem foi Hipócrates e que juramento fez, condicionando a vida e a saúde dos seus utentes ao que estes podem aportar-lhe em termos monetários e de outros bens.

Fico apenas por esses escassos exemplos profissionais, para não alongar mais, que este texto já vai longo e ainda falta muito por dizer, sobre as quatro décadas e meia de independência geridas pela organização mais criminosa que a Guiné-Bissau alguma vez conheceu – o PAIGC.

Toda essa degradação do Estado e da sociedade, interessou apenas e só ao punhado de criminosos que assaltaram o aparelho do Estado, após terem desalojado o colonialismo português, motivo pelo qual até se matam entre eles para a sobrevivência no cume do partido, que é a forma mais fácil e rápida de deitar a mão à uma fatia do erário público. Para esses criminosos, matar é pouco para poder construir uma grande casa de gostos arquitetónicos duvidosos, ter um bom carro com ar condicionado, visitar o leito de várias mulheres, de catorzinhas às casadas e, ainda, conseguir manter o povo no obscurantismo e na miséria, para continuar a admirar os seus mais básicos instintos de “matchundadi”. Até tornou-se mito e diz-se por aí de boca cheia, de que quem for contra o PAIGC, cai na desgraça. O que demonstra o poder e o domínio que esse partido criminoso sempre teve sobre o martirizado povo, importando-se pouco ou nada com o desenvolvimento do país e o bem-estar do povo, sendo este a principal motivação que levou Cabral e tantos outros a entregarem as suas próprias vidas.

Os conflitos dentro do PAIGC, entre os tais militantes militarizados de que Cabral falava, transbordou de forma grave para a sociedade, com o instalar da guerra de junho de 1998, de que o país até hoje ainda lida com as suas sequelas.

Por causa dos criminosos do PAIGC, a Guiné-Bissau consegue ter dos índices de desenvolvimento mais vergonhoso do mundo! Mesmo perante evidência dessa vergonha mundial, no seu profundo autismo ou exacerbado chico-espertismo, o PAIGC continua a insistir ser o único partido capaz de conduzir os destinos da Guiné-Bissau!

Deixo aqui dez índices de 2016 (fonte www.indexmundi.com), que provam a miséria em que os criminosos que dizem terem libertado a Guiné-Bissau remeteram o país:

1. Entre os 225 países do mundo, a Guiné-Bissau ocupa o vergonhoso 6º lugar dos países com maior taxa de mortalidade anual (14,1 mortes/1.000 habitantes).

2. Quanto à taxa de mortalidade infantil, a Guiné-Bissau ocupa a vergonhosa 4ª posição dos países em que morrem mais nados mortos (87,5 mortes/1.000 nascimentos).

3. A Guiné-Bissau é o penúltimo país no Ranking da expetativa de vida ao nascimento (51 anos), ocupando a posição 222 dos 223 países avaliados, sendo o último lugar ocupado pelo Chade. Quer dizer, que uma criança nascida na Guiné-Bissau, permanecendo no país, em média vive até os 51 anos. Apenas a título de exemplo, Cabo Verde, que cedo se libertou do PAIGC, ocupa o lugar 148, com a expetativa de vida à nascença de 72,4 anos, enquanto Portugal ocupa a posição 47º, com 79,4 anos.

4. Nos 162 países avaliados, a Guiné-Bissau ocupa a vergonhosa posição 143 da taxa de alfabetização, tendo apenas 59,9% da sua população alfabetizada.

5. Dos 181 países avaliados, ocupamos o triste 18º lugar na taxa de mortalidade materna, com a morte de 549 mulheres por cada 100 mil nascimentos!

6. A Guiné-Bissau é dos países do mundo que menos produz, com PIB de 3,07 biliões de dólar/anual, ocupando a posição 187 dos 227 países avaliados. Mesmo com o PIB atual, bem gerido, podíamos estar melhor, em relação à outros índices de desenvolvimento humano.

7. Ocupamos o horrendo 7º lugar dos países com percentagem da população abaixo do limiar da pobreza. 67% da população guineense vive abaixo do limiar da pobreza!

8. Quando falamos da densidade de médicos, a Guiné-Bissau tem 0,08 médicos por cada 1.000 habitantes! Ocupa o lugar 164 dos 182 países avaliados! AH GUINÉ!

