sábado, 3 de novembro de 2018

UE espera que eleições na Guiné-Bissau não sofram “atrasos desnecessários”


A União Europeia reconhece que o processo do recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau é fundamental, mas considera também “da maior importância” que sejam feitos todos os esforços para que as eleições legislativas não sofram “atrasos desnecessários”.

À luz dos atrasos verificados no processo eleitoral para as legislativas na Guiné-Bissau, inicialmente marcadas para 18 de novembro, fonte comunitária comentou à Lusa que, “de forma a que as eleições anteriores decorram de forma credível e transparente, um recenseamento eleitoral atualizado seria um marco fundamental”.

No entanto, acrescentou, “a União Europeia considera da maior importância que não sejam poupados esforços para que as eleições tenham lugar sem atrasos desnecessários”.

A mesma fonte reiterou que a UE está totalmente empenhada em ajudar a Guiné-Bissau “a resolver a sua crise política de longa data”, lembrando que, nesse contexto, e em coordenação com outros atores internacionais, designadamente Nações Unidas (ONU), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “tem apoiado de forma consistente o processo eleitoral na Guiné-Bissau, em linha com o Acordo de Conacri, adenda de Lomé e a Constituição da Guiné-Bissau”.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse que apresentou três cronogramas eleitorais para a realização de eleições legislativas, agendadas para 18 de novembro, mas que terão de ser adiadas por causa do atraso no recenseamento eleitoral.

“Há vários cenários possíveis. Nós apresentámos um cenário para 16 de dezembro e um cenário para 30 de dezembro”, afirmou Aristides Gomes.

Segundo o primeiro-ministro, aqueles dois cenários implicam uma redução dos prazos para além do recenseamento.

“Ou seja, feito o recenseamento, na base da lei vigente, o resto seria na base da redução de prazos”, explicou.

Quanto ao terceiro cenário, Aristides Gomes disse que é a 27 de janeiro com o respeito de toda a lei e sem encurtamento de prazos.

“Mas o senhor Presidente manifestou interesse em que as eleições sejam ainda este ano e nós também”, disse.

Aristides Gomes falava aos jornalistas no final de uma reunião de cerca de nove horas que juntou na Presidência guineense partidos políticos, sociedade civil e autoridades eleitorais.

O processo eleitoral para as legislativas, marcadas para 18 de novembro na Guiné-Bissau, tem sido bastante criticado pelos partidos políticos e pela sociedade civil, principalmente o recenseamento, que começou, atrasado, a 20 de setembro.

Recentemente, o Governo anunciou que o recenseamento eleitoral se deveria prolongar até 20 de novembro e terminar dois dias depois da data marcada para a realização das legislativas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Autoridades guineenses garantem "maior segurança" no único aeroporto internacional do país


O presidente do conselho de administração da agência de aviação civil da Guiné-Bissau, Dr. Hotna Cufuk Na Doha, garantiu hoje estarem em curso medidas para estabelecer "maior e melhor segurança" no único aeroporto internacional do país, alvo de reparos internacionais.

Em diversas ocasiões nos últimos meses, a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) chamou a atenção das autoridades guineenses para a necessidade de serem adotadas medidas urgentes que garantissem segurança no aeroporto, sob pena de lhe ser retirado o estatuto internacional.

Uma das medidas exigidas pela OACI é a adoção de um novo código aéreo, já que o existente no país é considerado caduco, por ser dos anos de 1980, assinalou hoje o presidente do conselho de administração da agência de aviação civil.

"Já adotámos um novo código aéreo, faltando apenas que seja aprovado no parlamento, o que vai acontecer ainda este mês", disse Dr. Hotna Cufuk Na Doha.

No cargo há duas semanas, Na Doha disse ter constatado e proposto medidas corretivas no aeroporto Osvaldo Vieira, nomeadamente acabar com a entrada descontrolada de pessoas em zonas regulamentadas, prática de cultivo no perímetro do aeroporto e ainda melhoramento da pista.

No início do ano algumas companhias aéreas ameaçaram parar de voar para Bissau devido ao mau estado da pista de aterragem.

O cultivo no perímetro do aeroporto é considerado pela OACI como perigoso por atrair pássaros que dificultam a navegação aérea.

Dr. Hotna Cufuk Na Doha afirmou também que serão tomadas medidas em relação às cinco casas construídas, por populares, no perímetro do aeroporto e que as autoridades internacionais exigem a sua demolição.

O presidente do conselho de administração da agência de aviação civil guineense anunciou a recuperação de três aparelhos de raio X que se encontravam avariados para destacar que "a partir de hoje há melhorias no aeroporto" de Bissau.

O responsável admitiu que "existem situações" que poderiam levar a que ao aeroporto fosse retirado o estatuto internacional, mas com as medidas em curso "isso não acontecerá", garantiu.

