quarta-feira, 23 de maio de 2018

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, PRESIDENTE DO PAIGC, ACUSADO DE CORRUPÇÃO PELO DESVIO DE FUNDO PUBLICO DA GUINÉ-BISSAU


“Quando a nação está em perigo, espreita-se para os países amigos. Quando o Estado corre riscos, conta-se com os militares. Quando a ordem e a segurança ameaçam ruir, espera-se pela polícia. Quando as elites falham, chama-se o povo. Quando os empresários fogem, recorre-se ao Estado. Quando a saúde está periclitante, procura-se o médico. Quando a corrupção reina, confia-se na justiça. O pior é quando a justiça tarda...”

Domingos S Pereira, é acusado de corrupção pelo desvio de fundo publico da Guiné-Bissau. O atual presidente do PAIGC e deputado da nação, esta ausente do país, mas ministério publico pede ao parlamento o levamento da sua imunidade parlamentar.

O executivo liderado por Domingos Simões Pereira, é considerado o governo mais corrupto na história da governação de Guiné Bissau, muito dos seus membros estavam implicados em vários processos judiciais, entre os quais corrupção ativa/passiva e lavagem de dinheiro...

Foi no seu governo que aconteceu a operação falcatrua, denominado Resgate dos Bancos, foram resgatar as elites do PAIGC.

Quando desempenhava função do primeiro ministro Domingos Simões Pereira, adquiriu imóvel em Lisboa no valor aproximadamente 650.Mil €, equivalente 430.Milhões, FCFA. Fez construção de duas (2) casas em Bissau, com total gastos 734.125.000, FCFA. Fez contrato milionário direto com câmara municipal de Bissau, de uma forma parcial sem realização do concurso público. Alugou seus camiões ao CMB.

De notar, por outro lado, que Domingos Simões Pereira está sob investidas do Ministério Publico, há mais de um ano, no âmbito deste processo ligado ao regaste do sector privado guineense, através de alguns bancos comerciais do país.

Abriu duas (2) empresas, um no Dakar e outro na Bissau, ambas operam na área da pesca, , transporte e diversos...

Comprou uma casa em Dakar no valor de 350.Milhões FCFA, no Bairro mais nobre de Dakar chamado - Les Almadies; C’est l’un des quartiers les plus chics de Dakar. Comprou um apartamento para sua esposa Paula Pereira, em França no valor de 700.Mil €

O ministro público já tem toda as provas, estão somente a espera da sua audição, para a confirmação ou não, das provas...

Esses não são as acusações falsas, e nem por questões política!! Todos nos sabemos como era a vida do Domingos Simões Pereira, antes de ser 1° ministro da Guiné Bissau, e como era a depois de ter sido... basta cada um fazer análises chegará a conclusão de que Domingos Simões Pereira, é Político mais corrupto que existe no mundo... Um pobre que entrou na política tornou-se milionário menos de um ano da governação.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Lembrar: Ex-PM guineense e atual, de etnia manjaca, da mesma etnia do presidente, José Mário Vaz, diz que ainda não foi notificado pelo Ministério Público por desaparecimento de cocaína…


O antigo primeiro-ministro guineense Aristides Gomes, de etnia manjaca, disse hoje que regressa à Guiné-Bissau na próxima semana e que ainda não foi notificado para ser ouvido pelo Ministério Público no âmbito da investigação ao desaparecimento de cocaína à guarda do Estado. 
"Para a semana vou para Bissau e infelizmente ainda não recebi nenhuma notificação para ser ouvido", afirmou Aristides Gomes, numa entrevista exclusiva à rádio privada guineense Pinjiguiti.

Fonte judicial disse na segunda-feira que o antigo chefe do governo guineense, que se encontra em França, deveria ser ouvido na próxima semana no âmbito da investigação ao desaparecimento, em Setembro de 2006, de 670 quilogramas de cocaína dos cofres do Tesouro Público.

Segundo a mesma fonte, a audição de Aristides Gomes é a última de um conjunto de outras feitas a vários ministros do anterior governo guineense.

O inquérito do Ministério Público ao desaparecimento de 670 quilogramas de cocaína foi aberto na sequência de um relatório de uma comissão inter-ministerial criada pelo actual governo guineense, liderado por Martinho N`Dafa Cabi, e pretende confirmar se a droga foi realmente queimada.