9. A nossa Guiné-Bissau dispõe de uma cama hospitalar por cada 1.000 habitantes! Ocupa a posição 148 dos 182 países referenciados! AH SISTEMA DE BOÉ!

10. A taxa de incidência de VIH/SIDA na população adulta é de 3.1%, ocupando a triste 20ª posição entre os 131 países analisados!

Se em 44 anos de vida como país independente, o partido libertador foi transformado em partido criminoso e opressor do povo, a pergunta que surge, é como esses criminosos conseguiram sobreviver sem uma revolta popular que os arrede da mama do Estado?

O motivo dessa manutenção do PAIGC sempre no poder ou exercendo uma enorme força de bloqueio aos que lá chegaram, está implícito no texto anterior.

O PAIGC não perde oportunidade de fazer valer o ditado de que quem se mete com eles desgraça-se. Ora por via direta do espancamento ou de assassinatos, ora por via da perseguição muitas das vezes com perda de emprego, outras ainda pela via da intriga, calúnias e difamações. Este último método, aparentemente é o mais usado nos últimos tempos, com o uso e abuso da possibilidade de propagação das informações falsas por via das redes sociais.

Sendo o PAIGC quem controlou o Estado nos últimos 44 anos, tiveram a facilidade de remeter para a desgraça profissional qualquer indivíduo que se lhes opusesse, criar carência dos produtos mais básicos no seu lar, oferecer alternativas financeiras às respetivas esposas e/ou filhas, em troca de prazeres sexuais, que posteriormente serão publicamente usados, sem qualquer pejo, para dar o “K.O. social” ao chefe de família que ousou enfrentá-los e afrontá-los. Pelo que, quem na sociedade guineense ousar enfrentar o PAIGC, corre sérios riscos de ser remetido para a miséria humana. Aquele a quem não conseguem meter debaixo das suas patas, pelas técnicas que acabei de referir, são espancados até à desfiguração ou alguma deficiência física provocada. Outros como eu, que se encontram quase inalcançáveis pelas suas técnicas de opressão, investem no insulto e difamação pública através das redes sociais, com a multiplicação de perfis falsos e com o devido conhecimento do líder do partido Domingos Simões Pereira.

E o povo, maioritariamente analfabeta e mantido intencionalmente no obscurantismo, aprendeu a temer o confronto com esse monstro que ontem foi o seu exemplar libertador e hoje tornou-se no seu carrasco! Até o Presidente da República José Mário Vaz, eleito pelo povo com o apoio do PAIGC, não foi poupado pelas técnicas baixas e mórbidas desse partido, quando resolveu colocar-se do lado do povo e enfrentar os hábitos nocivos instalados no seio do partido. Insultar e caluniar o Presidente da república tornou-se quase num modo de diversão pública criado e instigado pelos apoiantes do PAIGC!

Para além dessas técnicas, acima descritas, o PAIGC teve a felicidade de ter tido um líder fundador de dimensão internacional, respeitado dentro e fora do país, mesmo a título póstumo. Então, Amílcar Cabral e as suas ideias e ideologias dirigidas ao bem-estar do povo, ainda hoje é aproveitado até à exaustão pelo partido atualmente criminoso, como mote para iludir o povo, que continua ansioso a espera da reinvenção de um novo Cabral, surgido no seio do PAIGC.

Esse povo, sedento de um novo Cabral, salvador da pátria, vai aceitando e agarrando-se aos promissores líderes inventados e reinventados pelo PAIGC, com similitudes com Cabral, antes na bravura guerreira de Nino Vieira, no charme e pacifismo de Malam Bacai Sanhá e agora com a similitude de DSP, no que concerne à inteligência por ele ainda não convincentemente demonstrada.