"O nosso aeroporto até hoje tem estatuto de aeroporto internacional. Não está em nenhuma lista negra", observou Dr. Hotna Cufuk Na Doha

PRS pede civismo e diz que não há tribalismo na Guiné-Bissau


O presidente do Partido de Renovação Social, Alberto Nambeia, afirmou hoje que não há tribalismo na Guiné-Bissau, apelou ao civismo e aos partidos políticos guineenses para fazerem uma campanha eleitoral sem ataques pessoais.

"O tribalismo (na Guiné-Bissau) é fomentado por certos políticos, mas na realidade não existe. As pessoas fomentam esse assunto quando querem conquistar o voto de um determinado grupo étnico, sobretudo nas eleições", explicou Alberto Nambeia, quando questionado sobre a existência ou não de tribalismo no país durante uma entrevista à Lusa.

Fundado pelo ex-Presidente Kumba Ialá, o PRS tem sido conotado erradamente com a etnia balanta (de facto o povo balanta é mais inclusivo , pois integrou no seu seio toda etnias da Guiné-Bissau), a maior do país, o líder do PRS recorda que o período da luta pela independência da Guiné-Bissau mostrou que não existe tribalismo.

"Se houvesse tribalismo não podia haver aquela conjugação de etnias na luta contra o colonialismo português", afirmou, sublinhando que nas tabancas (aldeias) há mistura de várias etnias.

Na Guiné-Bissau existem mais de 40 etnias, sendo as maioritárias os fulas e os balantas.

Segundo Alberto Nambeia, não se pode confundir tribalismo com "solidariedade étnica".

"Os políticos evocam tribalismo, mas quando querem uma mulher, nunca perguntam pela sua etnia antes de se fazerem a ela. Nesse caso já não há tribalismo", sublinhou para exemplificar a inexistência daquele fenómeno na Guiné-Bissau.

Na entrevista, o presidente do PRS, segunda maior formação política da Guiné-Bissau e que integra o atual Governo em funções no país, apelou também ao civismo.

"Que ninguém pegue neste processo de eleições como um tabu, como uma coisa do outro mundo. Durante a campanha eleitoral evitemos as mensagens de confrontação", disse, sublinhando que os partidos devem ganhar as eleições devido ao seu programa eleitoral.

Alberto Nambeia pediu às pessoas para não votarem por um "saco de arroz, açúcar ou dinheiro", mas em "consciência".

"Porque qualquer partido que ganhar as eleições será um partido da Guiné-Bissau, não um partido do Senegal, da América ou de Portugal, embora os portugueses sejam nossos irmãos. Temos laços que nos unem com eles. O partido que ganhar é o partido da Guiné-Bissau que nos todos devemos apoiar para trabalharmos juntos com ele", concluiu, pedindo aos políticos para se absterem de ataques pessoais. Com a Lusa

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Ramos do mesmo tronco na Guiné-Bissau

O nosso “Hino Nacional”, por tratar-se de texto poético, o texto que descreve e encarna a Identidade Nacional da Guiné-Bissau, nada mais sugestivo que admiramos a beleza da poesia – “Hino Nacional da Guiné-Bissau”, retratado a seguir: “Hino da Guiné-Bissau 
SOL, SUOR E O VERDE E MAR
SÉCULOS DE DOR E ESPERANÇA!
ESTA É A TERRA DOS NOSSOS AVÓS!
FRUTO DAS NOSSAS MÃOS
DA FLÔR DO NOSSO SANGUE
ESTA É A NOSSA PÁTRIA AMADA

Viva a pátria gloriosa!
Floriu nos céus a bandeira da luta
Avante, contra o jugo estrangeiro!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso!

Ramos do mesmo tronco
Olhos na mesma luz
Esta é a força da nossa união!
Cantem o mar e a terra
A madrugada e o sol
Que a nossa luta fecundou

VIVA A PÁTRIA GLORIOSA!
FLORIU NOS CÉUS A BANDEIRA DA LUTA
AVANTE, CONTRA O JUGO ESTRANGEIRO!
NÓS VAMOS CONSTRUIR
NA PÁTRIA IMORTAL
A PAZ E O PROGRESSO!
NÓS VAMOS CONSTRUIR
NA PÁTRIA IMORTAL

A PAZ E O PROGRESSO!

Para ilustrar o sentido geral do nosso “Hino Nacional”, o valor da nossa identidade nacional, que nos idêntica a todos como povo guineense. No obstante, não podemos negligenciar dos seguintes pormenores, existentes na sociedade guineense:

O nosso povo foi colonizado e muitos escravizados por muitos longos anos, fruto desta atrocidade do passado e, ainda persistente na Guiné-Bissau, como por exemplo, a Guiné-Bissau ou Povo guineense em geral é uma composição de muitos povos (designados erradamente, pelas etnias), pois cada uma tem a característica de um povo, apesar de ser em menor numero.