"Eu consegui fazer as maiores apreensões de droga da história da Guiné-Bissau", afirmou Aristides Gomes à rádio Pinjiguiti, sublinhando que queimar droga não é trabalho do primeiro-ministro e que deu ordens nesse sentido.

Aristides Gomes referiu que a droga foi para os cofres do Tesouro Público por questão de segurança, mas que a chave ficou com a Polícia Judiciária e sob o controlo do Ministério Público.

"Eu não vi a cor da droga, não vi a chave e o cofre, mas dei a ordem para a droga ser queimada e recebi informações de que a cocaína foi incinerada e eu tenho confiança nas pessoas com quem trabalhei e em como cumpriram as indicações que dei no âmbito da luta contra o narcotráfico", disse o antigo primeiro-ministro, acrescentando que se o governo tivesse outras intenções não fazia uma declaração pública sobre a apreensão da cocaína.

Quando questionado sobre a apresentação de provas, Aristides Gomes disse que lhe foram apresentadas informações e que há uma filmagem de vídeo.

A Guiné-Bissau está referenciada como "placa giratória" da cocaína proveniente da América Latina e com destino à Europa, nomeadamente ao mercado espanhol.

A falta de meios para combater o narcotráfico é a principal razão para que a Guiné-Bissau se tenha tornado uma "placa giratória" do mercado do tráfico de cocaína, segundo a ONU.

Um relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, hoje divulgado em Nova Iorque refere que o tráfico de droga na Guiné-Bissau ameaça a consolidação da democracia no país.Com a Lusa…


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Composição do Novo Governo da Guiné-Bissau, liderado por Aristides Gomes, de etnia manjaca


Composição do novo governo da Guiné- Bissau, liderado por Aristides Gomes e Os membros do novo governo tomam posse nesta quinta-feira, pelas 11:00, no Palácio da República, informa a presidência guineense.


O Presidente, José Mário Vaz, nomeou hoje o novo Governo liderado pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes, depois de intensas negociações com a participação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).


26 Pastas (18 Ministérios e 8 Secretarias de Estado)


Presidência de Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares - Agnelo Regala
Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades - João Ribeiro Có
Ministério da Economia e Finanças - Aristides Gomes, em acumulação de funções
Ministério da Defesa Nacional - Eduardo Costa Sanhá
Ministério do Interior - Mutaro Djaló
Ministério do Turismo e Artesanato - Vicente Fernandes
Ministério da Educação, Ensino Superior, Juventude, Cultura e Desporto - Camilo Simões Pereira
Ministério das Obras Públicas, Construção e Urbanismo - António Óscar Barbosa
Ministério da Administração Territorial - Ester Fernandes
Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos - Iaia Djaló
Ministério das Pescas - Adiatu Djaló Nandinga
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural - Nicolau dos Santos
Ministério da Energia, Indústria e Recursos Naturais - António Serifo Embaló
Ministério dos Transportes e Comunicações - Mamadú Serifo Jaquité
Ministério da Reforma Administrativa, Função Pública e Trabalho - Fernando Gomes
Ministério dos Combatentes da Liberdade da Pátria - Aristides Ocante da Silva
Ministério da Comunicação Social - Victor Gomes Pereira
Ministério da Saúde Pública, Família e Coesão Social - Maria Inácia Có Sanhá

SECRETARIAS DE ESTADO

Secretaria de Estado das Comunidades - Queba Banjai
Secretaria de Estado da Gestão Hospitalar - Pauleta Camará
Secretaria de Estado da Energia - João Saad
Secretaria de Estado do Ambiente - Quité Djaló
Secretaria de Estado do Tesouro - Soleimane Seidi
Secretaria de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais - João Alberto Djatá
Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional - Humiliano Alves Cardoso
Secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desporto - Florentino Fernando Dias








terça-feira, 17 de abril de 2018

Guiné-Bissau: Ida e Volta de Lomé


Uns foram para Lomé confiantes e voltaram decepcionados. Entradas de leão, saídas de carneiro. Com os outros passou-se exactamente o contrário.