Domingos Simões Pereira surge como se nunca pertenceu à esta organização criminosa, nunca foi Ministro indigitado por ela, nunca usufruiu dos desmandos desse partido, vindo de uma outra galáxia luso-caboverdeana, enfeitado de títulos académicos e outros, conquistados nas terras lusas que deve importar ao povo guineense saber como, personificando a imagem de Cabral que veio para salvar o país e o seu povo, sem dizer ao próprio povo o que terão de retribuir aos outros povos da galáxia de onde veio…Domingos Simões Pereira é membro do PAIGC desde muito novo, usufruiu de todos os desmandos do PAIGC, chegando a ser Ministro por duas vezes pelas mãos desse parido e, nunca se ouviu a sua voz a criticar ou enfrentar todos os desmandos e a opressão a que o seu partido submeteu ao povo guineense e, agora surge como uma nova figura que quer reinventar o partido e a sociedade guineense!

Quando vejo elementos do atual PAIGC a lutar para provocar a todo o custo a descida do preço da castanha de cajú, apenas e só porque foi o Presidente da República, o adversário mais direto a abater, com evidente prejuízo dos agricultores, lembro-me mais uma vez da verdadeira dimensão de Cabral e de quão mesquinho se tornou o partido que ele fundou! Segundo o próprio Cabral:

“Nunca mobilizamos as pessoas com base na luta contra o colonialismo. Isso não dava nada. Falar da luta contra o imperialismo não dava entre nós. Em vez disso, falávamos uma linguagem direta e acessível a todos (...) já pagaste os teus impostos? Quanto ganhas com a tua mancarra? Já pensaste o que lucras com a tua mancarra? E o trabalho que ela custou à tua família?”

Se o PAIGC não quiser assumir de forma pacífica o seu lugar na história e a sua responsabilidade moral de partido libertador, continuando a amordaçar o povo para mantê-lo no obscurantismo, o próprio povo terá de destruir o monstro para poder construir o país.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Alberto Nambeia: “Qualquer guerra política é melhor que as guerras armadas”

Líder do segundo maior partido da Guiné, Alberto Nambeia, pede ajuda de Portugal para fiscalizar o processo eleitoral. Em entrevista ao Observador diz que "ninguém quer voltar aos tempos do sangue".


A Guiné-Bissau tem eleições marcadas para 18 de novembro, mas o segundo maior partido — que está no Governo com o PAIGC — denuncia que ainda nada foi feito para que o processo eleitoral se possa iniciar com normalidade. Uma delegação do Partido da Renovação Social (PRS), que incluiu o presidente Alberto Nambeia, deslocou-se no último fim-de-semana a Lisboa para pedir a ajuda de Portugal na fiscalização do processo eleitoral. O PRS tem dúvidas de que o processo seja transparente e até de que as eleições aconteçam. Ao mesmo tempo que a cúpula do segundo maior partido se deslocava para Lisboa, o primeiro-ministro Aristides Gomes, garantia na sede da ONU que as eleições não estão em risco, embora admita atrasos no processo eleitoral.

Numa pequena entrevista ao Observador, o líder do PRS, Alberto Nambeia, diz que quer acreditar no primeiro-ministro, mas adverte que “as eleições não se realizam sozinhas nem por mera manifestação de intenções“. Denuncia, por exemplo, que os partidos ainda não tiveram acesso a financiamento que permita iniciar a campanha eleitoral, bem como a existência de várias falhas no recenseamento. O líder do PRS diz que a “ajuda técnica e de organização” de Portugal “é essencial” para que tudo corra com normalidade. Por escrito, o líder do PRS respondeu, assim, a algumas questões do Observador sobre o processo eleitoral e disse voltar a estar disponível para integrar um governo com o PAIGC, embora lamente a instabilidade interna do maior partido guineense.

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, garantiu na sexta-feira numa entrevista à Lusa na sede da ONU, que as eleições se realizam no dia 18 de novembro. O PRS esteve desconfiado que não ia haver eleições. Agora já acreditam que vai mesmo haver eleições nesse dia?

Queremos acreditar no primeiro-ministro, mas as eleições não se realizam sozinhas nem por mera manifestação de intenções. Neste momento, assistimos a uma falta da disponibilização dos fundos para o processo eleitoral, não convocação dos partidos políticos e organizações da sociedade civil para fazer ponto de situação da campanha de educação cívica e o não envolvimento da sociedade civil na organização e operacionalidade da educação cívica.

De que forma Portugal pode ajudar a tornar as eleições mais transparentes?