Entretanto, existem alguns, que não querem compreender, perceber, o valor do nosso “Hino Nacional”, como os que apelidam de: GOMES, PEREIRA, VAZ, LOPES, VIEIRA, DOS SANTOS, BARBOSA, SPENCER, ... não querem ser ramos, mas querem fazer parte da arvore (a Guiné-Bissau), compostas pelas suas etnias.

Mas, a verdade é que a arvore, só existe, contendo os seus ramos, capazes de, através das suas funções retransmitores das fotossínteses recebida da luz do Sol, fruto de trabalho das pessoas pertencente a cada etnia, no seu respetivo ramo étnico.

O Fotossíntese recebidos do sol e pelos suores do nosso povo durante Séculos de dor e esperança… que fortifica o tronco da arvore (Guiné-Bissau).

Nos sabemos que existem ainda, como foi exemplificado, anteriormente, alguns apelidados, que querem a todo custo enfraquecer “a força da nossa união”, o tronco da arvore, que é a Guiné-Bissau. Fazendo passar, como PLANTAS TREPADORAS, que fixam as suas raízes no tronco, para enxugar fruto de trabalho do nosso povo.

Alias, como fizeram pelos papéis que desempenharam no tempo da colonialismo e escravatura, da qual colaboraram na venda dos irmãos das nossas etnias para escravaturas nas terras das Américas (Brasil, Estados Unidos).

Hoje querem fazer o mesmo, através de filhos, netos, assaltando o instrumento da nossa luta. O instrumento (PAIGC), pelo qual infringimos derrotas aos colonos e seus aliados. Para com isso, vingar das derrotas dos seus aliados (Colonos) e continuar as trapaças, corrupções, enriquecimentos fáceis, sem esforços.

De facto, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança: todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades…

Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança: do mal ficam as mágoas na lembrança, do mal ficam as magoas na lembrança dos:
1. Paulo Correia (balanta)
2. Binhanquerem Na Tchanda (balanta)
3. Mbana Sambú (balanta)
4. Braima Bangura
5. Viriato Pã (balanta)
6. Pedro Ramos
7. Bupas Cul (balanta)
8. Tue Na Bangna (balanta)
9. Sana Fuma  (balanta)
10. Alqueia Kuassa (balanta)
11. Fore Mbitna (balanta)
12. Mutna Dentche Na Dum (balanta)
13. Nfon Na Lagna (balanta)
14. Buota Nambatcha (balanta)
15. Bighate Na Biate (balanta)
16. Mbunhe Na Male (balanta)
17. Wangna Nanfade (balanta)
18. Tagme Na Waié (balanta)
19. Sae Braia Na Nhagba (balanta)
20. João da Silva
21. Adriano Cubala (balanta)
22. Fernando Cubala (balanta)
23. Pedro Cubala (balanta)
24. Nhasse Nambera (balanta)
25. Zecaria
26. Agostinho Gomes
27. Lamine Sisse
28. Malam Sane
29. Caramba Conte
30. Ngare Iala Nhanta (balanta)
31. Watna Na Laie (balanta)
32. Kissif Dentche (balanta)
33. Tcham Na Mam (balanta)
34. Ramalho Incanha (balanta)
35. Emílio Costa (balanta)
36. Bitchofola Na Fafe (balanta)
37. Mbana Na Sanha (balanta)
38. Malam Numo Seide
39. Nfon Ntunda (balanta)
40. Alberto Na Haba (balanta)
41. Damna imbunde (balanta)
42. Blakte Na Dum (balanta)
43. João Biambi (balanta)
44. Alexandre Cul Nassalan (balanta)
45. Mário Nsimba (balanta)
46.Joãozinho Iala (balanta).

De facto, não existe tribalismo na Guiné-Bissau, mas sim suas etnias, que precisam assumir as suas identidades, fazendo identificar pela sua gente, que hoje querem progresso. O progresso que não vamos deixar, que quaisquer trapaceiros (PLANTAS TREPADORAS) destruem, com invocação de que flano ou beltrano é tribalista, como fizeram com um do homem impulsionador da nossa Democracia, o saudoso Dr. Kumba Yala.

Alias, Amílcar Lopes Cabral, pai da nação guineense, já havia o dito, conforme as seguintes citações, alertando o povo para não deixar enganar: “Nós queremos que tudo quanto conquistarmos nesta luta pertença ao nosso povo e temos que fazer o máximo para criar uma tal organização que mesmo que alguns de nós queiram desviar as conquistas da luta heroica e glorioso do nosso povo para os seus interesses, o nosso povo não deixe. Isso é muito importante.” – AMILCAR LOPES CABRAL

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O Governo irresponsável de Aristides Gomes, fez alargamento do recenseamento eleitoral para mais trinta dias, num sinal de desespero politico


O registo dos eleitores prossegue até 20 de novembro, anunciou esta quarta-feira, após uma reunião sobre o processo eleitoral, a ministra da administração territorial.