Parecia haver quem acreditasse que a Conferência se transformaria numa humilhação para o Presidente José Mário Vaz, esperando ver (de forma pouco patriótica), no Comunicado Final, uma clara imposição da CEDEAO, em termos ditatoriais. Contudo, nada disso aconteceu, e o texto do referido documento acautela respeitosamente a soberania nacional e o carácter endógeno da solução encontrada, referindo-se a uma decisão tomada pelo Presidente e validada pela Conferência.

 Os presidentes ficaram chocados com a ideia que lhes submeteram de ofender um congénere e viraram o bico ao prego, fazendo questão que constasse precisamente o contrário daquilo que o PAIGC queria projectar.

Pretende o PAIGC passar o resto da existência a chorar sobre o leite que derramou? A presente Conferência, expressamente dedicada, prevalece e enterra definitivamente o Acordo de Conacri. O PAIGC pode, pois, fazer o luto de Olivais e considerar os últimos dois anos como tempo ingratamente desperdiçado à espera do regresso de um barco naufragado. Ao contrário de Conacri, desta vez o endosso do Primeiro-Ministro é nominal. A margem de manobra para inventonas é nula. Resta alinharem de boa-fé no estipulado, de outra forma as comichões podem tornar-se incomodativas.

Não vale a pena insistir em tentar propagar uma visão de Lomé que não corresponde à realidade. Se alguém foi humilhado em Lomé, foi quem tudo fez para tentar manipular o processo.// Bardadi i Malgueta - A Verdade é como Malagueta. Arde!

sábado, 14 de abril de 2018

Crime de fraude económica a ser investigado no espaço CEDEAO

Um digno cidadão da Guiné-Bissau, sofreu ataque a sua dignidade e honra. E, que com certeza apresentara queixa-crime junto da comissão económica da CEDEAO para efeito de apuramento de prova condenatório contra cidadãos criminosos da Nigéria…





Eis algumas provas factuais para efeito de queixa-crime:





sábado, 24 de março de 2018

Impostor, varre para debaixo do tapete

Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão e não percebes o tronco que está no teu próprio olho?- Lucas 6:41,42 
O fariseu, em pé, orava em seu íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: roubadores, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este cobrador de impostos.- Lucas 18:11

O presidente do PAIGC, partido cujos problemas internos estão na origem da presente crise, pretende lavar as mãos com sabão de vítima e deitar a bacia da água suja para cima de outro partido?

Não conhecemos o teor do processo relacionado com os 13 militantes convocados ao Ministério Público. Nem Domingos Simões Pereira parece conhecer, ou pelo menos não a partilha no texto em epígrafe. No entanto não hesita em presumir acusações, nem em imputá-las a quem lhe convém.

"Agora, estes são acusados e vão ser ouvidos". Não, não tente dar o salto maior que a perna, invertendo os trâmites: vão ser ouvidos, e só depois, eventualmente, acusados. E, caso o Ministério Público avance, quem decide da sua eventual culpa, para os transformar em condenados, é o tribunal. Até lá, são simples testemunhas, e mesmo que sejam acusados, são ainda presumidos inocentes. A ladainha da vítima não pega.

Mas o que choca pelo absurdo é apontar o dedo ao PRS. O Ministro de Estado e do Interior, que acusa de ser o instigador, é porventura um alto dirigente do PRS? Não. O comanditário que aponta, foi porventura quem disputou a liderança do PRS em Congresso? Não. Porventura no "grupo de arruaceiros" identificaram-se com o cartão do PRS? Não, alguns fizeram mesmo questão de mostrar o cartão do PAIGC, não se percebendo por que razão foram impedidos de entrar na sede do seu Partido, ou por que não estava ninguém para os receber e com eles dialogar.

A recente recusa em participar do diálogo ao mais alto nível, ignorando convocatória do Presidente da República, vem apenas confirmar essa estratégia autista, de quem tem o rei na barriga e julga que é dono disto tudo. Não, um verdadeiro democrata esgrime argumentos, tenta convencer pela força das suas razões, não se esquiva ao diálogo. Nem que no fim decida optar por dizer que não.

Não queira tapar o sol com a peneira, senhor Domingos Simões Pereira.