A ajuda técnica e de organização é essencial. A experiência portuguesa na realização de eleições é grande, mas é também necessário que certifiquem à comunidade internacional a transparência e isenção do processo.

Além de Portugal, acham oportuno ter observadores de outros países no escrutínio?

Gostaríamos que a União Europeia e os países da nossa subregião africana estivessem envolvidos. No fundo, queremos também instar a Comunidade Internacional a acelerar o processo de desbloqueamento dos fundos prometidos para o apoio ao processo eleitoral de modo a viabilizar o cronograma.

Quais são, no vosso entender, as principais ameaças a umas eleições livres e justas?

O lançamento de recenseamento sem condições técnicas, operacionais, materiais e financeiras para que as pessoas possam realizar os seus registos. Mais, o lançamento oficial do recenseamento não está a incidir sobre todo o espaço nacional e na diáspora.

Se forem o partido mais votado aceitam fazer coligação com o PAIGC no próximo Governo desde que o primeiro-ministro seja do PRS?

Naturalmente. A Guiné precisa de todos! E nós não temos qualquer problema com o PAIGC. Aliás, estamos num governo com este partido. O que se passa é que o próprio PAIGC tem problemas com o PAIGC. A instabilidade política recente na Guiné é causada por conflitos internos deste partido.

E se voltarem a ser a segunda força mais votada, aceitam voltar a integrar um Governo liderado pelo PAIGC?

Dependerá das medidas programáticas que o PAIGC aceite do nosso projeto eleitoral. Há coisas de que não abdicamos. É fundamental que os próximos quatro anos sejam dedicados à modernização da economia guineense (para gerar emprego e baixar a pobreza); à valorização do capital humano (para melhorar as competências pessoais do cidadão); e à reforma dos serviços públicos para melhorarmos a saúde, educação e a proteção social.

Teme que uma crise política no país possa redundar numa nova crise militar?

Podíamos acenar com esse fantasma à comunidade internacional, mas não estaríamos a ser verdadeiros. Os guineenses sabem o que é a guerra e os militares sabem o que são as instituições públicas. Ninguém quer voltar aos tempos do sangue. Sabemos que qualquer guerra política é melhor que as guerras armadas, mas não nos podemos iludir: sem instituições a funcionar, o país não se desenvolve, a pobreza não recua e a Guiné-Bissau não tem futuro. Precisamos que a comunidade internacional perceba isso.

Quais são, no vosso entender, as principais prioridades da Guiné-Bissau?

De forma muito sucinta: a Educação e Formação (de outra forma nunca nos desenvolveremos); a criação da riqueza nacional e do emprego para a redução da pobreza; a preservação da biodiversidade nacional (como grande valor do país); e a segurança interna e o combate aos tráficos de todo tipo e ao terrorismo regional e internacional.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Partido da Renovação Social da Guiné-Bissau dúvida de eleições a 18 de novembro


O Partido da Renovação Social (PRS), segunda força política no parlamento guineense, manifestou hoje ter "sérias dúvidas" quanto à realização de eleições legislativas a 18 de novembro e acusou o primeiro-ministro de "distração e incompetência".

Em conferência de imprensa, Orlando Viegas, vice-presidente do PRS, considerou que o decreto do Presidente guineense, José Mário Vaz, "corre sérios riscos de não ser cumprido" já que o primeiro-ministro, Aristides Gomes, afirmou que a data do início do recenseamento eleitoral "é indicativa".

O recenseamento eleitoral arrancou oficialmente hoje, para decorrer até 23 de setembro, mas, de acordo com Aristides Gomes, os potenciais eleitores ainda não estão a ser recenseados por dificuldades na receção dos 'kits' de recenseamento.

A Nigéria conta emprestar 300 desses equipamentos ao Governo guineense.

Em comunicado, lido por Victor Pereira, porta-voz do PRS, o partido considera que o Governo tinha "tempo mais que suficiente" para preparar todos os atos prévios para que as eleições pudessem ter lugar a 18 de novembro.

Mas, adiantou Pereira, tendo conta "a forma atrapalhada" como o Governo marcou a data do recenseamento, tudo leva a crer que já não terá lugar na data marcada, tudo por causa de "distração, incompetência e joguinhos políticos".