Ester Fernandes, disse que a inscrição dos eleitores vai cumprir os prazos legais de sessenta dias, mas a governante recusou pronunciar-se sobre a alteração da data da ida às urnas.

Em reação o PRS, na voz do seu vice-presidente, Jorge Malu, manifesta-se contra a alteração da data das eleições.

Entretanto, o líder do PAIGC, domingos simões pereira, acusa a televisão pública guineense de estar a ser usada como elemento de propaganda para o bloqueio do processo eleitoral.

Domingos Simões Pereira acusa ainda o presidente guineense de violar a lei eleitoral, desrespeitando o princípio da liberdade, transparência e igualdade de tratamento, no processo de eleições.

Com a prorrogação, para mais 30 dias do recenseamento eleitoral, caberá agora ao governo encontrar um consenso político para uma nova data para a realização do escrutínio.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

GUINÉ-BISSAU, ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2018: “MAIS DE METADE DOS 900 MIL ELEITORES GUINEENSES PODERÃO NÃO PODER RECENSEAR E CONSEQUENTEMENTE VOTAR”


O PRS – Partido da Renovação Social, uma das forças política da Guiné-Bissau, por apelo do Presidente da República do nosso país, aceitou pertencer ao atual “Governo de Consenso e Inclusão”. O Primeiro-Ministro, Aristides Gomes (PAIGC), foi nomeado com o objetivo expresso de organizar eleições legislativas. 

Porém, Aristides Gomes e o PAIGC estão a arruinar este objetivo. O processo de recenseamento regista falhas que vão da incompetência à ilegalidade, passando por suspeitas de manipulação. As nossas queixas e as de vários partidos, são as seguintes:

1. Ilegalidade e usurpação de funções das entidades eleitorais

Duas entidades gerem os nossos processos eleitorais: Comissão Nacional de Eleições e Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral. Ora o Primeiro-Ministro nomeou ilegalmente duas outras entidades (Comissão Multissectorial e Comissão Interministerial), que vieram usurpar funções às legalmente existentes. Até os tribunais foram usurpados, na validação de candidaturas e no contencioso.

2. Mais de metade dos 900 mil eleitores não poderá votar

O recenseamento começou há mais de 20 dias e só há 100 mil recenseados. A uma semana do fim do processo, ninguém acredita que o número chegue a 50% dos guineenses maiores de idade. Rejeitamos um caderno eleitoral com menos de 90% de inscritos.

3. Eleitores com vários cartões e eleitores com o mesmo número

Há pessoas que se recensearam mais que uma vez (tendo mais que um cartão de eleitor) e vários cidadãos com o mesmo número de eleitor. Isso permite a algumas pessoas votarem mais que uma vez e impedirá outras de votar, pois basta que a primeira pessoa vote para que as outras (com o mesmo número) sejam impedidas de votar.

4. Um recenseamento politizado e sem fiscalização

Os técnicos de recenseamento (credenciados) estão a ser substituídos por pessoas do PAIGC (sem formação) e a fiscalização dos delegados partidários está a ser vedada por ordem de governantes do PAIGC.

5. Dificuldades técnicas no recenseamento

Quer devido ao reduzido número de kits eleitorais (computador e impressora), quer por deficiências desses kits (sobreaquecem e ficam largos minutos sem funcionar) ou por falta de formação dos recenseadores, o processo está a ser dolorosamente lento e a incidir maioritariamente nas zonas mais afetas ao PAIGC.

6. Omissão de campanhas de educação cívica

Um dos compromissos deste governo era a campanha de educação cívica e incentivo ao recenseamento. Não está a acontecer.

7. Exclusão dos partidos sem representação parlamentar

Mesmo os partidos sem representação parlamentar (desde que legalizados) têm assento no processo eleitoral. O Primeiro-Ministro continua a exclui-los, ignorando a lei e a recomendação presidencial.

8. As preocupações do Presidente da República 

Dando crédito às dúvidas existentes, o Presidente da República da Guiné-Bissau convocou os partidos guineenses (o PAIGC faltou) e prometeu estar atento, sabendo tirar as devidas conclusões.

Finalmente, informamos que vamos lutar contra este processo, em conjunto com a maioria dos partidos guineenses. A primeira ação é uma manifestação neste dia 18 (quinta-feira) junto ao Palácio do Governo, cujo cartaz anexamos, bem como a lista de locais de concentração.