Foi e continua a ser sua intransigência, que conduziu o país à "saga de divisão e instrumentalização de todas as franjas da nossa sociedade, querendo provocar o caos, a desordem e a insegurança generalizada." Quem são os verdadeiros "senhores sequestradores do Estado, da paz e da ordem interna"? Quem inventou "organizações da sociedade civil" para esse fim e ainda atribui prémio em Congresso ao seu líder que se dizia "independente"? Se entender, use o seu espelho, e em vez de lhe fazer sempre a mesma pergunta que a madrasta da Branca de Neve fazia, questione-o sobre isso, pode ser que chegue à resposta certa.

É de alguma forma compreensível que, perante a ausência de solidariedade do PRS, aquando das circunstâncias que envolveram o adiamento do recente Congresso do PAIGC, por decisão judicial motivada por militantes do PAIGC, haja algum ressentimento em relação a esse partido. No entanto, isso não justifica, como não justificava nessa altura, que tente varrer para cima de um partido que se tem limitado a fazer política. Porque essa tentativa de limpar as suas culpas no cartório é o cúmulo, que só o expõe ao ridículo.

Domingos Simões Pereira: Cúmulo do Ridículo, do absurdo

Ao que já chegamos! ontem chegou-me a informação: 13 cidadãos, militantes ou simpatizantes do PAIGC, foram convocados pela Procuradoria Geral da República e serão ouvidos, alegadamente por terem participado na defesa da sede do partido a 19 de Outubro de 2017. E presumivelmente, quem apresentou queixa foi um dos assaltantes, identificado como agente da segurança ou da defesa, afeto ao Palácio da República.

Depois de ter feito o mesmo espetáculo com alguns dirigentes do partido e de ontem, ter sido acusado por um coletivo de advogados, como sendo o “ninho da corrupção”, o Ministério Público volta a expor a Guiné-Bissau a mais esta vergonha e ao cúmulo do ridículo: após ameaças feitas nesse sentido pelo dito Ministro do Estado e do Interior em presença do Presidente da República e publicamente difundidas por todos os canais de informação nacionais, um grupo de arruaceiros tentou invadir e tomar de assalto a sede do partido (intensão mais tarde concretizada pelos próprios agentes da segurança); um grupo de militantes, antecipadamente acampados na sede para a defesa desta, evita a concretização do ato; agora, estes são acusados e vão ser ouvidos, enquanto que os assaltantes e mesmo os mandantes do ato, se apresentam como autoridade e prosseguem a ridicularização do país. Até aonde quer ir esta gente?!

Tudo porque o Procurador Geral da República conseguiu o cargo a troco de prometer a perseguição dos dirigentes do PAIGC?
Tudo porque isso pode ajudar o PRS, tentando passar a imagem de que o PAIGC continua com problemas?
Tudo porque isto agrada ao Senhor Presidente da República e tem a encomenda do Senhor Braima Camará?
Tudo porque continua aberta a época de prémios por serviços prestados ao PRS e a esses dois Senhores e seus acólitos?

Eu já passei a fase do lamento destas vergonhas, nem quero perder tempo a lembrar que os crimes perpetrados em violação das leis são individuais. Todos sabem e agem em perfeita consciência.

Lamento é que envolvam o nome de Instituições da República que deviam ser o nosso rosto e a representação da nossa dignidade, que ainda terão no seu seio alguns profissionais sérios e responsáveis. Lamento que se prossiga com a saga de divisão e instrumentalização de todas as franjas da nossa sociedade, querendo provocar o caos, a desordem e a insegurança generalizada.

E aonde estão as organizações da sociedade civil, vocacionadas à proteção dos direitos civis, individuais e coletivos dos nossos cidadãos? Estarão também ocupados a servir os mesmos Senhores Sequestradores do Estado, da paz e da ordem interna?

O que infelizmente essa gente não percebe é que estão a despertar o nosso povo e a armar a nação guineense de cidadãos dispostos a dar sentido à sua existência, a resistir e combater o autoritarismo, a libertar nossas consciências e conquistar a verdadeira e plena liberdade.

Estes jovens e todos os que estiveram e estão em defesa da verdade, que o PAIGC representa de novo na Guiné-Bissau, não podem ter medo desta tentativa de ameaça e perseguição. Entendem bem que o objetivo é silencia-los e desmobiliza-los. Essa gente não conhece de fato a história do povo guineense!

Nô bai, dianti qui caminhu!