Em vez de realizar ações, dada a exiguidade do tempo disponível, o PRS acusa o primeiro-ministro de ter preferido destruir tudo o que já tinha sido feito pelo anterior executivo, nomeadamente os trabalhos da cartografia eleitoral.

O partido liderado por Alberto Nambeia acusa ainda o primeiro-ministro de ter enveredado em "joguinhos políticos obscuros" ao preferir gerir o processo eleitoral à margem da lei e da opinião pública, disse Victor Pereira.

No documento lido na conferência de imprensa, o também ministro da Comunicação Social defendeu que os atuais órgãos de administração eleitoral "passaram a prestar vassalagem" aos seus superiores hierárquicos "mas que a lei que dita as suas competências".

Para o PRS, "toda trapalhada potenciadora de conflitos" chegou a tal ponto, por ter sido permitido pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes.

O partido negou quaisquer responsabilidades pelo atraso no cumprimento de prazos eleitorais, conforme pretende fazer crer o primeiro-ministro, assinalou ainda Victor Pereira, salientando que o PRS "apenas defende a legalidade".

O PRS disse ainda que todos os partidos legalmente constituídos no país devem ser consultados para busca de consensos para atos eleitorais, nomeadamente encurtamento de prazos, contrariamente ao que defende o primeiro-ministro que apenas quer ouvir os cinco partidos com assento parlamentar.//Lusa

quarta-feira, 23 de maio de 2018

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, PRESIDENTE DO PAIGC, ACUSADO DE CORRUPÇÃO PELO DESVIO DE FUNDO PUBLICO DA GUINÉ-BISSAU


“Quando a nação está em perigo, espreita-se para os países amigos. Quando o Estado corre riscos, conta-se com os militares. Quando a ordem e a segurança ameaçam ruir, espera-se pela polícia. Quando as elites falham, chama-se o povo. Quando os empresários fogem, recorre-se ao Estado. Quando a saúde está periclitante, procura-se o médico. Quando a corrupção reina, confia-se na justiça. O pior é quando a justiça tarda...”

Domingos S Pereira, é acusado de corrupção pelo desvio de fundo publico da Guiné-Bissau. O atual presidente do PAIGC e deputado da nação, esta ausente do país, mas ministério publico pede ao parlamento o levamento da sua imunidade parlamentar.

O executivo liderado por Domingos Simões Pereira, é considerado o governo mais corrupto na história da governação de Guiné Bissau, muito dos seus membros estavam implicados em vários processos judiciais, entre os quais corrupção ativa/passiva e lavagem de dinheiro...

Foi no seu governo que aconteceu a operação falcatrua, denominado Resgate dos Bancos, foram resgatar as elites do PAIGC.

Quando desempenhava função do primeiro ministro Domingos Simões Pereira, adquiriu imóvel em Lisboa no valor aproximadamente 650.Mil €, equivalente 430.Milhões, FCFA. Fez construção de duas (2) casas em Bissau, com total gastos 734.125.000, FCFA. Fez contrato milionário direto com câmara municipal de Bissau, de uma forma parcial sem realização do concurso público. Alugou seus camiões ao CMB.

De notar, por outro lado, que Domingos Simões Pereira está sob investidas do Ministério Publico, há mais de um ano, no âmbito deste processo ligado ao regaste do sector privado guineense, através de alguns bancos comerciais do país.

Abriu duas (2) empresas, um no Dakar e outro na Bissau, ambas operam na área da pesca, , transporte e diversos...

Comprou uma casa em Dakar no valor de 350.Milhões FCFA, no Bairro mais nobre de Dakar chamado - Les Almadies; C’est l’un des quartiers les plus chics de Dakar. Comprou um apartamento para sua esposa Paula Pereira, em França no valor de 700.Mil €

O ministro público já tem toda as provas, estão somente a espera da sua audição, para a confirmação ou não, das provas...

Esses não são as acusações falsas, e nem por questões política!! Todos nos sabemos como era a vida do Domingos Simões Pereira, antes de ser 1° ministro da Guiné Bissau, e como era a depois de ter sido... basta cada um fazer análises chegará a conclusão de que Domingos Simões Pereira, é Político mais corrupto que existe no mundo... Um pobre que entrou na política tornou-se milionário menos de um ano da governação.